
Viagem programada, Semana Santa em Buenos Aires.
Dúvida: o que fazer por lá? Ora bolas, pedalar, é claro!!!
E como a namorada é super dedicada, partiu dela a iniciativa de pesquisar e achar as empresas especializadas em passeios turísticos pela cidade sobre duas rodas. Porém, o primeiro dia foi reservado para fazer todas as encomendas e compras para nos livrarmos deste tormento.
Por indicação de nosso mais jovem amigo e parceiro do grupo Mural de Aventuras, Pedro Neves, pesquisei, entrei em contato e decidi visitar apenas uma bicicletaria, ou “boutique de bike”, a Nodari (www.nodari.com.ar), preço baixo e ótimo atendimento. Mas como não é sobre compras que escrevo esta resenha, vamos ao que interessa.
São várias as empresas que prestam o serviço de city tour com bicicletas na capital porteña, e este foi nosso primeiro dilema. Como não é um serviço tão procurado assim, nem todo mundo sabia informar a melhor opção. Sábado, dia 23, escolhemos encontrar o grupo Bike Tours na praça San Martín para fazer o roteiro Norte as 9:00 da manhã. Existiam 4 roteiros, o Sul, o Norte, o Tigre e o Noturno. Como o Sul tínhamos feito de ônibus no dia anterior, o Tigre só acontecia durante a semana e a noite iríamos assistir ao show de tango, optamos pelo Norte. Escolha perfeita!!! Pedalamos por praças, vias, ciclovias, passeios, sobre a grama...
Buenos Aires já conta com ciclovias em diversas ruas e a meta é chegar a 100 km até o final de 2011. Mas infelizmente, como no Brasil, o ciclista ainda não é respeitado pelos motoristas. Inúmeras vezes fomos surpreendidos por veículos forçando passagem até mesmo sobre faixas com sinal verde para as magrelas. Mas isso não foi suficiente para estragar o passeio.
Saindo do monumento San Martín no topo da praça de mesmo nome de

scemos até o “Monumento a los caído em Malvinas”, guerra contra os ingleses na década de 80. Notamos logo uma contradição, pois atravessando a rua temos a Torre dos Ingleses, presente dos britânicos à nação argentina em comemoração ao centenário da Revolução de Maio, inaugurada em 1916. Saindo do bairro Retiro seguimos em direção à faculdade de direito pelo “Av. Del Libertador” passando pela Estação de trem do Retiro, pela qual iríamos para o Tigre e Delta durante a tarde. Ao lado da faculdade uma grande flor chamada “Floralis Generica”, toda feita de metal e suas pétalas abriam durante o dia e fechavam durante a noite, ficando abertas apenas em 3 noites do ano, primeiro dia da Primavera, Natal e Reveillon. Pena que ela está quebrada e fica aberta o tempo todo. Afinal, nem tudo funciona por lá, como aqui.
Seguimos então pelo bairro de Palermo, passando por inúmeras embaixadas ai localizadas. Região calma e muito arborizada, lembrando um pouco o bairro Caminho das Árvores quando eram apenas residências. O embaixador brasileiro, inclusive, está morando muito bem, obrigado. Não precisamos nos preocupar.
Mais adiante ficamos surpresos com o tamanho do parque de Palermo, com dezenas de praças e onde se localiza o Jardim Japonês. Como era dia de Sábado haviam centenas de pessoas pedalando, patinando, praticando yoga e diversas outras atividades. É como o Ibirapuera para os Paulistas. E por falar nisso, lá estávamos nós, parecendo dois paulistas “roda presa” (igual um amigo nosso, quem adivinha?) nas nossas bikes alugadas de “papuco”... hehehe
Próximo destino, “

Cementerio de La Recoleta”, onde esta enterrada Evita Perón. Ao lado, o Centro Cultural e Shopping de Design, onde tínhamos almoçado no Hard Rock Café, comida tipicamente, americana, hehehe!!! O cemitério é gingantesco, e claro, todos queriam tirar foto na última moradia de Evita... turista é um bicho besta!!! E como me incluo nos bestas lá fiquei esperando até não ter ninguém na frente para uma foto perfeita...
Foi então na hora de voltar ao ponto de partida que tive a grata surpresa, isso mesmo, pneu furado!!! Mas como eu tava pagaaaaaando, nosso guia tratou de trocar a câmara e pudemos tomar nosso rumo.
Pouco antes de volta à Praça San Martín atravessamos a Avenida 9 de Julho (em espanhol: Avenida 9 de Julio ou Avenida Nueve de Julio) que é a principal avenida da Cidade de Buenos Aires. Construída em 1912 e concluída em 1930, a avenida recebeu este nome, em homenagem da Declaração da Independência da Argentina em 9 de Julho de 1816. Por causa de sua largura, é considerada a avenida mais larga do mundo. Ai se encontra o Obelisco de Buenos Aires concluído seis anos depois da inauguração da avenida. A avenida além de ser charmosa, é o endereço de um dos mais famosos teatros de ópera do mundo, o Teatro Colón.
Chegava ao fim nossa maravilhosa experiência. Como já escrevi demais finalizo com uma conclusão:
Sem dúvida, sobre duas rodas é a melhor forma de conhecer uma cidade e farei o possível para realizar passeios como este em toda cidade que visitar. Fica então nossa sugestão para todos.
Até a próxima. Abraços,
Reinaldo e Camilla.