Dia 17 de junho, sábado , já ansioso chego no local marcado
1h antes e na minha cabeça já rolavam várias situações e aventuras, rever meus
sobrinhos que já não via a muito tempo e conhecer a Muralista que também iria
participar da aventura. Às 10h Elson aparece no posto e Partiu!! Fomos em direção a Feira
debaixo de uma chuva “malassombrada”, pegamos a a guerrilheira, não! A Jovanda
lá em Feira e seguimos caminho.
Seguimos em direção a Ipirá com muita chuva que só parou
próximo a Itaberaba quando a viagem ficou mais segura . Com pista lisa e sem riscos,
adiantamos o lado direto para Mucugê e comemos uma pizza maravilhosa para
depois irmos em estrada de barro para o povoado de Guiné , local de descanso e
partida para a aventura .
Dia 18/06/2017 Iniciava a nossa aventura propriamente dita
rumo ao Vali do Pati.
8h todos de pé , tomamos nosso café , pegamos uma carona de
4km até o pé da serra, tiramos algumas fotos e Elsão grita a famosa ordem:
-“Partiuuuuu”!! Bom eu poderia descrever todo esse caminho apenas assim. Subiu,
subiu, subiu, subiu , topo, desceu,desceu, desceu, subiu, subiu, Mirante, mas
vou tentar ser mais específico .kkkkkk
Começamos uma subida cheia de pedras pela Serra do Sincorá,
meus pulmões já queimavam enquanto Leo e Bia pareciam estarem andando em uma
reta plana. Por 1:30h subimos até o Tabuleiro, paramos para reagrupar e seguimos
viagem , quando um humorista passa por nós e diz que ali agora era só o mel, o
Fel havia ficado para traz, a sujeitinho sem coração, andamos pelo lajedo
acreditando na ladainha do dito e logo chegamos no desejado Rio Preto, ali
paramos para “almoçar” resenhar , dei logo um tibungão naquela água temperada ,morna,
encontramos alguns grupos que já retornavam do Pati eles identificaram o Mural,
conversamos um pouco e seguimos rumo ao Mirante do Vale do Pati. No caminho um
muro de pedras lindo que demarca propriedades, seguimos mais 1km e chegamos no
Mirante. Depois de muitas fotos, suco e contemplação surge a dúvida. “Arrudeio”
ou “Rampa” eis a questão... Descemos eu
e Elson para fazer um reconhecimento da rampa, constatamos que seria, no mínimo
enriquecedor para a expedição. Partiu rampa sem mais delongas mesmo sob
rigorosos protestos da Ró, seguimos literalmente morro a baixo... depois de
muita técnica de escalada utilizadas pela Ró chegamos ao pé da serra onde
existe uma sombra maravilhosa com uma pinguela e assim paramos para um descanso
rápido.
Pronto , começou, subimos uma rampa que a testa quase tocava
o chão, pqp eu já n respirava, apenas sobrevivia, na tentativa de n desmaiar no
meio daquela armadilha dos infernos, aquilo não era uma rampa , era uma parede,
o fdp que fez aquela trilha devia ser raciado com o homem aranha, “mizerarvi”.
KKKK.
Finalmente tendo conquistado o alto daquele morro
“dosinfernos” pude desmaiar em paz e passar mal com todo estilo. Pronto amigos,
agora era só descida, tudo lindo, desceriamos
5 minutos e estaríamos lá. Vei, por favor, quero que entendam que o
horário daqueles guias, funciona diferente, 5 minutos deles pode significar 3h
no meu mundo, lote de excomungados, começamos a descer próximo às 13:30h,
subimos ainda algumas ladeiras modestas e descemos tanto que a certa altura eu
tinha certeza que já estávamos no Japão e Seu Wilson era um Sr. Japonês que nos
aguardava em uma aldeia próximo a Fucugima , tenho certeza ainda hj, Pati deve
significar desce e sobe “pacarai“ em Japonês ou algo tipo quebra joelhos porquê
os meus dois já estavam batendo biela de tanta pancada nas descidas , com
certeza terei de recauchu-los.