Desafio da Serra da Jiboia 13 - Serra Ameaçada

"Memória é nossa capacidade de esquecermos as coisas." Mariante Moscardini.


No último dia 13 de maio seguimos eu, Orlando e Elson para uma jornada na Serra da Jibóia, no semi árido baiano, próxima às cidades de Elísio Medrado, Castro Alves, Santo Antônio de Jesus e Santa Terezinha. A subida monumental seria uma aventura de quase 2300 metros acumulados, em pouco mais de 70 quilômetros. No sábado, 14, às 7h30 já rodávamos a 21 graus. A Serra se mostrava semi encoberta, havia chovido há mais de três dias e o clima estava perfeito para o mtb, com tempo nublado e o solo firme, sem poeira. Havia tanto Minas ali que me perguntava se essa formação geológica não seria um "puxadinho" do famoso Maciço do Espinhaço, a única cadeia montanhosa brasileira, que começa em Ouro Branco e se encerra mais de 2000km depois, em Sento Sé, às margens da Barragem de Sobradinho, outra intervenção que desintegra o Rio São Francisco. 

A primeira etapa começa de fato numa pequena cachoeira, infelizmente tomada de lixo aqui e acolá. Feitas as fotos de praxe do Mural, seguimos por um belo single track em meio a um resto de Mata Atlântica. Elsão tentou "zerar" um trecho uma, duas, cinco vezes, mas o dia foi da montanha.  Logo depois viria outra lembrança das cercanias mineiras onde costumava rodar, essa, no entanto, mais funesta. Pouco depois do cruzamento das placas que antigamente indicavam "Velozes e Furiosos" e "Pôneis Malditos", vieram as motos de trilha a nos aterrorizar, forçando paradas repentinas e alguma apreensão. Apesar disso, o caminho seguia cada vez mais bonito, como se eu novamente estivesse nos paredões do primeiro dia de Iron Biker no quadrilátero ferrífero mineiro, onde só se sobe na base do "empurra bike". Um afloramento de rocha após um longo single track foi a primeira parada para admiração da paisagem, com o silêncio rompido pelas motos treieiras ao longe. Tio Elson apontava as quedas de água para nos refrescarmos e o caminho ficava mais divertido, como se isso fosse difícil em meio a tantas ladeiras, trechos de pedra e um frio agradável. O caminho termina abruptamente numa plantação que avança sobre a mata. Passamos então por Monte Cruzeiro, com sua igreja interditada encimada por pináculos, antes de chegarmos a Pedra Branca, paramos no restaurante da Rita que tinha uáifai. A comida foi extremamente adequada ao esforço gasto até ali: arroz, feijão com bacon, ovos cozidos e um levíssimo pratão de fígado com tomate. Elsão ficou com frango a passarinha e Orlando com os ovos cozidos. Bom, sai dali com o estômago meio zureta para a segunda parte da aventura, a escalada das antenas de Santa Terezinha, sob um sol forte. Ao passo que atrasava o grupo, me recordava tanto das Serras da Cruz do Monte e da Onça, lá nos fundos de Pitangui, com seu silêncio mais que necessário. Era uma estrada de manutenção, não havia tantas valas ou pedras no caminho, cruzamos com um único veículo, um ônibus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano. E uma cachoeira à esquerda da subida, quase no cume, nos daria um alívio antes de completarmos a ascensão dos quase 750 metros.

Novo Muralista: Arquimedes dos Santos Nascimento

Bem-vindo ao novo Muralista: Arquimedes dos Santos Nascimento.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!


