Olá Muralistas, fui escolhido pra fazer a resenha do 2º dia após perder na disputa de
palitinho na noite do acampamento do primeiro dia.
Bem, antes de falar do segundo dia, quero dar um recado aos Muralistas
que nunca fizeram uma expedição do Mural. Vocês estão deixando de experimentar
momentos marcantes em suas vidas. Fazer uma expedição de bike com o Mural é
muito mais que pedalar. Passamos sempre por lugares incríveis, que nos deixam extasiados
por tanta beleza. O contato com a natureza e o convívio com os demais Muralistas
por dias consecutivos é uma experiência única. Apesar de um roteiro pré-definido,
existe várias incertezas e contratempos que dão mais emoção a expedição. Mas
não pensem que é uma ciclo aventura, uma expedição é dureza. E cada uma tem as
suas dificuldades. Nessa por exemplo, tivemos muito sol e areia fofa, além dos
acampamentos, onde carregamos muito peso e dormimos em barracas várias noites,
tivemos dias que conseguimos apenas água de rio pra uso. Se pudesse iria a
todas, com essa me tornei um JAGUN, já que essa é a minha terceira expedição, e
no Mural quem faz mais de duas expedições torna - se um JAGUN (Guerreiro).
Bem, voltando a resenha. Ao final do primeiro dia após
visitarmos as cachoeiras da Prata e São Romão, montamos o acampamento e fizemos
um belo churrasco apreciando a noite da Chapada das Mesas e esvaziando um dos
pesos dos nossos alforges, dois litros de Whisky, Kkkk. Ao final do churrasco nos divertimos na
disputa de palitinho, e essa resenha foi após perder uma das rodadas. Estava
ganhando todas, quando a disputa foi valendo, sobrei. Kkkk
Acordamos no acampamento antes do nascer do sol, então
começamos todos a desmontar nossas barracas e arrumação das bikes. Tínhamos
pela frente 136km de estrada de chão, recheadas de areia. Pense embaixo do
solzão de 40oC.
Acampamento desfeito e bikes arrumadas, partimos para o café
da manhã, dessa vez, não precisamos preparar já que tínhamos apoio no local do
acampamento. Café da manhã reforçado partiu rumo ao complexo do Cocal. Uma
região com várias cachoeiras próximas, e em especial, Encanto Azul e o Poço
Azul.
Na saída um imprevisto, o bagageiro de Kadjon folgado, reparo
feito, e o atraso de uma hora na saída pagou seu preço. O sol da manhã já
estava forte e pegamos logo de cara os bancos de areia fofa. Esse dia foi
marcado pelo desafio de pedalar em areia fofa no sol escaldante e carregando
muito peso nos alforjes. Foram estradas de areias com muitas bifurcações, que
sempre tínhamos que nos agrupar para ninguém se perder da rota, afinal fomos em
11 expedicionários, um número alto por se tratar de uma expedição. Elsão sempre
checando a rota no GPS e Popó sempre reclamando da falta de água gelada. Mas
infelizmente, por onde passamos não encontramos nenhuma nascente ou rio pra nos
refrescarmos. Tivemos que economizar nossa água. De vez em quando uma parada
para refeição, a paçoca de carne seca. Sim, a mesma que comemos no Jalapão. Mas
essa tinha mais farinha do que carne.
Pedal na estrada e uma parada num assentamento chamado Sol
Nascente. Fizemos uma parada para hidratação e reparo do freio traseiro de
Guga. O morador local muito solicito se prontificou a conseguir óleo para o freio.
Enquanto Odi, Jean e Guga resolviam o freio aproveitamos para um breve
descanso. Partiu!!! Rumo a estrada novamente partimos em direção a localidade
de Feira Nova, na chegada fomos muito bem recebidos pela comunidade local.
Todos curiosos, o que é isso, quem são, vieram de onde... A criançada nos
olhavam com brilho nos olhos, como quem dizem: quando crescer quero ser assim.
Rsrs.







