Olá amigos do Mural,
Foi marcada para o dia 08 de abril a saída para a trilha do
Diamante em Morro do Chapéu, onde deveríamos nos encontrar às 17 horas em
frente à Churrascaria Vilas, para sairmos juntos com a carretinha do Mural.
É chegada a hora de seguir viagem! Estávamos todos no local
e horário marcado e seguimos para a BR-324, sentido Morro do Chapéu! Thiagão
estava trabalhando e juntou-se a nós no Rei da Pamonha de Amélia Rodrigues e
então seguimos viagem com o pelotão completo.
Ao chegarmos em Morro do Chapéu fomos recebido pelo anfitrião
Thiago Brito e fomos comer uma boa pizza no restaurante Eusépio! Já na mesa começou
a pressão a respeito da trilha! Thiago Brito começou dizendo que faríamos 100km
no primeiro dia e 50km no segundo e que tinha 2 campeões baianos no grupo e que
seria brocação total e que deveríamos nos preparar para sofrer! rsrs
Logo na manhã de sábado estávamos prontos na praça da cidade
no local combinado quando apareceram os ciclistas de Morro, dentre eles estavam
os três garotos de vermelho, Thiago Brito, Emerson Miranda e Mariston Santos ,
e que por sinal foram pura dor de cabeça, pois andavam em ritmo muito forte!
A trilha começou e fomos logo pegando 30 km de asfalto, com
boas e longas subidas e uma parada na Cachoeira do Ferro Doido. Na sequencia
pegamos um caminho plano com muitas pedras, que serviu para colocarmos as
suspensões das bikes para trabalhar em alta! Em seguida veio o maior percurso
de areia que já vi, era um tal de empurra bike que só vendo! Claro que junto
com a areia veio a aula de como andar nesse tipo de terreno! Como disse o
grande Elson, pedala forte peso pra trás e pega leve no guidon da bike. Com
certeza sai de lá muito melhor nesse quesito.
É bom lembrar que a areia também gerou muitas reclamações. Lembro bem do
grande Mandrake falando , “Irmãozinho eu não gosto de pedalar em areia e ponto
final!”. E o tio Josa também falando que o pneu dele era uma porcaria pra andar
em areia.
Na sequencia pegamos uma descida enorme e emocionante pois
era cheia de pedras e valas, que exigiu muita técnica e coragem! Após as
descidas chegamos na Vila do Ventura, que foi o maior centro de extração de
diamantes da década de 1920 e ainda preserva os casarões da época. Mural de
Aventuras também é cultura!
Preciso ressaltar a grande hospitalidade do pessoal de Morro
do Chapéu, pois quando chegamos na Vila do Ventura, tinham pessoas nos
esperando com água gelada, biscoitos e frutas, aquilo nem parecia real. Comemos
e quando estávamos saindo Rei constatou que o pneu dele havia acabado de furar
pela primeira vez, das três que se sucederiam na trilha.
Após a Vila do Ventura, pegamos um bom estradão e outro terreno
inédito, pedra com areal e isso implica em descer das pedras e colocar o pneu
na areia fofa! Claro que tomei um tombo quando estava indo na roda de Rei...
rsrs. Enfim chegamos na Cachoeira Domingos Lopes, onde tomamos um banho
revigorante e Mandrake deu um salto da cachoeira completamente insano e
indevido.
Enfim retornamos para Morro do Chapéu e pegamos mais 20 km
de asfalto dos quais 4km foi apenas em uma ladeira, que gastamos 25 minutos
para subir! Pura emoção e sofrimento. Ao chegarmos na cidade, constatamos que
percorremos 100km no dia! Comemos um bom churrasco, fomos para o hotel e repousamos
para o dia seguinte.
No segundo dia pegamos um trecho de asfalto bom de 15 km na
sequencia um estradão e mais areal, e claro mais reclamação de Mandrake que
odeia pedalar na areia! Então fomo s para a Cachoeira do Agreste, um lugar
realmente bonito e que valeu todo o esforço percorrido. Na volta para a cidade
a bike do amigo Welington quebrou o cambio e os amigos Rei, Elson e os três
vermelhinhos abusados foram empurrando nosso amigo por mais de 10km. No Mural é
assim, saímos juntos e chegamos juntos.
Ao chegarmos a sensação de felicidade é enorme, acompanhada
do cansaço e dor nas pernas que também é gratificante, pois é a sensação do
dever cumprido. Até a próxima, João Herrera.
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