Eu, Guilherme(“O” Novato), fiquei responsável pela resenha
da trilha da Boca da Mata. Então vamos lá!
Primeiramente, gostaria de agradecer a todos por ter me
aceitado na galera e tenho que dizer que foi um prazer realizar a trilha da
Boca da Mata com vocês todos e um prazer conhecê-los.
Ao chegar ao Rei da Pamonha às 6 horas da manhã, fui
reconhecendo alguns participantes que havia conhecido na Terça no CTM Paralela
e fui sendo apresentado ao restante que não conhecia. De lá partimos para o
Açaí. Eu estava preocupado com o horário e com receio de atrasar a galera e ter
que pagar Coca-Cola. Acordei às 4:50. Porém, porém... a primeira Coca-Cola já
estava sendo devida. Um dos participantes teve o primeiro problema com pneu.
Não sei dizer o que houve realmente e não sei se devo fazer piada com isso,
pois o participante era um dos coordenadores. Enfim, aquela resenha toda,
piada, apresentação de selos do Mural para quem realizou Trilhas passadas e
importantes. Tudo pronto! Começamos a pedalar. Acredito que já era umas 7:45.
Atravessamos a pista e fomos pegar a estrada de chão para
começar a trilha. Eu tava empolgado, mas sabendo que só tinha miseravão no
grupo. Os primeiros minutos eu dediquei a um Pai Nosso e uma Ave Maria,
finalizando com um Deus me leve, Deus me traga!
Acredito que a primeira parte da trilha foi tranqüila para a
maioria. Todos cheios de energia e abastecidos. Quer dizer, o tal do Tornado
tinha levado pouca Água. Diz ele que é camelo e que sérvio ao Exército na
Guerra entre Brasil e Afeganistão e que não era pra ninguém se preocupar. Então
beleza. Rsrs...
Algumas subidas iniciais já anunciavam que durante aquela
manhã o bicho ia pegar. Isso eu pensando comigo mesmo. Agora fiquei confuso se
atravessamos o Rio antes ou depois do primeiro pneu furado. Enfim, tivemos a
primeira parada para sanar esse problema e, enquanto isso, percebi uma
aglomeração numa das bike’s. O câmbio dianteiro de um dos participantes estava
com problema. Eu sei que tinha uns 3 ou 4 mecânicos “resolvendo” o problema.
Como eu não tenho a manha, fiquei só olhando e dando palpite. Rsrs...
A travessia do Rio foi tranquila de certa forma porque tinha
uns guris com 2 barcos para atravessar a galera. Uns aproveitaram para lavar a
bike também. Agora enquanto escrevo, lembrei de outro fato. O tal do
Tornado(Chaves) foi o único que retirou a sapatilha. Eu estou começando a achar
que ele tem problema com água. Talvez um trauma de infância... sei lá. Primeiro
disse que era camelo e que não precisava de água e depois o lance de não molhar
a sapatilha. Pronto. Atravessamos o Rio e uma cerca e voltamos a pedalar.
A trilha alternava momento de subidas e descidas com
momentos de estrada de chão com areia e outros momentos de trilha mais fechada
mesmo. Durante os trechos de areia começamos a ter uma idéia de quem seria o
“Roda Presa” da trilha. O gente boa Ed Bala com sua Caloi, que ninguém nunca
tinha visto, mas que é uma linda bike, teve a sua primeira queda na areia fofa.
As quedas totalizaram 3, pelas contas da galera. Fora as que o pessoal não viu,
pois o Ed Bala sempre ficava pra traz, sozinho. O que acontecia nesses momentos
ninguém sabe. Eu sei que sou Novato e não deveria fica com gozação, mas isso
foi uma recomendação dos coordenadores. Estou aqui cumprindo o determinado.
Rsrs...
Alguém havia me falado que minha bike era pesada e que eu ia
sentir a partir da metade do percurso. E foi isso mesmo. Bike pesada(parêntese
aqui pra desabafar: Eu já sei que a porra da minha bike é pesada, beleza!? Rsrs.
Não quero mais ouvir de ninguém isso.rsrs...Minha bike é massa!!!).
Os momentos mais emocionantes, na minha modesta opinião, são
os momentos de descida íngreme. Foi a minha primeira trilha, mas eu sou ousado,
desço mesmo. O meu pensamento é, na hora: Se eu não descer agora, posso correr
o risco de não mais nunca! Crio coragem e me jogo. Rapaz, minha bike nessa hora
se torna a melhor bike do mundo. Acredito que por ser só um pouquinho mais
pesada que uma de Carbono, ela pega um velô retado. E lá vou eu “atrás” da galera, no bom sentido. A
facilidade de saltar e manobrar com uma 26 chama a atenção.
Passamos pela trilha do morro, com uma bela paisagem,
subidas fortes e decidas emocionantes e nada de boiada, como fiquei sabendo que
houve na trilha anterior. Mas tava tudo tranqüilo. Chega o momento da falta de
água e da procura por um bar. Rodamos um pouco até encontrar um bar aberto.
Chegando lá, bebemos água, cedida pela dona do bar, “de grátis”, e tomamos
refrigerante e cerveja. O camelo resolveu beber água.
De certa forma a trilha foi tranqüila. Nada de quedas fortes
ou acidentes de percurso. A resenha ficou para o tal de Ed Bala que de bala não
teve nada. Já existe um apelo para mudança de apelido. rsrs...
Ao final do percurso, registramos mais uma foto e eu fiquei
de escrever a resenha. Chegamos ao açaí e matamos a vontade de beber algo
gelado.
Mais uma vez obrigado à todos e um bom final de semana. Grande
abraço e até a próxima! Guilherme Santana Magalhães.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR






















