Sol nasceu, hora de acordar, e depois de uma noite de sono pesado
pelo cansaço de subir a Serra da Jiboia 2x no dia anterior, já não é tão fácil levantar...
mas vamos lá, o Desafio continua e aqui a gente capota mas não breca, já diria
Jirdel e Foltz. Enquanto o café era preparado, Elson ficou a cargo da primeira
coca-cola do dia e descobriu que o pneu dele não tinha mais liquido e foi
resolver o problema rápido.
Café da manhã servido e todos com seus uniformes prontos pra
devorar tudo e partir. Resenha matinal à mesa e bucho cheio, hora da foto
oficial na porta da pousada e lá fomos nós. No primeiro giro no pedal eu já me
dei conta que seria um dia nada fácil, senti o resultado do dia anterior
queimar na coxa. Saímos da cidade e fomos pelo asfalto, ritmo forte, como de
costume Muralistico, e eu via todos se afastarem cada vez mais, então o jeito
foi não me preocupar e admirar a paisagem de Sta. Terezinha. Acompanhada de
Jirdel, que gosta mais de foto que eu, chegamos ao encontro dos outros 4
jiboieiros para enfim entrar na trilha, e eu fiz questão de avisar logo: “já
comecei cansada e vou mais atrás fazendo a segurança” (risos), para que ninguém
ficasse mt preocupado comigo. Partiuuuu!!!
Estradão a dentro, acho que nenhuma novidade, aquele sobe e
desce incessável desde ontem quando saímos da fazenda. Primeira parada no
vilarejo pra tomar uma coca-cola, e aproveito pra tomar também um gel
carboidrato e não resisti ao torsilax que vi na prateleira da vendinha que
paramos. Via todos super animados e eu desmaiada na calçada (nem a cachaça
nunca fez isso comigo, rs), foi tenso quando ouvi que ainda íamos começar subir
e eu já pensava em chegar, mas como a parceria é forte, os meninos que já me
conhecem um pouco me deram uma animada com as palavras-chave: parada, banho,
cachoeira! Pronto, vi brilhar novamente meus olhos e esqueci o cansaço.
Partiuuuu!!!
Começamos a subir, estradão, uffa, mas só isso que ajuda
porque é subida que não acaba mais, tds os carros que passavam por nós nos
olhavam com espanto e alguns soltavam: é chão e subida, viu?! Eu só balançava a
cabeça. Enfim, a Cachoeira do Malandra, água gelada pra revigorar, uns minutos
pra recuperar o folego e continuar a subir. A cada curva que a mata se abria
víamos paisagens deslumbrantes que nos distraiam de todo o cansaço da subida.
Enfim, depois de subir muito, estavam todos a minha espera para chegar ao topo
(nas benditas malditas antenas) juntos.









