Às 5:00h toca o despertador e já
começa a ansiedade para a aventura do final de semana. Café reforçado, Bike no
teto, equipamentos de proteção, mochila e demais tranqueiras
conferidas e exatamente às 05:48 chega o Zap de Elsão: #partiutrilha. Partiu!
Animação total pra encontrar a turma
e desbravar novos caminhos em Abrantes. Pra mim quase tudo é novidade, neófito
no Mural e nas trilhas, toda aventura é “A” aventura.
Chego ao local de encontro com 10min.
de antecedência e para minha surpresa não encontro ninguém! Mas como assim?
Cadê todo mundo? Cadê Elsão? Ôxe!
Logo surgiu a dúvida sobre estar ou
não no lugar certo... Longos 5 minutos se passaram e aparece Fernando, de Bike,
para me resgatar. Estacionei uma rua antes do restante da turma.
Apresentações devidamente feitas a
Popó e Rogério, que eu ainda não tinha tido o prazer de conhecer, bikes
montadas, capacete, luvas... e um pensamento que não saía da minha cabeça: Cadê
Elsão? Eis que chega a notícia: Elsão não vem! Como assim? O Chefe tá de mimimi?
Que aconteceu? Descobrimos que o tal do Roque Enrow acabou com ele na noite
anterior. Rogério tinha acabado de ser promovido!
O novo chefe puxou a fila e lá fomos
nós. As Bikes lavadas no dia anterior já sofreram nos primeiros 300m, e com a
lama dando as boas vindas iniciamos a subida.
Fernando estava animado e se
aventurava em cada paredão que despontava, mesmo os que estavam fora do
percurso. Alexandre idem. Numa delas me animei: Coroinha, catracão... e acabei
adquirindo um lindo terreno com vista para a mata atlântica. Como se a
experiência fracassada não bastasse, novamente me aventurei e comprei o lote ao
lado. Da próxima, acho que terei m² suficientes para o lançamento de um
condomínio!
Alguns km depois, Popó que tinha
comido apenas um ovo no café da manhã reclamava da estafa. Discussões embasadas
cientificamente sobre alimentação, carboidratos simples, compostos, proteínas,
e principalmente batata doce, animaram a parada do descanso. Daí pra frente, a
cada subida, escutávamos um mantra que ecoava no silêncio: “batata doce,
batata, doce, batata doce...” Era Popó, prometendo para si mesmo que nunca mais
faria uma trilha sem a ajuda providente da poderosa raiz.
















