Depois da semana inteira de
tensão, muita gente com medo da trilha nível 4 com 72 km (na verdade seriam 62
km), inclusive com alguns não tendo ido por “medinho”, enfim chegou o dia.
Confesso que eu mesmo estava com receio, mas coloquei na cabeça que iria até o
fim!
A primeira surpresa foi uma vaga
na carretinha! Como houve desistências de última hora, acabaram sobrando algumas
vagas e fui um dos beneficiados. A galera se reuniu no ponto de encontro e
partirmos.
Chegando em Cruz das Almas um mal
súbito acometeu a galera: de repente uma fila no banheiro para fazer #2 e pelo
menos uns 4 tiveram que se aliviar antes de iniciarmos os trabalhos, ou melhor,
a trilha! Coitado do Mandrake que só queria tirar uma água do joelho, mas com
tantos “cagões” o banheiro ficou interditado!
Bem, com todos em dia com suas
necessidades fisiológicas, conversas iniciais e o convite para a galera do Cruz
Bike participar da próxima trilha em Sapiranga, partimos. Logo na segunda
ladeira, a primeira baixa do Cruz Bike. Lembraram-se dos velhinhos, mas
esqueceram dos gordinhos; pelo menos estávamos perto da cidade e o cara
conseguiu voltar, espero que sem problemas.
A trilha se resumia em grandes
descidas (a velocidade máxima do meu ciclocomputador chegou a 60 km/h em uma
delas), seguidas de grandes subidas (obviamente) e áreas de transição onde
existiam pequenos vilarejos sempre com um boteco e um carro de som tocando
arrocha num volume quase ensurdecedor. A população local sempre nos acolheu
calorosamente, oferecendo água gelada, e com o lado bom de sempre ter “coca”
nas paradas! Quase nunca coca-cola, mas tinha gás e era colorido!
Não demorou e apareceu o primeiro
pneu furado. Na verdade a primeira “quase” baixa foi Rei: a corrente dele prendeu
entre o quadro e a coroa de tal forma que não rodava para lado algum! Foi Josa
quem deu um jeito (com o pouco de força também, rsrsrsrsrsr). Então o primeiro
pneu furado, como já se esperava foi do Renato (“Gordinho dos Infernos”), com
aquele pneu todo rasgado. Pior que foi logo numa das partes mais interessantes
da trilha, uma grande descida, cheia de pedras, em que vários preferiram
empurrar a bike (confesso que também empurrei), porque uma queda ali seria
mortal! Obviamente, seguido de uma subida também massa que poucos zeraram! O
pior é que enquanto esperávamos o conserto do pneu, ninguém sentiu falta do
Renato (Gordinho dos Infernos), até que alguém contou e éramos só 12 dos 13 que
tinham partido. “Mas quem está faltando?”, todos questionavam! Eis que surge ele,
e seu pneu consertado, apesar de todo rasgado!
Em um desses botecos, já próximos
dos 30 km rodados, a segunda baixa, agora do Cruz Bikers. Demorou um pouco, mas
o sujeito conseguiu contato para que algum carro fosse buscá-lo. Enquanto isso,
a tia que vendia acarajé admirou tanto aqueles verdinhos uniformizados (será
que todos ali são fãs do Ben 10?) que pediu até para tirar fotos da gente e com
a gente! Mandrake que se deu bem, o acarajé dele veio turbinado! Rsrsrsrs
A essa altura já estávamos
pedalando a mais de 4 horas e não estávamos sequer na metade do percurso.
Depois de mais um pneu furado, decidiu-se que reduziríamos o percurso, já que era
tarde (quase 1 hora da tarde!) e ainda estávamos pela metade do trajeto! Mas
então veio a parte que eu broquei!
Como uma “força divina” que me
empurrava, fiz um final emocionante, chegando junto com o pelotão da frente.
Certo momento quase fui o primeiro do grupo! Matheus “Couro de Rato” que não
gostou, pois tínhamos combinado que faríamos parte do pelotão do fundo, afinal,
seria uma trilha nível 4, mas acabei chegando muito na frente dele! Brincadeira
à parte, o importante é sempre andarmos no nosso limite e superarmos os
desafios!
Depois de muito sol na cabeça e
42 km, 20 a menos que o planejado, fomos recompensados com um almoço bacana e uma
ducha fria para nos refrescarmos!
Já preparando os carros para
voltarmos para Salvador, apareceu um malabarista de bike. Um garoto começou a
dar voltas na igreja apenas com uma roda, isso mesmo, fazia curvas apenas com
uma roda no chão! Acho que o Mural foi brocado nessa, ou alguém consegue fazer
aquilo? Nesse mesmo momento, se aproximaram outros dois garotos perguntando
para onde estávamos indo e onde seria a corrida. Foi muito legal conversar com
os meninos e ver os olhos de admiração daquelas duas crianças!
Não poderia deixar de destacar duas
grandes estreias: a nova camisa do mural (Ben 10) e Elsão de bike Caloi aro 29!
Mas não era qualquer Caloi, era uma Caloi Elite Carbon, pela primeira vez no
Mural de Aventuras! Não é por nada, mas teve um tanto de gente dando volta na
praça antes da partida!
Acho que no final das contas a
trilha nem ficou nível 4, mas pra mim, o importante foi que eu venci mais uma
trilha com o Mural de Aventuras! Agradecemos a receptividade do Grupo Cruz
Bikers que nós proporcionou um dia de muitas emoções. Acredito que a integração
valeu muito para ambos os grupos. Que venham as próximas! Tiagão.
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