2° Dia - Trilhas em Jacobina: Cachoeiras Maria Fernandes, Pinhacó e Véu de Noiva

E o início do segundo dia de aventuras em Jacobina já amanhece com um clima super agradável, com uma brisa suave e algumas nuvens amenizando os raios do sol que prometia chegar escaldando com tudo mais tarde.
Após ter pedalado 110km no dia anterior, só subindo, subindo e subindo mais ladeiras, você acorda pensando:  o segundo dia será mais ligtht, de boa, pois afinal de contas está todo mundo quebradinho, né? Kkkk, ledo engano. No MURAL a brocação é UM DIA SIM E NO OUTRO DIA TAMBÉM.
Sendo assim, Rogério, Julinho e mais dois integrantes do JACOBINA BIKE já estavam a postos, nos aguardando terminar o café da manhã na pousada, pra dar início à aventura.  Sem muito “mimimi”, após um resumo do que iríamos enfrentar, partimos seguindo pelo asfalto em direção à entrada da cidade para tirar uma foto na placa com o nome da cidade e registrar nossa presença nessa linda região.
Seguimos por uma estrada de barro que permeava a rodovia, onde encontramos a entrada para a ESTRADA REAL, que, pra quem não sabe, foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para escoar a produção de ouro e diamante até o porto de Paraty, no Rio de Janeiro. Pois bem. Depois de tiradas algumas fotos, voltamos a dar início ao percurso, passando por uma pinguela “cabulosa”, que só Jean, Kichute e Rogério tiveram coragem de atravessar pedalando.
Cruzamos a pista de asfalto para adentrar em uma trilha de barro que já dava indícios do que iríamos enfrentar. A “brincadeira” começou. Deparamo-nos com uma subida interminável, que alguns, claro, como “euzinha” aqui, pagaram em algumas prestações. Não só pela sua extensão, mas também pelo terreno cheio de folhas que escondiam as pedras, galhos e raízes que dificultavam ainda mais a subida. Depois de muito subir, chegamos ao topo da floresta, onde Rogério, nos parabenizando pelo nosso esforço, só falava: “Rapaz, vocês são brutas demais!!”. Mas, mas é claro, Muralete que se preze tem que ser assim mesmo: só na brutalidade (kkkkkkk).
Como tudo na vida: o que sobe, desce; perguntei logo : “Quando vamos começar a descer?”. De pronto, Rogério e Julinho falaram em coro: “É agora”. Oxe, largamos o freio em um single irado, fechado, cheio de curvas que nos lembrou alguns trechos da nossa querida Sapiranga. No final da descida, chegamos a um vale lindo, onde avistamos, quase que despercebida, uma cachoeira super charmosa: a Maria Fernandes. Sua queda d’água era bem fininha e escorria suavemente pelo seu paredão de pedra. Um chame. Como de costume: pausa para refrescar a nuca e mais fotos.

Nova Muralista: Manoela Santos de Deus (Manu)

Bem-vindo a nova Muralista: Manoela Santos de Deus (Manu).
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Trilha New Tiririca +

Pois é, de Mural Móvel junto com Elson, Kichute e Dom, lá fui eu conhecer a tão comentada New Tiririca. Elson marcou para pegar eu e Dom mais ou menos as 5:40 em ponto em frente a Mais Bike, 5:39 em ponto chegou. Colocamos as Bikes embarcamos para mais uma aventura. Maior chuvão na estrada e tempo bom durante toda a trilha que estava em condições excelentes, nem seca nem molhada, perfeita! Chegamos no posto e lá já estavam, Israel, Rogério e a dupla Tacalepau e Segundinho, também conhecidos por Jean e Philippe, que vieram e voltaram pedalando de Salvador, Uiliam que chegou junto conosco e Cerca com Lucas chegaram um pouco depois.
Saímos para trilha, um pouco de asfalto, estradão e começa nossa diversão, trilhas. Chegamos pequena colina onde ficamos testando nossas habilidades no barraco enquanto Lucas dava uma enchida no pneu. Cerca descobre que estamos perto do buraco do esparro e não se contem começa a rir sem parar imaginando que tínhamos dois novatos a serem batizados. Chegamos na trilha do buraco e começa a resenha para Uiliam e Dom irem na frente, muito kkkk e eles vão direto pro fundo. Mas o buraco do esparro não poupa ninguém e todos acabam se molhando, que o diga Segundinho que entrou com tudo. Enquanto isso Lucas aproveita pra dar mais uma enchida no pneu e Dom segue sozinho na frente acha uma toca de marimbondo no meio do capim, vou atrás dele e vejo-o desanimado olhando a bike no meio dos marimbondos e com cara de tristeza me fala. - Foltz perdi minha bike. Eu com vontade de rir da situação, mas com pena do Dom vou vou para perto da bike e cuidadosamente puxei-a para mim pela roda de trás. Ao longe escuto alguém dizendo para sair dali devagar com quem não quisesse nada e penso, nem fudendo, corro o mais que posso com a bike deixando os marimbondos para trás. Por sorte só uma picada. Chegamos do outro lado e começa o desafio da subida cascalhuda e "Ingred" que todos que foram conhecem. Enquanto Lucas apertava a válvula e enchia o pneu, quem não conseguia subir de primeira ia tentando, com exceção de Tacalepau que subiu umas dez vezes só porque gosta. Nosso coordenador para de filmar e vai tentar subir novamente e toma a primeira queda. Rogério cai sozinho, Lucas da mais uma enchida no pneu e vamos em frente, mais uma decida técnica, Israel toma uma queda, Tacalepau desce duas vezes só porque gosta, seguimos até as ruínas de uma casa após outra subida técnica para foto. Lucas da mais uma enchidinha no pneu e vamos embora pro primeiro downhill, agora com mais valas e mais emoção.

