Antes de
qualquer coisa gostaria de dizer: A equipe Gantuá (representada por Alan e
Diana) nos acolheu (eu e Mandrake) como grandes amigos são recebidos! O fato de
o Mural de Aventuras ser convidado para desfrutar de um final de semana de
muito pedal em Mucugê, por si só, foi um privilégio. Mas ser recebido com
carisma, atenção e boa vontade foi um gesto que não tem preço. Obrigado de
coração, Alan e Diana, por terem recebido o Mural de Aventuras!
O outro
agradecimento em meu nome e de Mandrake vai para o Mural de Aventuras. O Mural
permitiu que um sonho fosse realizado: Pedalar na região da Chapada Diamantina.
Estive algumas vezes na Chapada e sempre me imaginei pedalando por suas belas
trilhas. Obrigado, Mural!
Bom...
vamos a resenha! Posso dizer que nossa aventura começou no momento em que fomos
informados que iríamos para Mucugê representar o Mural. Não tínhamos noção do
que nos esperava em termos de dificuldade, afinal iríamos experimentar parte do
que a equipe Gantuá está preparando para os 11 muralistas felizardos que irão
passar o feriadão de 7 de Setembro em Mucugê e um pouco do que é experimentado
no Brasil Ride, a ser realizado no final de Setembro. Mas missão dada é missão
cumprida!
Partimos
em torno das 16:30 hs de Salvador com destino a Mucugê. A previsão era de que a
viagem durasse 6 horas e que chegaríamos em torno das 22:30 hs. Chegando em
Feira de Santana um acidente entre duas carretas travou o trânsito da BR-116,
logo na saída de Feira de Santana, o que atrasou nossa viagem em 2 horas. Usamos
a Estrada do Feijão, para evitar o trânsito pesado da BR-116, e chegamos em
Itaberaba, na BR-242. O trecho da BR-242 Itaberaba-Entroncamento BA-142 está em
péssimas condições, exigindo atenção redobrada do motorista. E quando estávamos
a 50 Km da entrada para a BA-142 eis que uma carreta, para se livrar de um
buraco, nos força a puxar o carro para o acostamento e cair num tremendo buraco
que simplesmente fez do pneu dianteiro direito frangalhos! Sorte a nossa que
apenas um pneu foi perdido, mas azar nosso que a chave de roda de Mandrake não
estava nas melhores condições. Tivemos uma enorme dificuldade para remover um
dos parafusos. Às 23:30 hs ninguém pararia para nos prestar socorro e nem sinal
de celular estava disponível na área; o pensamento de que perderíamos o sábado
começou a vir a mente. Decidimos prosseguir um pouco com o pneu danificado até
encontrar alguma moradia onde, talvez, conseguiríamos uma ferramenta para nos
ajudar a remover os parafusos. Não conseguimos ajuda mas achamos os restos de uma
cadeira tubular que serviu de alavanca para a chave de roda (bônus para a ideia
de Mandrake).
Finalmente com o estepe devidamente colocado seguimos os 150 Km
restantes chegando em Mucugê às 2:00 da manhã, com o maior cuidado (ou como
dizem, na cocó!), pois desta vez não haveria estepe. Alan e Diana nos receberam
e logo estávamos dormindo um bom e pesado sono, em um clima fresco,
agradabilíssimo, que dispensa qualquer necessidade de ventilador ou
ar-condicionado.
