Desafio da Serra da Jiboia 3

A Expectativa para o Desafio
A semana que antecedeu a viagem para Santo Antonio de Jesus já estava causando uma grande expectativa em todos os participantes, principalmente para os que, como eu, não tinham a menor idéia do que iriam encontrar pela frente, pois apenas ouvíamos os relatos de quem já tinha desafiado a natureza pelas muralhas da Serra da Jibóia.

Viagem para St. Antonio de Jesus

A viagem aconteceu em clima de descontração e diversão, principalmente pela resenha nos rádios durante o trajeto. Porém toda aquela algazarra na viagem mais parecia uma forma de afastar um pouco a tensão do desafio que estava por vir. A noite foi tranqüila, com uma recepção das mais calorosas possíveis pela família da esposa de Elson. Após um excelente jantar, fomos dormir (ou pelo menos tentar) por algumas horas.

Início do Desafio

Nos primeiros raios de sol do sábado, o grupo já estava se aprontando para o grande e esperado dia. Tomamos um café reforçado, preparamos as bikes e os suprimentos e partimos conforme o programado. Pelas visões iniciais da região, ficava cada vez mais evidente o que seria aquele pedal.

Primeiras Impressões – O relevo da região

Definitivamente, não havia trechos planos em nenhuma direção de onde estávamos. As condições geográficas da região eram singulares: subidas quase sem fim e descidas velozes e muito técnicas, exigindo, portanto quase tanto esforço quanto nas subidas. E assim seguimos por estradões por quase uma hora até adentrarmos na mata em um single track bem travado.

Cachoeira do Nunes – 25% de percurso até então

Após um longo tempo atravessando a floresta, chegamos à Cachoeira do Nunes, ponto de referência estrategicamente escolhido para recuperarmos parte das energias, afinal de contas ainda estávamos a 1/4 de nosso percurso, apesar de começarmos a notar um desgaste considerável. Descansamos um pouco e partimos em retirada para um forte single track de subida mata a dentro.

Trilha na Mata – Downhill

As subidas altamente técnicas em single tracks, com folhas e raízes em um ambiente úmido e escorregadio fizeram todos redobrarem a atenção. Estávamos margeando pontos altos, com penhascos sempre à nossa margem. O visual sempre era indescritível, pois a natureza estava lá para nos recompensar por todo o esforço desprendido. Ao chegarmos ao ponto mais alto deste trecho das montanhas, nos preparamos para um downhill de vários quilômetros em mata fechada, com obstáculos que exigiram perícia a cada metro que foi vencido em altas velocidades. Tudo certo com o grupo, todos desceram com segurança e só no final tivemos um susto com o Biker Rei, que conseguiu dar PT no seu capacete, mas continuou firme e forte, sem gravidade alguma após o tombo.

Primeira Baixa no Grupo – Popó desiste de continuar

Em outra parada do grupo, ainda perto da metade do desafio, Popó anunciou sua desistência. Houve um momento de tensão, principalmente pelo fato dele conhecer o que teríamos ainda pela frente e ter decidido parar. O sentimento de apreensão tomou conta principalmente dos novatos no desafio. Mesmo assim, o grupo seguiu em frente.

Início da Subida em Direção às Antenas – O desafio final

Com uma visão ainda distante das antenas e do topo da montanha, já estávamos no meio da tarde quando partimos para o objetivo final. Fizemos algumas descidas radicais, paramos em uma pequena casa próxima à grande escalada, tomamos água gelada, gentilmente fornecida pela Dona da casa e começamos a subida.

A subida Depois da Casa de Farinha

Pelalamos por várias horas até chegarmos à casa de farinha. Ali já conseguíamos ver a imponente montanha que estava cada vez mais próxima à nossa frente. A grandeza da natureza nos fazia repensar várias vezes sobre valores e conquistas. Estávamos nos preparando para a escalada final, rumo ao topo.