Trilha Cachoeira do Urubu 12 - A Quinta Descoberta

Em 2016 estou entrando no 4º ano de Mural de Aventuras.  Depois de expedições e ciclo aventuras inesquecíveis, coloquei como meta para o ano fazer aquelas trilhas que estão fora do meu currículo, e ainda repetir as trilhas tops. Difícil mesmo é definir qual trilha não faz parte desse repertorio. A trilha da Cachoeira do Urubu tem um sabor especial para mim. Foi uma das minhas primeiras participações em trilhas do Mural em 2013, quando a trilha ainda saia de Amélia Rodrigues.
Encontro marcado bem cedo no Rei da Pamonha. Eu sairia de Nova Soure e teria que sair bem mais cedo em direção a Santo Amaro. Resumindo, quase não dormir. Mas reviver um dos meus primeiros momentos com o Mural valeria o esforço. Encontro em frente à igreja Matriz na cidade, bikes prontas, e parada imprevista na padaria antes de começar a brocação. Eu tinha dirigido mais de 200 km e merecia engolir alguma coisa antes do pedal. (Né Elsão?).
Partiuuu ... No inicio um estradão para aquecimento e logo, logo apareceu aquela prometida ladeira sem fim (Sim, fodástica, como essa não havia visto ainda).  Parabéns a Kichute e Elsão que evidentemente brocaram com êxito. Nós, demais, tentamos com todas as nossas forças, mas pagamos a ladeira em algumas prestações, enquanto Serjão, como já havia previsto, pagou em prestações a perder de vista. Depois de terminada a ladeira você olha para baixo e promete retornar um dia para zerá-la. Quem sabe um dia...
Trilha que segue, e antes de chegarmos às cachoeiras, bons single tracks, ‘bambuzivis’ e um visual de parte do recôncavo de tirar o fôlego. Mas a trilha é conhecida mesmo pelas cachoeiras. E tinha a promessa de uma quinta queda d’agua a descobrir. O destemido Elson seguiu e pediu a todos para aguçar os sentidos para ouvir a cachoeira desconhecida. Nem precisou.  Depois de uma boa ladeira fechada fomos cair certinho nela, tínhamos descoberto uma nova cachoeira e ainda iríamos para mais quatro!
Agora a trilha da Cachoeira Urubu é a “Trilha das 5 Cachoeiras”. Batizamos a cachoeira de “João e Maria”, uma justa homenagem aos bebês gêmeos de Serjão, vale à pena o esforço. Todos a experimentaram, mesmo com o perdidão de alguns que desceram ribanceira abaixo e precisaram retornar para desfrutar da cachoeira.

Trilha 7 Maravilhas da Linha Verde IV

Bom, vamos lá !!! Já cansei só de lembrar da Trilha as 7 Maravilhas kkkkkkk Tudo começou com uma vontade de pedalar com o Mural, por está sempre acompanhado pelo site a excelente  cobertura das trilhas e expedições e foi despertando cada vez mais o interesse de fazer parte dessa tropa e vestir a armadura do mural, até que participei pela primeira vez no CTM Alphaville e já fiquei super entusiasmado pela forma que a Sabrina, Elsão e o grupo me acolheram, e mais encantado ainda por termos entrado em Pituaçu a noite e foi simplesmente fantástico. Ai falei para mim mesmo, tenho que fazer parte dessa poooorraaaa!!!!! O espírito de aventureiro e liderança de Elsão é fantástico, motiva qualquer um !!!!!!!!!!!!
Até que decide participar da trilha  AS 7 MARAVILHAS nos 49 minutos do segundo tempo da noite anterior, não consegui nem dormir de tanta ansiedade kkkkkkk Até que as 6:55 hrs chegamos em Costa do Sauípe preparamos as magrelas e partimos para mais essa aventura. Logo nos primeiros 5 km logo falei QUEE PORRAAA É ESSAAA =OOO , o arrependimento começou a bater kkkkkkkkkkkkkk Arreal demaaaaaaais, ladeira que só a porra (cada ladeira mais inclinada e extensa que a outra) e vinha o desespero de ainda faltar mais de 60 km pela frente de pura paulera !!!
O espírito aventureiro falou mais alto, e a motivação da equipe e principalmente do Leo me ajudaram demais a conseguir chegar em Itanagra exatamente ás 11:37 hrs, depois de ter subido 1000 ladeiras, ter passado por 500 arreais, pulado umas 5 porteiras e cercas kkkkkkkkk as pernas estava só o pó e eu só a pacote.
Logo quando entramos na cidade e fomos para o restaurante almoçar, quando me deparei com a Vila do Chaves kkkkkkkkk E o restaurante fica lá dentro onde saboreamos um delicioso banquete. Eu já comi feijão de caldo gostoso, mas aquele estava de PARABÉNS KKKKKKK Também não podemos esquecer a pimenta que agradou a todos. Estava tudo lindo e maravilhoso até que o Leo foi contar a história do assalto no Rio de Janeiro, ai pronto, acabou a paz e o sossego kkkkkkkkkkkkk O debate transformou o restaurante na câmara dos deputados, na Secretaria de Segurança pública, até as pesquisas e índices do IBGE foram para a mesa. Só que a coisa ficou séria quando tocaram no nome da Tia Dilma, e no PT KKKKKKKK
Parte do grupo, inclusive eu foi logo para o meio da vila do chaves descansar deitando em um confortável chão de cimento,  o chão estava tão confortável para o meu estado físico e mental que estava dando de 10 x 0 na minha cama kkkkkkkk Muitos urubus estavam rodando tão baixo que pensou que tínhamos morrido kkkkkkkk Só estavam esperando os corpos federem para nós saborear kkkkkkkkkkk
Depois de tirar a velha perereca depois do almoço, partimos em baixo de um Sol escaldante que estava sapecando o juízo e cozinhando o feijão na barriga, a cada 10 metros percorridos era um sufoco. Mais fomos pedalando, pedalando e pedalando, atravessando pastos, até que quando a energia estava para acabar, um delicioso banho de rio para recuperar as forças, para mim foi a melhor parte do percurso, deu trabalho para sair de dentro, apesar da água está TRINCAAAAANDO kkkkkkkkkkkkk