Na manhã
seguinte Elson acordou Mandrake com uma ligação em torno das 6:00 hs. Só ouvi a
risada de Elson e o famoso “Bora, Mural!!!”. Acordamos de fato às 7:30, tivemos
um ótimo café da manhã e após todos os preparativos partimos às 10:00 hs. Neste
dia faríamos parte do trecho realizado no Brasil Ride. Partimos pela BA-142
sentido sul por 8 Km até entrarmos em uma estrada de terra em direção a pequena
cidade de Cascavel. A primeira parada para descansar foi aos 21 Km. Nesta
parada agradeço a Alan pela iniciativa de estimular meu exercício da navegação
que se estendeu por todo o fim de semana. Ajudei-o a ler o mapa e definir os
próximos passos. O exercício da navegação muito me interessa. Seguimos até
chegar na cidade de Cascavel, aos 48 Km. Nos alimentamos, descansamos e
seguimos por mais 10 Km de estrada de terra até encontrar novamente a BA-142. A
ideia seria seguir na rodovia por 15 Km e pegar novamente outra estrada de
terra, mas erramos a entrada e acabamos por seguir pela rodovia até chegar em
Mucugê. O primeiro dia, em resumo, foi de 90 Km rodados em um ritmo fortíssimo
com média de 26 Km/h. Não houve muitos aclives e declives acentuados. Neste dia
senti um desgaste físico que era perceptível: a partir dos 75 Km não dava mais
para acompanhar Alan e Diana como antes, mas conseguimos. Primeiro dia de pedal
muito bem cumprido! Chegamos a tempo de resolver logo a viagem de volta:
Reabastecer o carro e comprar um pneu usado que seria o novo estepe, caso
necessário. Depois nos deliciamos com uma lasanha preparada por Diana que era o
manjar dos manjares. A noite foi tranquila. Apenas planejamos o roteiro do dia
seguinte, assistimos um filme e descansamos para o dia seguinte.
No
domingo acordamos novamente às 7:30 hs, tomamos café e partimos às 10:30 hs. No
roteiro de domingo faríamos o trajeto Mucugê-Igatu. Este é o roteiro que quem
viver verá no 7 de Setembro! Este era um roteiro inédito inclusive para a
equipe Gantuá. Pela kilometragem
estimada (40 Km) estaríamos de volta em torno das 14:30 hs, mas não tínhamos
noção dos aclives e declives que precisaríamos enfrentar nem da parte técnica.
Partimos pela BA-142 sentido norte. Já na rodovia muitos aclives e declives são
um desafio até chegar na torre de telefonia onde entraríamos na trilha aos 10
Km. Acredito que destes 10 Km 5 são de subida, mas não desanimem, vale a pena!
Seguimos por 3 Km até chegar no mirante. Lá dá para brincar bastante de bike e
tirar fotos antes de seguir no single track dos mais espetaculares vivenciados
por mim e Mandrake. O single track é praticamente todo feito em rochas e sempre
descendo, exigindo atenção e destreza a todo momento. Degraus, pequenas subidas
técnicas, cotovelos, pequenos riachos, enfim: O Hopi Hari do Mountain Bike.
Vejam as fotos para ter uma ideia! Após o triste fim do single track chegamos
na pequena e aconchegante cidade de Igatu. Nos alimentamos, visitamos a casa de
pedras de onde avistamos a nascente do rio Paraguassú e a cidade de Andaraí.
Depois fizemos o caminho de volta pela rodovia. Mas se chegar em Igatu pelo
single foi divertido, voltar para a rodovia teve seu preço. Km's de subida até
chegar na BA-142. Chegando na BA-142 a torre de telefônia é avistada ao longe,
ou seja, mais alguns Km's de subida até voltar a torre de telefônia. Nesta
altura as placas que indicavam subida já estavam me deixando nervoso! Chegamos
em Mucugê umas 16:40 hs, lavamos as bicicletas, ainda comemos um delicioso
strogonoff de carne, arrumamos as malas. Nos despedimos de Alan e Diana, mas a
vontade era de ficar mais. Aos Muralistas que irão 7 de Setembro tenho apenas
uma coisa a dizer: Aproveitem! Marcelo Amorim.
PS.: No
domingo aproveitei para usar um recurso de mapear trilhas com um app chamado
“Maps 3D” no meu celular. Muito interessante. É um app que exibe os mapas
topográficos em 3D. Quem quiser ver o mapeamento e os dados levantados nesta
trilha segue abaixo:
Name: Track 2012-08-26
10:33am Mucugê-Igatu
Date: 2012-08-26
Length: 39.62 km
Duration: 04:08:03
Average: 9.3 km/h
Incline: 1043.0 m
Decline: 1037.0 m
Max. Speed: 48.9 km/h
Max. Altitude: 1177.8
m
Min. Altitude: 728.0 m
Alt. Dif.: 450 m
KML Download:
http://www.movingworld.de/Maps3D/Tracks/25871214/Maps3D_TR-2012-08-26_am10-33.kmz
GoogleMaps URL:
http://maps.google.de/?q=http://www.movingworld.de/Maps3D/Tracks/25871214/Maps3D_TR-2012-08-26_am10-33.kmz
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR



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