8º Dia em Paraty-RJ: o último dia da Expedição TransMantiqueira, até
aqui chegamos com todas as cargas esgotadas, mas após um delicioso e completo
desjejum somente alguns tiveram coragem de encontrar novamente com as suas
bikes e dar início a aquele pedal que completaria a jornada expedicionária. Quem
ficou, dormiu, perdeu...!. Assim, completos e prontos para mais uma aventura:
Elsão, Rei, João Ramos, Rogerio e eu (Bezerra).
Saindo da pousada, giramos por uns 6km até encontrarmos um estradão, onde começamos a fazer o que mais gostamos: limpar os pneus! Começa um sobe e desce até encontrar uma trilha com descida forte e escorregadia num delicioso single track coroado por uma passagem sobre uma ponte estiada, com piso de madeira, guarda-corpo em cabos, onde só dava pra passar pedestre, então passamos uma bike por vez, por uns 50m de tensão e frio na barriga pois era alta e parecia que ia virar, instável como uma rede esticada. Aí Rei pediu pra repetir e fomos fazer tudo de novo, agora com frio ainda maior, pois com as bikes enfileiradas, a sensação era que ia tombar e ser jogado a uns 10m abaixo, encima das pedras do rio.
Agora continuamos uma subida por uns 4km, em busca daquilo que daria o nome da trilha desse dia : As Cachoeiras. Até aqui somente o Elsão se arriscara a encarar temperaturas próximas de 0ºC e tornar aquele que seria o único banho de cachoeira durante todos os 7 dias da Expedição TransMantiqueira, fato devidamente registrado, em vídeo, que repito até hoje, pois é ali onde a alma do maior Muralista de todos transbordara no seu maior encanto com o que havia feito até ali e resolve encarar e superar seu maior desafio... um frio de 4ºC!!
As baixas temperaturas na região predominaram até o 7º dia, hoje a temperatura
estava por volta dos 18ºC o que nos favorecia, afinal era Rio de Janeiro. Assim,
para coroar nosso último dia, Eu, Rei, João e Rogério nós atiramos nas águas
frias e geladas da cachoeira do Tobogã. Logo em seguida nos recompomos e
subimos ao mezanino do restaurante para a degustação. Então logo de entrada a
cerveja gelaaada e para dar uma aquecida geral aquele conhaque Domeq que fez
muito efeito após a terceira dose compartilhada é claro! Não demora muito aí
começando a apresentação do cardápio costeletas de porco, lulas e isca de filé
de peixe. Tudo muito delicioso. Não aprofundamos mais a exploração do cardápio
pois ainda tínhamos que pedalar e não fazíamos idéia do que vinha pela frente!
Surpresa foi, Elsão resolveu não continuar subindo, e então para nossa
felicidade começamos uma decida de 6km até avenida principal que nos levaria de
volta a pousada. Assim pensando em chegar e tirar o restinho da tarde para
repousar o já sofrido e calejado traseiro. A pousada escolhida por Herrera era
um local muito agradável e muito convidativo a sesta no meio da tarde. Mas a
minha missão não acabara ali, cumprindo a prenda de todo novato na primeira
expedição tomei o posto de Elsão e terminei de lavar as 5 bikes que completaram
a ultima jornada, 8º dia da Expedição TransMantiqueiraSaindo da pousada, giramos por uns 6km até encontrarmos um estradão, onde começamos a fazer o que mais gostamos: limpar os pneus! Começa um sobe e desce até encontrar uma trilha com descida forte e escorregadia num delicioso single track coroado por uma passagem sobre uma ponte estiada, com piso de madeira, guarda-corpo em cabos, onde só dava pra passar pedestre, então passamos uma bike por vez, por uns 50m de tensão e frio na barriga pois era alta e parecia que ia virar, instável como uma rede esticada. Aí Rei pediu pra repetir e fomos fazer tudo de novo, agora com frio ainda maior, pois com as bikes enfileiradas, a sensação era que ia tombar e ser jogado a uns 10m abaixo, encima das pedras do rio.
