Foi mais uma oportunidade para treinar para uma das sagas mais esperadas do ano – O CORUJÃO IV. Na data marcada, sábado dia 4, o dia iniciou de forma singular. Após a passagem pelo pedágio da Estrada do Coco, fomos parados pela Polícia Rodoviária Federal para verificar a existência de algum item irregular (estávamos somente com 3 MTB no transbike). Houve um pequeno stress, porém após uma vistoria prévia, o policial rodoviário somente questionou a posição da placa adicional do veículo que amarramos na última bike. Ele percebeu que estávamos em paz e agindo de boa fé, então fomos liberados em seguida.Nos encontramos pontualmente às 7h no Posto Texaco após o pedágio, onde demos início aos ajustes finais das bikes antes de iniciarmos a trilha. Estavam presente: Elson, JP, Gaúcho, Luciano (Coquinha), Rodrigo, Piau, Josué, eu e Alex. Nos “avisos paroquiais”, Elson pontuou a volta do Gaúcho, que está ainda meio “pai fresco” com a chegada da filhota. Foi também comentado a participação dos iniciantes como Luciano (Coquinha), Alex e eu, que deveríamos está prontos para participar do passeio em grupo. Notei claramente uma forte consciência coletiva do grupo e muita energia positiva para “empurrar” os eventuais retardatários.
Logo nos primeiros metros houve uma bike quebrada a do companheiro Alex, que achou que o defeito foi motivado pela falta de manutenção de rotina. Por bem, ele achou melhor ficar no mesmo local de partida.
Seguimos pela margem da Estrado do Coco até uma das entradas que dão acesso à Fazenda Irmã Dulce (não pensem que conheço este local, porém procurei esta localização no Google Earth). Então, com uma leve aquecida, iniciou um estradão de terra ainda com poças d´água de chuva dos dias anteriores, e em seguida algumas subidas, ladeiras, cascalhos, mas tudo bem administrado no tempo e esforço realizado.
Após um tempo de pedalada no meio da trilha com vegetação fechada, percebi que parte dos caminhos foram modificados em razão da época de chuva, ou que Elson e Piau aparentemente não sabiam exatamente por onde estavam se metendo, pois ouvi “ não, não .. por aqui não passa”. Logo em seguida JP dizia “... é por aqui, e vamos nós“. Passamos por locais incríveis, com vegetação exuberante. Avançando ainda mais, iniciamos uma descida em direção a lagoa em uma single track. Fantástico visual da lagoa, pois a trilha contornava a margem. Foi aí que tivemos um primeiro contato com a bendita (procurei no dicionário): “Cyperus rotundus, mais conhecida como TIRIRICA, junça ou barba de bode. Uma planta pequena, de rápido desenvolvimento, pertencente à família Cyperaceae. Sua capacidade de sobrevivência em condições adversas é enorme. Períodos prolongados de seca ou inundação do terreno são suportados.“
O coça-coça foi intenso, atingindo braços e pernas. Isso é que dá, ir a trilhas na mata sem utilizar camisa e calça comprida (mais uma lição aprendida). Fiquei impressionado com a situação do amigo Gaúcho que foi um dos que mais sofreu com as amigas TIRIRICAS.
Umas das partes mais emocionantes desta trilha foi um ladeirão, onde no final levava até uma área muito encharcada. O Piau foi na frente filmando todos que vinham atrás no maior gás, porém ao tentar passar pelo atoleiro, foi logo ficando no chão. O vídeo ficou muito engraçado, porque ainda para completar, o Josué, o mais rápido de todos, deu uma atolada radical (pior que a lama tinha cheiro de m....) . Depois de um breve descanso somente curtindo a brisa e visual, seguimos para parte final, onde teve uma segunda paradinha na venda de D.Josefa onde tomamos uns refrigerantes e cafés. Mistura bombástica para o single track final. Tiros em giros elevados quase me levaram praticamente ao nock out. Recuperado, seguimos até o ponto de partida pela margem da Estrada do Coco. Ótima trilha com treino para O CORUJÃO – vejam os números: Tempo Total 2:21, Distancia 34,76km, Average 14,7 km e Máxima 43,7 km. No Corujão e nas próximas tô dentro!!! Abraço a todos. Luis Fernando.
VEJA OS VÍDEOS ABAIXO
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR