Oitavo e último dia... após uma semana, parecia que
estávamos ali a mais de um mês devido os inúmeros acontecimentos e novidades
vividos durante toda a expedição. Estava sendo incrível e a sensação era de
estar dentro de um documentário sobre os Alpes ou num quadro pintado por algum
artista renomado.
Mas ainda faltavam alguns quilômetros para comemorarmos a
vitória. E finalizaríamos com chave de ouro, afinal o destino era o Lago de
Garda, o maior e mais profundo (300m) lago da Europa, famoso pelos esportes
radicais e temperaturas elevadas, ideal para aproveitar o verão europeu.
Acordamos um pouco mais tarde e mais tranquilos para iniciar
este último trecho. Tomamos café da manhã mas comemos pouco pois fomos
convidados para uma feijoada na casa de uma família brasileira que conhecemos
no dia anterior. Que maravilha sentir aquele gosto novamente, principalmente
longe do Brasil e após dias comendo spaguetti ou salchichão. A feijoada foi
servida na casa de campo da família lá nas montanhas ao redor da cidade de
Tione de Trento. Fomos de carona, pois subir aquilo tudo para depois descer,
seria muito sofrimento!!!
Satisfeitos e agradecidos tivemos que partir. Sabíamos que
seria mais descida do que subida, porém, durante o pedal, uma surpresa: mais um
“passo”, o último. Era o passo del Ballino, a 750m de altitude. Até chegar
neste ponto pedalamos por estradas secundária de belíssimas paisagens onde
quando em vez cidades pequeninas encantavam com suas casas de campo ricas em
detalhes e jardins caprichados como num concurso da casa mais bem conservada.
Após o passo, só alegria, descida até o destino final. O
grande lago ia aparecendo aos poucos a cada curva entre as montanhas. A vontade
de chegar entrava em conflito com a vontade de fazer fotos então eram
inevitáveis as paradas para fazê-las. O ponto alto das paradas foi um castelo
medieval. Os carros que nos ultrapassavam buzinavam e acenavam.
Chegando em Riva del Garda, cidade mais ao norte do lago de
Garda, ficamos surpresos com a quantidade de turistas e como a cidade está
preparada para atende-los. Tínhamos que ir para Milão no dia seguinte pois
sairia de lá nosso voo mas todos topariam fazem o sacrifício de aproveitar mais
aquele paraíso.
Chegando em Riva del Garda, cidade mais ao norte do lago de
Garda, ficamos surpresos com a quantidade de turistas e como a cidade está
preparada para atende-los. Tínhamos que ir para Milão no dia seguinte pois
sairia de lá nosso voo mas todos topariam fazem o sacrifício de aproveitar mais
aquele paraíso.
Rodando um pouco mais para conhecer a cidade somos abordados
por um brasileiro casado com uma italiana disposto a nos ajudar, principalmente
com hospedagem. Fomos então para o centro de informação ao turista e para nossa
alegria, no estacionamento ao lado, carros, trailers e caminhões das melhores
marcas de bicicleta do mundo. Era a competição TRANSALPES que havia acabado de
terminar naquele dia. Conhecemos então o Carlos, que havia participado e
completado a prova. O engraçado foi nos aparecermos durante o almoço de
confraternização e todo mundo, mas todo mundo mesmo olhando para aqueles 4
malucos com as bicicletas completamente carregadas com alforges e barracas.
Foi então a hora que o brasileiro fez a sua declaração. O
camarada disse ser dono de um hotel ali nas margens do lago a 8 km de
distância, mas no nosso caminho para pegar o barco no dia seguinte. Estávamos
cansados e sem opções, então aceitamos. Hospedagem garantida era hora
finalmente de brindar o êxito da expedição, “birra”. Sentamos em um dos
inúmeros restaurantes das alamedas em que só se transitava a pé ou de bike.
Comemos, bebemos e olhamos a vida dos outros até anoitecer... a noite a cidade
completamente iluminada era ainda mais contagiante. Os bares e restaurantes
estavam lotados. Na ida para o hotel a galera começou pedalando em zig zag mas
quando chegamos na estrada melhorou, já estava todo mundo em linha reta.
O hotel era um espetáculo, e naquela noite havia um happy
hour com um tocador de blues. Não deu outra, Serjão pegou sua gaita e foi dar
uma canja. Eu estava cansado ainda por conta da gripe e não acompanhei este
momento. O pessoal adorou, claro. O dia seguinte pedalamos apenas 8 km para
embarcar no ferry-boat rumo a Densenzano para pegarmos o trem para Milão. Foi
um belo passeio de uma hora e meia cortando o lago de Garda de uma ponta a
outra. Já no trem, vacilamos, não sabíamos que tínhamos que validar a passagem
e o cobrador nos multou. Típico de turista amador.
Foi isso ai pessoal, a equipe Mural de Aventuras no
Transalpes foi de apenas 4 aventureiros mas a emoção, a amizade e o
companheirismo foi de um batalhão. Agradeço aos participantes e à todos aqueles
que torceram e rezaram por nós.
Em 2012 estivemos no Atacama e ficamos na expectativa de
fazer uma expedição ainda mais incrível, conseguimos. Esta será a meta para
2014, escolher um destino ainda mais emocionante e desafiador do que os Alpes.
Preparem-se, logo mais será anunciada a Expedição 2014. Grande abraço, REI.
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