Lançamento da Expedição 2016

Depois de muita expectativa, foi revelado na solenidade de lançamento o destino da nossa próxima grande aventura, a EXPEDIÇÃO TITICACA - BOLÍVIA E PERU, com passagem pela extraordinária ESTRADA DA MORTE com seus 64km de downhill. Esse destino promete vivermos muitas emoções com paisagens e desafios espetaculares, será surpreendente! 
Aproveitamos para agradecer ao RESTAURANTE CASA VERDE por abrir suas portas para mais esse evento do Mural de Aventuras e os parceiros BEST BIKE SHOP, MAIS BIKE e RAMIRO BIKE SHOPP que apoiaram a realização do bingo com a disponibilização brindes muitos legais e que todos estavam ansiosos para ganhar, rsrsrs.
Logo em breve as inscrições para a expedição serão abertas, fiquem atentos pois as vagas são limitadas!
“Se quer chegar rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá com o Mural de Aventuras!”
Bora Mural!

Novo Muralista: Jonathas Guimarães Farias Gomes

Bem-vindo ao novo Muralista: Jonathas Guimarães F. Gomes.
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Trilha na Fazenda Real

Esta é minha primeira trilha com o Mural de aventuras e foi exatamente daquele jeito: “A primeira vez a gente nunca esquece”.
Sempre que é lançada uma nova trilha no calendário do Mural, a expectativa é muito grande e a da Fazenda Real não foi diferente, principalmente por ser a primeira vez neste local. Bastou abrir as inscrições e em algumas horas todas as vagas estavam preenchidas e iniciada a lista de espera. Foi criado então o grupo temporário do whastapp para início da resenha entre os inscritos, por outro lado, uma galera rezava para alguém desistir e pedir para sair.
No dia da trilha a diversão iniciou no ponto de concentração. Os que pediram para sair sofreram com as resenhas, Cerca não libera um, até hoje dou risadas quando lembro dele imitando Arthur. Resenha garantida também para os atrasados, estes deram sorte porque desta vez teve tolerância, Jean “TACALIPAU” chegou parecendo que ainda estava dormindo e Guga já está com fama de atrasadinho.
Após a chegada de todos partimos para a Fazenda Real, chegando lá mais uma resenha, engarrafamos o acesso da fazenda, pois para entrar foi necessário fazer cadastro e puxar antecedentes criminais, etc., sacanagem a parte, mas deu tudo certo, ninguém foi barrado.
Iniciamos a trilha por volta das oito horas, o tempo estava muito bom, com sol não muito quente.  O local é maravilhoso, muitos trechos arborizados dando um tom especial para a nossa aventura, mas trilha boa tem que ter terra e lama e não faltaram trechos assim. O percurso mapeado por Mario ficou muito bom, principalmente para os iniciantes como eu, passei por alguns trechos com dificuldade mais consegui fazer uma boa trilha, sem quedas desta vez...e por isso não posso deixar de relatar que nosso anfitrião Mário resolveu comprar outro terreno na Fazenda Real, ainda bem que foi em local bom (risos).
Durante o percurso, a turma do mural não deixou passar nada. A galera arranjou obstáculos para incrementar o desafio, com direito a descida por uma mata fechada e colada com um muro em construção, todos brocaram, mas o destaque do dia vai para Sabrina que subiu um paredão deixando os marmanjos para trás ... acho que Elsão não dormiu nesse dia (risos), foram várias tentativas e ninguém conseguiu superar a única Muralete desta trilha. Em seguida fizemos uma parada no Lago da fazenda para descansar e resenhar, acredito que até hoje Cerca está tentando entender a piada que Kadjon contou (risos).

