O
dia começou cedo, na verdade a noite foi cheia de ansiedade pois a vontade de
desbravar uma nova trilha não deixou muita gente dormir sossegado.
Levantamos
cedo aproximadamente 5:15 da manhã e já com tudo prontinho esperando só vestir
e carregar e a bike tinindo de uma boa revisão não imaginava o que iria passar
(risos).
Chegamos
no ponto de encontro as 06:30 h e já tinham muitos Muralistas reunidos e da
mesma forma, ansiosos esperando a hora de meter os pneus na lama e desafiar o
dia nublado e com nuvens que impediam do sol raiar. Dito e certo... foi tanta
chuva, tanta chuva que tivemos que banhar as bikes várias vezes durante o dia
para desobstruir câmbios, discos (Mateus Neiva – Couro de Rato que diga) e
corrente.
Saímos
do estacionamento exatamente as 07:40 am e o pé d’agua dava as boas vindas e
que boas vindas gelada!!!! Todo mundo
continuava no êxtase da aventura só imaginando as maravilhas (07) que nos
aguardavam e na verdade não foram apenas 07 maravilhas foram “milhares” de
ladeiras, poças de lama, valas infinitas, descidas sem tangentes tombos
hilários e litros de suor que transformaram a maior surpresa os 65 km se
transformarem em 80,57 km e aproximadamente 12 horas de suspense porém, de
muita adrenalina e o mais importante a parceria e interação dos membros do
mural veio provar o quanto é gostoso e prazeroso fazer parte dessa família.
Tivemos
um intervalo para o almoço no restaurante em Itanagra que, por sinal, aquele banquete
vai ficar para história dos Muralistas: pernil de carneiro, ensopado de
carneiro e uma galinha de quintal com muito feijão, arroz e uma salada
maravilhosa!!! Comemos até fazer bico!!!!
Durante
todo dia, muitos marmanjos se transformaram em crianças de primeira viagem a um
lugar inóspito, perguntando ao pai (Elson) toda hora.. – Tá perto, tá chegando?
– Tá perto, tá chegando? Na verdade não era o desgaste físico e nem o cansaço
mental que causava isso, era a ansiedade de subir a última ladeira e chegar até
o carro sem usar a lanterna. Esforço em vão... para aqueles que foram
despreparados, foi uma ótima lição de sobrevivência. Quem estava com suas
lanternas foi a salvação para muitos pois, durante, aproximadamente, 3 horas
convivemos com um breu total onde passamos pela desventura de um pneu furado de
Josa (Josue Motta)
rsrs e ainda com o choro solitário do nosso grande amigo Pesqueiro.
Eu
como um “seminovo” no mural sou prova viva que pra quem foi, o prazer e a
adrenalina superaram as expectativas e para aqueles que não foram a mordida do
cotovelo há de esperar o retorno e com fé em Deus como um provável Corujão!!!
Por
fim, quero deixar a minha admiração pelo empenho, determinação, superação,
força, garra e exemplo de SUPER MULHERES para as CARLAS do Mural (Carla Dias e Carla
Guimarães )... elas colocaram muitos boys no
bolso e sacudiram a poeira. Quero aproveitar também para parabenizar e
agradecer as todos por ter desistido e sim ter superado os seus limites até a
chegada no ponto que partimos.
Sobre
as Maravilhas da Linha Verde, prefiro considerar que são muito mais que apenas 07!
Para descobrir tem que participar da próxima oportunidade, essa aventura é TOP!
Que
venha o próximo desafio!!!!! PARTIU. Kadjon Layno.
VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM!
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