Imagine uma trilha com a cara do Mural de Aventuras…
“Elson, você beija quando... kkkk” Só quem realmente foi para a trilha
do Recôncavo vai entender essa.
Mas é muito
prazeroso acordar as 04:00hs para pedalar, há quem nos chame de malucos, mas
não sabem que o melhor da vida deve ser vivenciado a 1000 grau!!!
Eu e Mara, partimos de Salvador em direção ao ponto de encontro (Rei da
pamonha - Simões Filho). Chegando lá, encontramos Elson e Kadjon. Pouco tempo
depois chega Fernando para unir-se a nós em mais uma trilha cheia de brocação e
superação de desafios. Por volta das 06:00hs partimos para Cabuçu, logo em
seguida Elson recebe uma ligação de Plech, que pede para esperarmos pois já
estava a caminho na BR-324. Kadjon e Elson ficaram muito felizes, pois paramos
num restaurante e os dois se esbaldaram no café da manhã daquele local, sem
falar que foi uma parada estratégica para o número 2 (vocês entenderam né?).
Logo, decidimos seguir para o destino - que passaríamos por Santo Amaro
até chegar a Cabuçu. Como Plech estava atrasado, sabíamos que o almoço estava
por conta dele!
Por volta das 08:00hs iniciamos realmente a trilha, onde voltamos pela
pista saindo de Cabuçu até pegar a trilha com algumas subidas e descidas
fenomenais. Como não conhecia a trilha, eu ia me maravilhando com o belo visual
do recôncavo baiano, pois subíamos cada vez mais, e a vista era de tirar o
fôlego!! Víamos Salvador e a Ilha de Itaparica bem de longe, um contraste da
paisagem unindo o mar e a floresta, mas sem dúvida alguma, uma das mais belas
que já vi... Em algumas horas eu já estava cansado de tanta subida, Mara se
posicionava sempre superando cada subida e eu ficava para trás. Após pedalarmos
quase duas horas e meia, tivemos a primeira parada para um lanche e repor as
energias. (confesso que eu já estava mortoooo, mas não me entreguei ao
cansaço). Subimos mais um pouco passando pela subida do passarinho e por alguns
single tracks, logo aparece mais uma bela paisagem, uma vista bem do alto onde
vimos Santiago do Iguape por completo e o rio que beira a cidade. Em seguida
Elson avisou que teríamos uma descida ao estilo Mural de aventuras, e foi mesmo
de arrepiar! Uma descida em calçamento e curvas, trajeto cheio de emoção.
Daquele lugar fomos a Santiago do Iguape, e para surpresa de todos, o pneu da
bike de Elson começa a vazar e ficamos parando para encher com a bomba,
rodávamos um pouco mais e parávamos novamente para encher o pneu. Quando
chegamos a Santiago do Iguape fomos almoçar, era uma birosca (Elson já conhecia
o lugar), mas o almoço era maravilhoso... fiquem com água na boca, mas comemos
ensopado de ostra, sururu, siri catado e moqueca de arraia tudo isso por um
precinho. Enquanto aguardávamos servir o almoço Elson e Plech consertavam o
pneu da bike de Elson, e Kadjon falava como foram as aventuras na expedição
Trans Andes, pasmem! Não faltou falar de ninguém (oh língua ferina...) quero
morrer amigo de você Kadjon.
Após o almoço, fizemos uma parada rápida para repor água num
mercadinho e partimos pelo asfalto, rodamos uns 5 km e logo voltamos para a
trilha. Não deu nem tempo fazer a digestão, era subidas e mais subidas em
lugares onde tínhamos que carregar a bike, muitas valas e erosões que
impossibilitavam pedalar. Quando não tinha que carregar subindo,
tinha descendo pois era só cratera, paredão, sem falar nos vários trechos de
areia . Lá pelas tantas, eu não aguentava mais subir, estava prestes a deixar a
bike de lado e voltar, mas Elson me disse “Jampa, você quer ficar aqui quando
anoitecer? ” eu disse que não, mas eu não to aguentando... Nesse momento Elson
pegou um galho de árvore e começou a me benzer, todos ficaram tirando onda da
minha cara, mas neste momento Plech falou algo bastante interessante “Jampa,
essa é uma batalha física e psicológica, pense que você vai conseguir, imagine
que a trilha está começando agora” galera, essas palavras fizeram toda
diferença para que eu terminasse o percurso. Mas as dificuldades no terreno
continuavam, até que em meio a subidas e descidas, Plech caiu e quase se
machuca batendo o pescoço num toco de árvore no chão, mas foi apenas um susto e
tudo ficou bem.
Quase cinco da tarde, passa por nós um nativo montado em um cavalo e eu
faço a pergunta clássica: ‘’moço, está perto da estrada? ” o filho da mãe diz
que sim... Mentira da porra! Pedalávamos cada vez mais e mais, e nada de
chegar. Começou a escurecer, o sol se foi e ficamos à noite dentro da trilha.
Ainda bem que Elson sabia do caminho de volta, pois se dependesse de mim,
estaríamos todos ferrados.
Mas logo encontramos o asfalto e seguimos de volta para Cabuçu.
Repentinamente ouvimos um estouro, pensei que eram tiros, mas foi o pneu de
Elson que estourou. Como estávamos perto dos carros, deixamos Elson e Mara no
meio da estrada e fomos buscar os carros para resgatá-los.
Assim, concluímos a trilha do Recôncavo cheia de desafios e emoções que
não são para serem esquecidas nunca mais.
Agradeço a Deus por
proporcionar-me essa experiência com amigos tão legais no Mural de
Aventuras. Bora Mural!!!!
Márcio Jampa.
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3 comentários:
Resenha massaaa Jampa, parabéns pela superação!!!
Galera essa trilha tem um visual incrível, e muita brocação também.
Uma trilha indescritível, muito bem descrita, Jampa! Valeu, galera! Foi massa!
Essa trilha, as fotos e a resenha são um espetáculo. Mas só participando mesmo para entender a "emoção desse desafio". Parabéns Jampa pela superação e parabéns ao Mural de Aventuras. Quero que chegue logo o dia da próxima trilha do Reconcavo pra estar com vocês nessa aventura extraordinária.
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