Trilha de Reconhecimento do Corujão III

Para aqueles que a adrenalina da trilha que virá deixa dormir, mais uma noite curta. 05 da matina de pé: café reforçado, check list, bicicleta no carro e vamos nessa!!!
No caminho, céu nublado, até com previsão de chuva. O lado bom é que o sol se mostrava clemente para os aventureiros. O lado ruim é que provavelmente não contaríamos com a companhia daqueles “feitos de papel”, criados com vó, aqueles que a mãe gritava para sair da chuva e colocar o casaco para não gripar. Para estes últimos, espero ser capaz de transmitir aqui um pouco do que foi esta trilha, caso consiga... se mordam de inveja!
Não irei falar o nome de todos lugares, pois Elson me pediu para criar um clima de suspense sobre esse trajeto que será uma parte do Corujão III Marathon!
Ponto de encontro: posto BR Busca Vida às 06:10. Antes de chegar lá, já recebia uma ligação de Elson dizendo que Josué tinha demorado de acordar e por isto estavam atrasados. Bem, não vou mentir que estranhei o papo sem saber quem tinha acordado quem, nem como... Bom, vamos ao que interessa.
Seis bravos que não fogem à luta, muito menos à chuva, se apresentaram: Fred (este que vos narra), Rey (Reinaldo), Mauro (Maurão), Chooper e os já citados Tio Josué e Elson. Seguimos ainda de carro até o posto BR Guarajuba. 07:00 deixamos os ‘quatro rodas’ e pegamos as magrelas atravessando a estrada do Coco e entrando em Monte Gordo. Para esquentar a galera, uma subidinha. Josué, que ainda dormia um pouco, subiu na rabeta. Um estradão com varias subidas e descidas alternava esforço e adrenalina. Em pouco tempo já se sentia o cheiro do campo e animais mostravam que a selva de pedras tinha ficado para trás.
Abro uma ressalva aqui: é incrível como as pessoas (me incluindo nelas) que freqüentam a estrada do Coco se limitam à sua margem direita SSA/PF, onde se encontram as praias. Infelizmente só comecei a pedalar com esta galera a pouco tempo, mas já começo a ver que tem muita natureza e adrenalina também na outra margem.
Elson, nosso “guia/líder” sempre na frente (vamos instituir um antidooping) liderava o primeiro bloco completado por Rey e Mauro. Quanto a este último, parabéns, se chegar à sua idade com a metade do seu preparo já me darei por satisfeito. Esforcei-me para acompanhá-los... que nada... comi muita poeira, pensei que ia cuspir um tijolo no final do percurso. Meu consolo era que não estava fechando o pelotão.
Não encontro adjetivos para descrever a tranqüilidade, o visual e o silêncio que compartilhávamos com nossa amiga natureza. Começa a me passar pela cabeça que os dias de segunda a sexta nada mais são que dias que separam duas trilhas.
A trilha não tinha um percurso fechado, o que nos dava a opção de nos aventurar por onde nos sentíamos tentados. Pegando uma informação aqui, outra ali, fomos parar em uma represa. Nossa, que lugar!! Infelizmente os responsáveis pela área não permitem banhos no local, pois o lago se mostra convidativo para um mergulho ou, segundo Chooper, para uma pescaria. Mas só apreciar e tirar fotos já valeu a pena.
Voltamos para o estradão principal onde logo paramos para tomar a velha coca e comer alguma coisa. Bem no estilo solidário a galera partilhou o rango que trazia. Ahhh, revelações... Papo vai, papo vem, Chooper fala do seu preparo físico (mas conhecido como solidariedade à galera do fundo) e conta o seu segredo: Linhaça Dourada. Hum!, preconceitos a parte amigos, mas o cara que come Linhaça Dourada está a um passo de comer Linhaça Rosa (rsrsrs). Com esta galera só tem uma coisa melhor que a trilha, a resenha na trilha.
Pirraças e sarros à parte, seguimos mais um pouco pelo estradão curtindo o belo percurso, quando avistamos um rio que nos separava. Para quem tem sangue de MTB na veia, a tentação era demais. Atravessamos o rio carregando as Bikes e ‘caímos pra dentro’ de uma mata. A partir daí teve de tudo, single treck, carrega bike, muita natureza, capotes, infelizmente não registrados e muita, mas muita adrenalina. Já se passava das 11:00 quando saímos novamente em outro estradão. Mais um ‘coca stop’. Respiramos um pouco e seguimos para um banho de rio revigorante, não partilhado por todos. Voltamos para um single track e a trilha ficou bastante técnica, ainda mais emocionante. Saímos no asfalto e pedalamos pelo acostamento até o posto em Guarajuba. Após 5 horas de pedal, muito suor e alegrias, o corpo pedia reabastecimento, e ele teve à altura!!!
Colocamos as bikes nos carros e seguimos para Monte Gordo onde rolou: sarapatel, mocotó, dobradinha, malassado, etc. Tudo regado na mais gelada cerva acompanhada de risadas e desta vontade de pedalar que não passa!!! Bem, neste momento, não vou mentir, tinha passado um pouquinho!!! Não percam o Corujão III, será uma grande aventura!!! O percurso está demais! Um grande abraço, Fred.

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4 comentários:

Marco Vinycios disse...

Perdi essa mas amaratona é certa!!!!


Qua venha essa maratona!!!!

josue disse...

é Maurão fica esperto que um (chopper) não aguenta ver suas BATATONAS o outro faz mil elogios abre seu olho, srsrsr mas comer linhaça dourada no café da manhã e ainda querer convençer os colegas, que isso é que deixa o cara pra lá de ativo e tal já tá demais né? chopper fica esperto ai, senão vamos mudar seu apelido pra LINHAÇA,quando nos perguntarem porque, vamos contar tudo desde o começo srsrsr

j disse...

ahh!! senhores vou precisar de uma carona para o corujão, moro na boca do rio próximo a sede de praia do BAHIA, tenho capas para as rodas, pra poder levar o quadro mais leve no trasbike, enão sujar o interior carro na volta, rachamos a gasolina.

Ricardo Pópó disse...

Vão mudar nada já dançou!!!!! , será Chopper Dourado, já que tem o Fred mercuri prateado do panico, fica Chopper dourado do mural ôpa ai é complicado, este cara fica elogiando a batata do MORÃO, ou seja tanto elogios e comer esta tal de linhaça que tá mais para Rosada , tá fazendo o cara soltar as frangas qualé , velho chopper o baiano que mamãe é!!!! é!!!????? se não guenta porque vai heim!!!!