Trilha no Parque de Pituaçu

Após 101 dias da expedição, eis que ressurge Lucas numa trilha do Mural, como alguns devem ter pensado não foi devido ao cansaço, pois a viagem foi maravilhosa e aconselho para todo muralista participar de uma expedição, mas devido a estudos estou ausente nos pedais, mas vamos ao que interessa.
Finalmente no dia 09/04 teria uma folga para ir para trilha do Mural, mas quando olhei no calendário não tinha trilha, então marquei para pedalar em Pituaçu com um amigo que está começando. Durante a semana verifiquei que foi agendada uma trilha, coincidentemente em Pituaçu. Logo uni o útil ao agradável, pedalar com o Mural e fazer a inclusão de mais um no pedal.
Agendado o bonde da Pituba com Cerqueira e Foltz partiu Pituaçu, lá nos encontramos com Rei, Seu Sérgio, Jean e Alex (meu amigo). Na resenha antes de começar o pedal descobri  o motivo pelo qual não teria trilha naquele final de semana, nosso chefe estaria no “Paradise” em busca de novas inspirações para o Mural de Aventuras, mas Rei, juntamente com  Cerca, nosso mais novo CORDENADOR decidiram fazer a trilha.
Fizemos uma volta no trajeto principal incluindo as trilhas internas, pensei que Alex não iria aguentar, mas ele conseguiu, no tempo dele é claro. Quando entramos na trilha que leva a pista de pouso de ACM (segundo Foltz), troquei de biclicleta com Alex para dar uma forcinha a ele, e durante a volta ele percebeu que tinha perdido meu ciclo-computador, para sorte dele voltamos para procurar enquanto ele descansava, coca cola garantida. Durante o percurso encontramos outros bikers nas trilhas. Quando passamos pela barragem, Seu Sérgio trocou de capacete e foi verificar a obra.
Em breve estarei de volta aos pedais juntamente com a família Mural. BMMP. Lucas Rocha.

5° dia Expedição Serra do Rio do Rastro e Vale Europeu: Morro Azul

Depois de 4 dias de sofrimento e de conhecer parte de um outro Brasil com uma boa pitada de Europa, já havíamos percorrido a Serra do Rio do Rastro e o Vale Europeu programados para esta expedição, mas ainda faltava esse último dia para finalizarmos e termos o direito de usar os distintivos. Como o nome era Expedição Serra do Rio do Rastro e Vale Europeu passei toda a aventura perturbando os já expedicionários e principalmente Elsão, dizendo que não precisaria fazer o último dia para ser considerado concluinte, uma vez que o programado era a parte que dá nome à viagem e concluiríamos no 4º dia. Até que no início desse 4º dia Elsão virou e falou: “rapazzzzz pare com isso, isso dá um azar que você não imagina!” Não dei muita bola e ainda repeti a brincadeira algumas vezes durante aquele dia de pedal duríssimo. Eis que depois de subir a última e pior ladeira minha bike quebrou o freehub, de uma forma que não conseguimos reparar na trilha, e tive que ser empurrado até a cidade destino, Timbó, que ainda estava há 20km do local.
Muita resenha e muita força, todos se revezando no auxílio até chegarmos; união que emocionou muitos dos integrantes. O grande problema é que retornamos a Timbó já no final do dia 29 de dezembro, logo não havia nenhuma oficina ou bikeshop abertos ou mesmo um local para locar uma bike para pedalar no dia seguinte. Acordei desesperado assim que o dia raiou para tentar reparar o estrago, alguns componentes do grupo foram acordando e quando olhavam a maioria achava que não teria conserto, e o meu desespero aumentando; cheguei até ali, estava fisicamente em condições de pedalar e não concluiria a Expedição. Mas, enquanto os outros tomavam o café da manhã e se preparavam, com algumas ferramentas emprestadas fui desentortando o alumínio do freehub, retirando alguns pedaços com uma chave de fenda e com muita paciência o armengue funcionou; não ficou perfeito, mas dava para pedalar sem forçar muito e mesmo atrasando um pouco o início do pedal consegui seguir com a galera. Então #FicaADica: só pensamento positivo, pois só acaba quando termina (Kkkkkkkkkkkkkk).
Então iniciamos a subida do famigerado Morro Azul, com uma decida que alucinou a todos, e no final, uma comemoração regada a cerveja e muita resenha para comemorar enquanto as bikes eram lavadas em um posto de gasolina. Mas ainda faltava o sexto dia, uma vez que voltamos no dia 31 de dezembro, e todos, mesmo mortos de cansaço, tiveram que curtir a virada do ano com suas famílias como se nada tivesse acontecido. BMMP!!!! Giulyano Lima (Giu).


