Quando bati o primeiro olhar sob o cartaz da trilha do padre
tive a impressão de ver um bando de vaqueiros tangendo gado contaminado pelo
mal da vaca louca. Um olhar mais atento percebeu que se tratava dos ciclistas
do Mural de Aventuras em mais uma de suas façanhas. Eu precisava participar
desta trilha para voltar a freqüentar o Mural em 2014 com o pé direito. Peguei
a estrada pela madrugada e fiz a viagem toda questionando se os 250 km viajados
no mesmo dia da trilha valeria a pena. E valeu!
Mural reunido no Rei da Pamonha, nesta que seria para alguns
a primeira trilha do ano. Saímos em direção a Simões Filho certos que
estaríamos em casa para o almoço. Em ritmo frenético, vencemos rapidamente o
trecho de asfalto e terra para chegar na igreja da Fazenda de Natal, local que
dá nome à trilha. Se a Trilha do Padre é realizada no primeiro mês do ano para
abençoar o vasto cabedal de aventuras que tem o Mural, coube ao padre Arnout
abençoar o grupo dos 12 Muralistas que ali passou para pedir proteção. Padre Arnout é um francês
que há oito anos dedica seu tempo para cuidar de jovens que passaram por
dificuldade em seu convívio social. O padre é pop!
Primeira parada feita, o ritmo frenético continuou naquele
que seria o começo real da aventura. E seguimos trilha adentro. Como estávamos
realmente adiantados eis que Elson se encanta com um caminho alternativo e
levanta a mão indagando se algum companheiro Muralista não estava interessado
em descobrir uma trilha dentro da trilha do padre. E quem discordaria? Naturalmente o perdidão aconteceu, e a
certeza que estaríamos de volta pra casa na hora do almoço já não era
concreta. E não foi um perdidão
qualquer, mas um perdidão recheado de urtigas e arames farpados. O próprio
Elson que o diga, guerreiro à frente da tropa e o primeiro a topar com os
arames farpados. Lamentar a bike arranhada foi inevitável. Pode chorar amigo
que o Mural te conforta.
Urtigas e arames farpados à parte, a trilha continuou.
Finalmente em uma das ladeiras o breve momento que elucidou meu questionamento
sobre o cartaz. Descemos brocando a
ladeira e tangendo a boiada como se estivéssemos dentro do cartaz da trilha.
Minutos depois a parada do espeto. Não estava nem próximo do almoço, mas a
“televisão pra cachorro” estava animada. Comer o galeto não era consenso geral
até ele sair exalando sabor e ser devorada pelos 12 Muralistas. Mas
precisávamos terminar a trilha e voltamos a pedalar sob o sol escaldante de 11
horas até sermos agraciados, ao fim de uma testada ladeira, com um chuveirão
“self -service”.
Com benção, urtiga, perdidão e arames farpados finalizamos a
Trilha do Padre. O papa é pop. A trilha do padre também! Esron (Nino).
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

2 comentários:
Que bom Nino que pode vim para essa trilha com o Mural de Aventuras! Parabéns pela resenha ficou massa!
Aí Nino o maior desafio de todos é fechar o calendário anual do Mural como faz o Elsão. Isso vale a pena... Bora Mural. A resenha Nino ficou "muralizada" ao nível das fotos e da emoção que vivemos. Valeu Nino! Elsão "brocação nas fotografias", cada vez melhor.
Postar um comentário