Amigos e Muralistas do pelotão de frente,
Estou aqui para cumprir a convocação de fazer a resenha da
Trilha do Quartel, e como um Muralista iniciante me senti lisonjeado com a
ordem dada e estou aqui para cumpri-la.
Na terça-feira dia 08 de janeiro, no CTM Paralela, o
Comandante Elson passou as coordenadas e o horário de comparecimento ao 19° BC no
Cabula. Todos deveriam comparecer às 6:25 da manhã no sábado, sem atraso, sob a
pena de não entrar no Quartel.
As expectativas foram várias para a trilha com o grupo que
eu havia acabado de entrar, dentre elas, como seria o entrosamento com o
pessoal, o meu preparo físico diante de todos, e claro, o receio de levar um
tombo (capote) e ganhar um apelido logo no primeiro dia!
Enfim, no sábado já estava de pé às 5 horas da manhã e com
todo o gás. A bike revisada já estava no carro. Mochila, ferramentas, câmara de
ar, bomba, estava tudo em ordem e o velho jargão do Mural, PARTIU!
Ao chegar no 19˚ BC já pude perceber o astral dos
Muralistas, aquela sensação de que ali todo mundo vira moleque e o vocabulário
próprio vai tornando a coisa mais divertida. Tem os “papucos”, os “cupixas” e
dois irmãos lá que são os “perús”... acho que foi assim que entendi. E claro, o
“capote” que é temido e zoado por todos.
O Chefe então começa a reunião antes da partida, contando
histórias dos tempos de preparação para oficial da reserva do exército
(N.P.O.R.), os acampamentos que fez na floresta, dentre outras histórias, a que
foi salvo pela Coca-Cola após uma missão extremamente exaustiva. Após a resenha
nos foi passado algumas normas de comportamento que deveríamos seguir dentro do
quartel, e então ouvimos o velho PARTIU!
Um começo tranquilo, com uma descida que foi tirada de letra
por muitos, um tronco no meio da pista nos fez carregar a bike para passar por
cima, em seguida uma árvore enorme no chão nos fez sair da bike e passar por
baixo dela nos arrastando. Realmente foi uma trilha um tanto diferente. Tivemos
também a ladeira de asfalto que subimos umas 5 vezes no dia, que foi a alegria
de muitos e tristeza de outros, o “Gordinho dos Infernos” mesmo, ficou com
vontade de matar um já na primeira subida.
Logo começaram a aparecer os latifundiários do dia, ou seja,
aqueles que levaram uma parte do terreno do BC no corpo, dentre eles, o chefe
Elson que numa descida totalmente “brocadora” levou, como ele mesmo disse, o
seu primeiro capote de 2013. Alex também levou um pedaço de terra pra casa,
dando como troca um pouco de joelho...hehehe, claro que isso tudo foi motivo de
muita gozação e razão para entrar em ação o temido Spray de Josa (solução
anti-séptica adicionada de pimenta de baiana de acarajé) , que diga-se de
passagem, pudemos perceber um sorriso de satisfação no rosto do nosso amigo ao
aplicar o temido spray nas feridas.
Em seguida houve a parada para foto com a bandeira do Mural
na Ponte do Rio que Cai. Este foi mais um momento de muita gozação e
descontração. O Mandrake chegou logo subindo a ponte e se candidatando para a
missão, mas 1 minuto foi suficiente para que ele amarelasse e passasse o bastão
para outros 3 Muralistas que cumpriram a missão e tiraram a foto. Missão dada é
missão cumprida.
Para o final foi guardado o melhor, a ladeira do Teiú, que
só pode ter esse nome por causa da rima, porque somente sete brocadores
conseguiram zerá-la, se não falha a memória foram o Elson, Malandra, Welseman,
Ed, Adriano, Rei e Rodrigo. Os papucos, ou levaram tombo ou então compreenderam
sua condição e desceram empurrando a bike, que foi o meu caso... hehehe.
Na chegada um churrasco “Classe A” fechou a Trilha do
Quartel com chave de ouro. O lesionado Rato compareceu somente para comer e dar
risada, e para mostrar que o Mural de Aventuras, além de um grupo de bike é uma
segunda família. Até a próxima, João Herrera.
VEJA O VÍDEO ABAIXO. LIGA O SOM!
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