Segue abaixo a fiel descrição de Guga desse dia tão especial.
Quinto dia de expedição. Apenas um pedal regenerativo para cumprir tabela. Afinal de contas tínhamos percorrido mais de 400km em quatro dias, com mais de 6.000mt de altimetria acumulada. Dentre os 400 quilômetros, nos três dias anteriores, tínhamos completado o percurso do Vale Europeu que é para ser feito em 07 dias (ou seja, tínhamos feito 7 em 3). Então vamos ao nosso pedal regenerativo:
O trajeto desse dia foi mantido em segredo até a véspera, no clássico estilo Mural de ser. Então foi revelado o destino, subiríamos o Morro Azul, local frequentado por praticantes de voo livre. Para mim foi muito gratificante poder escrever sobre esse dia, afinal de contas, sou praticante de Parapente desde 2005 (há mais de 10 anos).
 Tínhamos chegado em Timbó no dia anterior. Acordamos cedo como de costume, tomamos café da manhã e partimos. Na saída passamos por um estradão em um ritmo moderado, mas durou pouquíssimo tempo, e logo já estávamos no ritmo característico do mural. 
Eram apenas 18 km do centro, ah... "vai ser tranquilo" (esse é um dos equívocos mais comuns... com o Mural, nunca é tranquilo!). A altimetria foi de aproximadamente 800m. E logo apareceram as subidas. E eram subidas pra ninguém botar defeito. Nível de dificuldade altíssimo, com angulações que tornavam praticamente impossível se equilibrar, de tão lento que se conseguia subir. Somando-se a isso, o cansaço acumulado, foi difícil não empurrar a bike, mas vários honraram a verdinha e não empurraram.
Era uma subida que parecia interminável, o folego já faltava, a água no finalzinho, e finalmente chegamos à placa: "Bem vindo ao Morro Azul". "Ótimo, acabou!", pensamos. Olhamos ao redor, e vimos uns caminhos acima, aí veio a dúvida: "Acabou? Será que acabou mesmo? E essa placa aqui?" Depois de poucos minutos ali, percebemos que ainda teríamos mais subidas e com nível de dificuldade ainda maior. Descobrimos então o sentido daquela placa... era só para rimar com o sofrimento que ainda tínhamos pela frente. 
Agora sim, sofrimento chegando ao final. Topo do Morro de Voo-Livre. Vontade enorme de estar equipado e sair voando. Vista linda demais. Estávamos quase todos sem água, a subida exigiu muito de nós. Tinha um casal no Morro, perguntamos onde achar água e percebemos que eram Hermanos. Pela placa do carro que era do Paraguai e pelo estado do carro, ia descer na banguela.
A melhor parte estava iniciando nesse momento. Consumir toda aquela energia potencial gravitacional que acumulamos mastigando a coroinha e transforma-la em energia cinética. (Essa foi para os engenheiros do grupo). Muralizando isso seria: Brooooocccccaaaaaarrrrr em Aaaalllltttaaaa na descida!

CTM ALPHAVILLE ESPECIAL - ANIV. DE JAMPA

O CTM Alphaville dessa semana foi ainda mais especial! Em comemoração ao aniversário de Márcio Jampa, iniciamos o pedal como de costume no Alphaville da Paralela e partimos em direção ao Bairro Caminho das Árvores para conhecer as futuras instalações da MAIS BIKE, a mais nova loja de bike e parceira do Mural de Aventuras.
Lá fomos recebidos com uma mesa repleta de salgados e um delicioso bolo, além de bebidas diversas. Claro que rolou os parabéns e até discurso, foi muito bom!!! Parabéns Jampa, o Mural de Aventuras lhe deseja muitas felicidades, saúde e sucesso para a MAIS BIKE. Estamos juntos! Bora Mural!!!
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1° Dia - Trilhas em Jacobina: Parque das 7 Passagens