Agora continuamos uma subida por uns 4km, em busca daquilo que daria o nome da trilha desse dia : As Cachoeiras. Até aqui somente o Elsão se arriscara a encarar temperaturas próximas de 0ºC e tornar aquele que seria o único banho de cachoeira durante todos os 7 dias da Expedição TransMantiqueira, fato devidamente registrado, em vídeo, que repito até hoje, pois é ali onde a alma do maior Muralista de todos transbordara no seu maior encanto com o que havia feito até ali e resolve encarar e superar seu maior desafio... um frio de 4ºC!!
Aqui vamos começar o que também gostamos de fazer antes durante e depois,
o bullying. Os companheiros receberão
por marca, in memória, para que não esqueçam, uma insígnia com 8 estrelas (uma
estrela para cada dia de pedal), das quais ficarão acesas as estrelas que
significarão as metas alcançadas. Então senhoras e senhores vos falarei de mais
um dia difícil na vida dos nossos expedicionários que desafiaram a "Serra
que Faz Chorar": o
7º dia. Após os 453km
já pedalados, ao chegarmos em Campos do Jordão procuramos logo uma pousada e descarregamos
as bikes e imediatamente partimos em missão de completar a aventura do dia:
subirmos até o Pico do Itapeva, que é um local que fica a 15km do centro de
Campos do Jordão, situado a 2035m de altitude com vista panorâmica para 15
cidades, ali a altimetria acumulada da expedição completara a marca de 10.165m. Mas é ai que começamos a contabilizar as nossas perdas:
Renato, Herrera, Luis Carlos e João
Ramos, abrem a lista enorme para o primeiro dia fastuoso... dia dos arregões da
TransMantiqueira. João Ramos não estava em condição ou como disse Luis ”fingiu
de morto”, para escapar inteiro? O que não é a mesma coisa. Tudo ocorria, mas
não sem os veementes protestos de Elsão e Rei coordenador do ano. Meu ovo!! Quero
minhas 8 estrelas!! Isso ocorreu por volta das 11h, Elsão, Rei, Sérgio Luz,
Rogério e Eu, quando partimos em direção ao Pico do Itapeva, com volta quase só
decidas, com muitas curvas insanas, foi em uma dessas que eu sai pela tangente,
num susto monumental, mas graças aos pneus, me sai dessa ileso e sem perder a
pose segui em frente pois sem querer acertei o caminho traçado no GPS. Para
encerramento paramos no centro de Campos do Jordão em um restaurante e pedimos
uma torre de chopp com 3,5l, que após algumas taças parecia que não íamos dar
conta mas com Serjão da cerveja ele não arrega e fez as honras de tomar até o ultimo
gole, ai voltamos para a pousada para o merecido descanso. Pois no dia seguinte
ainda tínhamos que chegar a Paraty.
E assim, declaro por concluída a minha primeira participação em Expedição
do Mural de Aventuras da qual guardarei lembranças incríveis, não menos que a
realização de sonho que tinha desde o dia que entrei para o Mural. Meus amigos
aqui deixo meus agradecimentos a Elsão em especial e a todos os companheiros
amigos de aventura. Vocês são grandes na amizade e no companheirismo os quais
declino a seguir, com maior estima: Elsão, João Ramos, João Herrera, Luiz Carlos, Rei,
Renato, Rogério e Sergio Luz.
Zé Bezerra.
Zé Bezerra.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR


















3 comentários:
Mais uma Expedição incrível, por lugares incríveis e com pessoas incríveis!
Obrigado galera por poder compartilhar com vocês cada emoção dessa aventura.
Esse foi o último dia da Expedição TransMantiqueira.
Que venha agora a Expedição TransAndes (Chile)!!!! Bora Mural!!!
Parabéns Elson pelas fotos, balas. Parabens Bezeride pela resenha, dá pra escritor...kkk. E parabéns os demais colegas e principalmente os que participaram de todos os dias, vocês são os caras! E por parabéns pra mim, por ter aguentado até o fim! Até a próxima se Deus quiser.
BMMP Ansiedade em alta!!!
Valeu Bezerider. Com certeza as expedições são o ponto alto do Mural. A cereja do bolo das aventuras.
Parabéns!!!
Postar um comentário