
Desde 2008, quando comecei a pedalar, sonhava com a idéia de subir no alto de uma serra que avistava no horizonte na região de Santo Antônio de Jesus. A cada dia que melhorava o meu preparo físico sabia que chegava mais perto desse objetivo. Fui conhecendo a região e cheguei até a realizar algumas trilhas próximas, certa vez, eu e Gaucho chegamos até a subir a Serra, mas não conseguimos encontrar uma forma de chegar até ao agrupamento de antenas existente na parte mais alta.
Pois bem, o dia chegou! Eu e o grande aventureiro Mauro, ou melhor dizendo Maurão, chegamos na sexta-feira a noite na Fazenda e no dia seguinte levantamos bem cedo para iniciarmos o desafio de chegarmos até às antenas no alto da Serra da Jiboia! Como alguns já sabem, naquela região não existe percurso plano e como diz Popó: “Ou você desce, ou sobe, sobe, sobe”. Rsrsrs.
O céu estava nublado, nem era possível ver a serra por causa das nuvens baixas, mas partimos confiantes sempre subindo as enormes ladeiras. Quando chegamos mais perto da serra, as nuvens dispersaram por alguns instantes e foi possível ver as antenas, foi aí que caí da real, estavam muito altas!!! Rsrsrs. Mostrei para Maurão o nosso objetivo e ele com confiança falou: “Vamos lá, nem que dure o dia inteiro!”, aí não teve jeito, dois “doidos” por aventura! Hehehe.
Depois de perguntar para alguns poucos moradores da região, conseguimos chegar a base da montanha. Paramos para reunir forças visando o ataque final ao cume!Hahaha. Conhecemos um senhor que enfatizou por diversas vezes que iríamos subir muito! “Peguem sempre a direita!”, ele não foi nada animador...rsrs. Com força total, começamos a subir, subir, subir e quanto mais subíamos, a “coisa” ficava mais “feia”! hehehe. Entramos na mata e por diversos momentos empurramos as bikes para vencer a íngremes e escorregadias ladeiras, cheias de folhas, galhos e raízes. A chuva apertou e aproveitamos para fazer uma parada e contemplar o lugar que era alucinante! Uma verdadeira floresta, com grandes árvores e com um visual totalmente incrível! Fiz alguns filmes para tentar registrar a situação, não deixem de ver abaixo!
Mais na frente, tive um grande susto! No meio da trilha, antes que passasse por cima, brequei quase em cima da uma cobra! O meu pneu dianteiro, ficou a menos de 10cm da cabeça d

ela! Ela tinha mais de 1 metro de comprimento e com certeza era venosa. Liguei a câmera e comecei a filmar, ela chegou até a tentar vir em nossa direção, mas Maurão pegou um galho e com muita coragem espantou. Ufa!!
Na chegada às antenas fomos tomados por um sentimento de grande realização!!! Estávamos muito felizes com a conquista! Mas não foi possível ficar lá por muito tempo, ventava muito, caía uma chuva fina e estava muito frio... Descemos pela estrada de acesso que os técnicos utilizam para realizar manutenção nos equipamentos, mas cheia de erosão. Um grande downhill de mais de 5km até o povoado de “Pedra Branca”, show!
Em Pedra Branca, encontramos em um boteco, um grupo de MotoCross que logo ofereceram uma cervejinha, aceitamos na hora! Rsrs. Quando Maurão pediu para a atendente fazer pão com ovo, um deles gritou para ela aumentar a gororoba para mais dois (eu e Maurão). A gororoba era mais nada do que: kitute de boi, ovo, farinha, tomate e cebola, uma delícia, que foi servida em três pratos com dois garfos cada para 6 (seis) famintos! Hahahaha. Eles falaram para pegarmos a mesma trilha que eles tinham vindo para “cortar” caminho para depois de Castro Alves. Depois de algumas explicações, decidimos encarar.
A trilha da galera de MotoCross foi um grande sofrimento! Logo no início, subimos muito! Praticamente toda a serra novamente, o problema foi que como estava com muita lama, empurramos muito!!! A todo o momento xingava os caras, hehehe. A nossa esperança é que quando começássemos a descer iria ser só alegria, mas não foi o que aconteceu... Foi muito pior!!! Nunca tinha visto tanta lama!! Os pneus ficavam travados, nem precisávamos freiar! Afff!!!Quando saímos da trilha, nem dava para pedalar, os pedais,correntes, freios, a bike toda estava coberta de lama, precisamos lavar para continuar.
Já era aproximadamente 16:30, quando fiz as contas e descobri que não conseguiríamos chegar antes de anoitecer, não tínhamos lanternas, aí o objetivo passou a ser chegarmos está o povoado “Tabuleiro do Castro”. Foi uma corrida contra o tempo, os últimos 5 km não foi possível enxergar quase nada, já passava das 18h. No povoado, ligamos e pedimos o resgate! Hehehe.
Mais uma grande aventura! Mais Emoções dos Desafios! Um grande abraço,
Elson.