Analisando o calendário do Mural, já sabia que Jacobina seria uma das trilhas que não poderia perder por nada! Essa cidade em especial, fez parte da minha adolescência, que apesar de não ter nascido e muito menos residido por lá, sempre teve uma ligação forte comigo. Posso afirmar que devido às suas lindas paisagens de serras, vales e cachoeiras, me inseriu nesse contato direto com a natureza e de esportes radicais, inicialmente realizando aventuras com caminhadas e acampamentos. Para completar a expectativa da viagem, iríamos conhecer algumas regiões que sempre tive interesse em conhecer, o "parque estadual das Sete Passagens" e "Itaitu".
Seriam dois dias de pedal, o primeiro dia (sexta) com 100 km de distância, que já anunciava que seria o dia mais cansativo, e o segundo dia (sábado) com 60 km, que apesar de ter uma quilometragem menor, não foi "light" como imaginávamos. Após a recepção dos representantes do Mural de aventuras "Julinho e Rogério" e alguns participantes do grupo "Bike Jacobina" do qual também fazem parte, seguimos em direção a Igreja Matriz, onde tiramos algumas fotos com a vista do cruzeiro, que para quem já teve oportunidade de conhecer, tem uma vista deslumbrante da cidade!
Iniciamos a trilha por uma antiga estrada que liga à cidade de Miguel Calmon, boa parte de estradões que passam por alguns vilarejos e pela estrada da Mineradora de ouro ainda em funcionamento. Ao nos aproximarmos do parque das Sete Passagens, já tínhamos uma prévia da altimetria que iríamos enfrentar. Chegamos na entrada principal, e iniciamos uma subida longa e bem íngreme, que nos levaria a recepção e administração do parque. Valeu muito a pena todo esforço que tivemos para subir, pois, podemos desfrutar uma vista linda de toda a região. Como o parque dispõe de infraestrutura e local para acampamento, certamente voltarei para explorar algumas trilhas e cachoeiras que ficam pelas proximidades. A única ressalva é não poder utilizar as bikes nas trilhas.
Após contemplarmos o visual e descansar por um curto período, chegou a hora de fazermos um downhill alucinante até à cidade de Miguel Calmon. Paramos para lanchar e seguimos para "Itaitu" pelo local chamado bananeiras. Nesse momento já tínhamos percorrido mais de 50 km, com altimetria acumulada de mais de 1.500m, já passava das 12h e o sol/calor e a fome nos castigava e ainda faltavam 30km para o local do almoço. A essa altura, alguns já tinham desistido de continuar e retornaram para Jacobina. Vale ressaltar a participação de um dos integrantes do grupo Bike Jacobina, chamado de "espirro". Que cara guerreiro, com sua bike 26, freios v-brake e sem estar clipado, subia e descia ladeiras, mesmo com câimbras fortíssimas.

Trilha New Tiririca - A Descoberta de uma Nova Aventura

Mais de 4 meses sem pedalar, recebendo mensagens de Elson com fotos do CTM e das trilhas todas as terças e finais de semana, vontade de pedalar aflorando... eis que aparece um pedal nível 3 (para mim, no momento, é o limite kkkkkkkkkk). De imediato pergunto para Elson se haviam muitas ladeiras e se era puxado, pois iria com a bike emprestada de um amigo e estava despreparado, ele responde que a trilha era tranquila.Por volta das 06:40 do sábado (02/04/2016), estávamos eu, Elson, Mário, Tacalipau, Sérgio e William no Posto Kona. Neste momento já tinha gente trocando pneu de bike e uma Coca-Cola na conta, às 07h Elsão profere o famoso grito de guerra: PARTIU.Começa a trilha num típico estradão com ladeiras curtas para esquentar as pernas, até chegarmos numa casinha abandonada, parada para o registro com a bandeira do Mural e, para mim, momento bom de descansar. A esta altura eu já perguntava para Mário quantos km tínhamos andado kkk.Por sorte ou azar de nossa parte, Elson não se tocou que eu e Mário nunca tínhamos feito a Trilha da Tiririca, por achar que todos já conheciam o buraco do esparro, optou por desbravar novos terrenos da região. Fico na vontade de, na próxima, encarar o buraco.Saímos da casinha para começar a parte gostosa da trilha. Após algumas subidas e descidas pegamos um single track descendo uma ladeira com muitas valetas, parte bem técnica da trilha, Elson e Tacalipau brocando na frente, o restante descendo na manha, até que o pneu de Mário desembeiçou, resultando em uma bela queda em cima de mim e mais uma Coca-Cola na conta.Pneu desembeiçado, pouco líquido, era necessário colocar câmara no pneu. Só não se esperava que as câmaras reservas de Mário e de Sérgio estivessem furadas e a de Elsão lascada. Bom momento pra descansar, resenhar e dar algumas risadas.

Aniversário da Muralista Mirim Ana Clara

Olá pessoal.
Hoje é o aniversário de 8 anos da muralista mirim Ana Clara.
Parabéns, muitas felicidades, saúde, alegria e que cresça com garra para acompanhar o seu pai, o muralista Willyam, nas aventuras do Mural!
BORA MURAL!!!