A Chegada às Antenas

Após a saída da casa de farinha, aparecia entre dois imensos paredões rochosos um single track de acentuado aclive, praticamente impossível de ser vencido no pedal. Mesmo assim, poucos no grupo como Elson e Guido desafiaram metro a metro com suas bikes. A escalada foi a mais difícil, caminhando ou pedalando. Atravessamos os últimos trechos de mata densa e chegamos no topo da montanha já ao pôr-do-sol. O desafio final conquistado deu um ânimo ao grupo. Uma sensação de vitória foi comum a todos. Lá do alto conseguimos falar com Popó pelo rádio o que tornou possível compartilhar com ele a grande conquista.

O Retorno – um desafio oculto

Após alguns minutos contemplando o visual, começamos a perceber pelos fortes ventos e queda brusca de temperatura que a montanha estava nos dando um recado: era hora de partimos. Começava a escurecer e teríamos mais de 7km de descida perigosa, pois o estradão estava cortado por erosões e o risco de acidentes era eminente. Estávamos cansados, porém cientes que ainda era metade do percurso. Tudo que fizemos até então era a metade do percurso. Por algum descuido ou mesmo cansaço que já tomava boa parte do time, fui traído pelas erosões e tomei um nocaute, mas em poucos minutos estava de pé no “ringue" para enfrentar a difícil tarefa também de descer.

O Último Ponto de Apoio – Recarregando as energias

Chegando ao pé da montanha, fizemos uma parada estratégica para a única "refeição" do dia. Os suprimentos já estavam no fim. A água já tinha acabado e, portanto esta parada foi fundamental para conseguirmos retornar. A temperatura naquela região caía rapidamente e o cansaço era evidente em cada um dos desafiantes.

O Resgate de Popó

Seguimos em frente, vencendo parte das ladeiras que passamos durante o dia. A imensidão do percurso estava um pouco mascarada pela escuridão. Apenas tínhamos uma certeza, as subidas praticamente intermináveis estavam lá nos esperando. Encontramos Popó quando já passava das 21h. Continuamos nosso longo percurso, com três desagradáveis imprevistos em minha bike. Pneu dianteiro furou em 3 horas o que não furou durante todo o dia.

Os Últimos 25% de Volta – Superando todos os limites

Ainda com 1/4 do percurso a ser vencido, ficava difícil entender de onde estávamos tirando energia para continuarmos firmes. O ritmo caiu um pouco, mas continuamos vencendo cada subida. E seguimos assim até entrarmos pela madrugada, já a poucos quilômetros do final do desafio.

A Chegada na Fazenda - Serra da Jibóia "Extreme" cumprida: 102 Km de muita superação.

Já dentro da fazenda, rumo à sede, fizemos um single track e uma subida forte, antes de finalmente descer rumo à casa, onde Dona Neide nos aguardava para um churrasco. Já tínhamos passado das 2:00h da madrugada quando finalmente comemoramos um dia de vitória e, sobretudo lição de vida.

Aprendemos muito sobre nossos limites e com certeza conseguimos refletir sobre nossos valores. Soubemos muito bem lidar com várias coisas ao mesmo tempo: ansiedade, incerteza, resistência, força, medo, dúvida, coragem, escassez, limites e dor.

Uma frase para resumir o que um grande atleta já sentiu em cima de uma bike:

"A dor é temporária. Ela pode durar um minuto, ou uma hora, ou um dia, ou um ano, mas finalmente ela acabará e alguma outra coisa tomará o seu lugar. Se eu paro, no entanto, ela dura para sempre." (Lance Armstrong)

Um grande abraço, Welseman.