4° dia Expedição Serra do Rio do Rastro e Vale Europeu: Alto Cedros, Palmeiras, Timbó

A dormida para mim (Rei) nessa noite foi revigorante, pois me tranquei num quarto no pavimento superior da hospedaria. O povo ficou se acabando lá embaixo, comendo água e dando risada (eu Phillipe me inclui nesta “bagunça”, lembrando de nosso amigo Plech que por motivos maiores não pode estar conosco na expedição), porém ficando ainda mais cansados. O café da manhã da hospedaria do Sr. Raulino Duwe não foi um 5 estrelas mas deu para preparar o corpo para a batalha. Estava uma chuva fina por volta das 8 horas quando ficamos prontos para partir. A saída dependia da travessia do barco que seria feita em 3 etapas. Eu (Rei) me dei mal por ter voltado para a pousada para ir ao banheiro e acabei indo na última viagem com o barco completamente sujo de lama. Mas não tinha problema, pois não iam faltam poças de lama para nos sujar ainda mais.
A caminho de Palmeiras nos deparamos com a primeira subida, ao chegar no ápice da ladeira nos deparamos com uma entrada de uma fazenda, a qual me fez refletir (Phillipe) como seria a vida naquele local, em meio a reflexão olho para o lado e me deparo com a seguinte placa dizendo “Sitio biela torta. Quer vir vem, mas é pau” o que me fez arrancar risos e esquecer a reflexão.

Após a subida, o percurso continuou duro, ficou um sobe e desce, mas subindo do que descendo, rsrsrs. Em uma dessas ladeiras ocorreu um fato preocupante, o bagageiro flutuante de Marcelo partiu!!! Foi um momento de apreensão e a única solução encontrada foi dividir sua bagagem entre os companheiros. Elsão foi quem ficou com a maior parte, chegou a ficar triste e até mais lento no pedal, rsrsrs, mas logo depois se acostumou com o peso extra e voltou a brocar. KKKKK. De qualquer forma, declarou que será proibido o uso desses bagageiros mas próximas aventuras do Mural. Fica a dica, nunca utilizem bagageiro flutuante em aventuras de bicicleta.  
Logo mais à frente paramos em um ponto de ônibus ao lado de um córrego, minha água já estava nas últimas, a sensação de fome era nítida no olhar de todos.
Após a parada eu (Phillipe) e Elson esticamos um pouco, momento este onde nos deparamos com uma linda cachoeira na beira da estrada, nos convidando para refrescar a cuca e os “motores”.
Deixando a cachoeira para trás, continuamos a pedalar...
Em Palmeiras, por volta das 13:30 paramos para almoçar. Almoço coma a vontade, sonho de qualquer expedicionário. Comemos até explodir, mas não deu tempo de “jiboiar”, foi o único momento em minha vida (Phillipe) que mesmo de barriga cheia sentia fome e diga-se de passagem que em uma expedição você se depara com situações inimagináveis. Enquanto almoçávamos caiu um uma chuva torrencial. Logo depois chegou um grupo de jipeiros fazendo o percurso do vale europeu com carros 4x4. Ai fica fácil... era visível nos olhares com a expressão: “esses caras de bike são loucos.” Reiniciamos o pedal com uma mega ladeira logo de cara para fazer a digestão do almoço. A disputa entre Cerca, Giu e Guga continuava... ninguém queria ser o papuco do dia. O sol voltou a brilhar e o calor começou a esquentar os miolos da galera. Para nossa sorte encontrávamos algumas bicas e riachos no caminho.

Havíamos subido muito, muito mesmo. O lado bom disso é que depois sempre tem uma descida... e neste caso a descida foi alucinante!!! Era necessário parar às vezes para descansar os braços e agrupar os mais responsáveis que desciam com segurança. Coloquei (Rei) a câmera para filmar Cerqueira, e não deu outra, o rapaz se empolgou e quase se mistura com a vegetação local. As valas deixavam o trajeto ainda mais desafiador. Alguns carros subiam em alta velocidade, o que nos deixava preocupados com os que vinham atrás. No final chegamos ao nível do rio com uma ponte secular, e claro, fizemos fotos com todos sorrindo muito por conta da satisfação pós brocação.
A paisagem tinha mudado, passamos a pedalar ao lado do caudaloso rio, mas o clima de aparente tranquilidade logo iria mudar... Sabíamos que havia uma boa subida a ser vencida antes de chegarmos a Timbó. No mapa do Vale Europeu o trecho estava pintado de vermelho o já mostrava sua dificuldade. Eis que começamos a subir a “parede”, a cada curva a inclinação piorava. Inevitável foram as paradas “parcelas” para retomar o fôlego, mas ninguém queria empurrar a bike. Em uma nessas paradas, lá em cima estava Elsão já com máquina fotográfica na mão fazendo as fotos, cheguei (Philipe) com as forças quase esgotadas... Mas a subida ainda não havia terminado, vários já estavam empurrando suas bikes. Para piorar, a estrada estava muito estragada, com muitas valas, tornando o desafio também técnico. Fiquei sabendo depois que apenas Elsão e Guga haviam subido toda “parede” pedalando.