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Prova da Lanterna

Em comemoração aos aniversariantes Gerald, Samuel e Sérgio, tivemos mais uma vez a famosa Prova da Lanterna realizada pelos Dinos Bikers em 27/03. A Prova da Lanterna é assim: ganha quem chega na última colocação. Apesar da chuva, muitos bikers apareceram no local de encontro no horário marcado, menos o pessoal de Camaçari que como sempre chegam atrasados, rsrsrs. Após o sorteio das duplas, foi dada a largada e logo no início foi possível constatar que iríamos enfrentar muita lama. Um pouco antes em entrarmos em Pocotó, Jairo gritou: “-Olha a cobra!”, logo quem! Sabendo do medo dele, muitos aproveitaram para passar em alta pelo lado da trilha! rsrsrs. Por falar em Pocotó, o downhill estava show!!! Mesmo molhado, a galera desceu em alta, mas por causa das chuvas o rio estava mais volumoso e para complicar tinha uma árvore caída bem no meio que para passarmos era necessário agachar juntamente com a bike. Nesse local houve um pequeno engarrafamento, hehehe. Dessa vez a galera de Camaçari teve mais sorte, eles ficaram unidos (menos o lanterna Alex que saiu doido na frente, parece que ele ainda não aprendeu a lição), ninguém quebrou e a lanterna foi passada para os grandes vencedores lanterneiros Bira e Paulo, que chegaram bem depois dos penúltimos colocados, rsrsrs. Teve gente que falou: “-A lanterna foi justa, era para ser deles mesmo!!!”. A cerimônia de passagem da lanterna, foi feita após um ótimo café da manhã / lanche que foi servido aos participantes. Agora Bira e Paulo, é treinar para ver se da próxima vez vocês passam essa lanterna para outros!!! Vamos lá! AH! Não esqueçam de gravar seus nomes na lanterna para ficar registrado para a eternidade!!!Rsrs. Um abraço, Elson.

Obs.: Dia 17/04 teremos o 1˚ Troféu Roda Presa do Mural de Aventuras! Não percam esse evento! Mais informações em breve aqui no Mural.

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Rifa do Mural

Olá Pessoal,
Como muitos já sabem, a câmera de fotos de vídeos do Mural quebrou na última expedição. Ao vermos os registros no site, nos perguntamos, como vamos fazer para registrar os nossos eventos e aventuras a partir de agora? A forma que encontramos para e que todos possam ajudar foi a criação de uma rifa para aquisição de uma nova câmera para o Mural!

Como a premiação cresceu a partir de agora o valor da rifa é de R$ 15,00 (quinze reais) por bilhete. Os prêmios são:

- 01(uma) camisa de ciclismo do Mural de Aventuras

- 01 Lavagem com revisão na Atlântico Bike

- 01 Kit de cosméticos para cabelo (valor de R$ 150,00 no mercado) patrocinado pela empresa Dapi Cosméticos, para fazer a moral com a mulherada.

Obs: A data de abertura da rifa dependerá da venda dos bilhetes e será divulgada assim que possível.


Vamos lá galera! Vamos ajudar!

1˚ Troféu Roda Presa do Mural de Aventuras

Olá Pessoal,

No dia 17/04 (domingo), será um dos eventos mais esperados do ano!

O 1˚ Troféu Roda Presa do Mural de Aventuras!

É uma disputa onde o que deve prevalecer é a descontração e a amizade entre todos os amantes do Mountain Bike. Gravará o nome no lindo Troféu Roda Presa quem chegar na última colocação!

A prova será realizada em duplas e serão duas voltas no Pocotó (região de Abrantes), sendo uma volta para cada participante (revezamento).

Regras:
  • As duplas serão formadas momentos antes da largada na forma de sorteio;
  • Desistências, erros no trajeto e quebras/problemas de qualquer natureza não serão aceitos;
  • A dupla ganhadora gravará para a eternidade seus nomes no troféu.
Após a prova, iremos para a Atlântico Bike onde será a solenidade de premiação dos Rodas Presas com um lanche e o Bike Fraldas de Sara (Filha de João Paulo) que nascerá em breve!

Para o Bike Fraldas, lembramos se possível levar um pacote de fraldas tamanho G ou XG para fazermos a entrega.

TODOS ESTÃO MAIS QUE CONVIDADOS! VAMOS PRESTIGIAR ESSE EVENTO!

PREPARE-SE POIS O RODA PRESA PODE SER VOCÊ!

Ponto de encontro: Posto BR da entrada de Busca Vida às 6:30h, de lá iremos para as proximidades do Pocotó.

Recomendações: Estar bem alimentado, levar bastante água, alimentos e materiais para pequenos reparos na bicicleta (câmera, bomba, ferramentas, chave de corrente, gancheira, etc).

Nível de dificuldade 3 - Médio (conheça os níveis), com aprox. 20 km + Troféu Roda Presa. Lembramos que sem os equipamentos de segurança (capacete, tênis, luva...) não pedala no grupo.

DEIXE UM COMENTÁRIO AQUI NESSA POSTAGEM PARA CONFIRMAR PRESENÇA!!!