JIBA 12 - "Na trilha do Demônio o Inferno é o
Paraíso!"
Nível 5 começa a tomar conta do meu objetivo, após a
divulgação do Mural em seus Posts. Inscrevo dia seguinte, assim que faço parte
do grupo, percebo um Biker entre os desafiantes do JIBA 12 - Lucas Rocha!
Muralista bastante disciplinado na técnica em fazer correr os Papucos
chorões...ele afirma com palavras bastante irônicas, incisivas e terroristas.
Custo a acreditar que será assim tão assustador, enfrentar a trilha mais
desafiante do Mural!
Bola pra frente, pegamos estradas e eu na boa companhia de
FoltZ - figura gigante, de bom carisma e
com belíssimas histórias de suas disciplinas de ex - combatente durante os
tempos da Guerra das Malvinas, sendo assim pensei: a trilha será sopa!
No caminho, próximo da fazenda na região da cidade de Santo
Antônio, já começava a notar as características da trilha cavernosa. O carro do
Coordenador Elson estoura o radiador; talvez pelo esforço das dezenas de
subidas no caminho, ou quem sabe um alerta que as coisas não seriam tão fáceis.
No meio da estrada escura e técnica, a gente parava a cada 5
minutos para repor mais água no radiador do carro e assim, quem sabe, chegar
tranquilo na fazenda.
Chegamos em um ponto bastante alto da região, lá estava a fazenda. lugar bonito e prazeroso, o que
faz eu pensar: como deve ser maravilhoso morar em lugar como esse longe do
stress e correrias, do dia a dia das grandes capitais.
Ao entrarmos tivemos uma recepção calorosa da família e um
jantar digno dos Césares Romanos! Farta e saborosa! Eu, claro, tento ser
cauteloso na alimentação antes de dormir - afinal teríamos uma aventura temida
no histórico do Mural. Mas, aí ouço a frase séria e sombria do
Coordenador: " JIrdel, o cavalo
anda de acordo com o que come, então, aproveite!"
PutZ!
Nessa momento olho de relance para Lucas e o vejo sorrir
como um verdadeiro terrorista. Meio que sinalizando sobre o pior que está
porvir!
Dia seguinte, novamente, uma refeição matinal no estilo dos
Reis. Amante da arte e da história
percebo, talvez, a "armadilha" e acreditem isso quando acontecia, no
período Gregos e Romanos, era por que iriam enfrentar, dia após, uma guerra
sangrenta. Mantenho a firmeza da tranquilidade - é apenas mais uma trilha entre as dezenas que
já desbravei pela Região da Chapada Diamantina.
Em frente à fazenda começamos a preparar as Bikes, a vista
das colinas - coberta por mantas verdes da natureza - causa uma efeito
espetacular de um dia lindo. O brilho incandescente do sol ás 6:30 da manhã -
cria uma expectativa que iria fazer bastante calor. Nessa temperatura, a cultura
imposta de uma cadência frenética dentro do Mural, seria como atravessar chão
em brasas e recebendo sopros de ar quente. Mais uma vez, lá vem Lucas com seu
terrorismo intelectual: "Ainda dá
tempo de desistir!"
Sinto meu humor querer mudar, geralmente curto desafios
assim porém, a medida que Lucas vai apontando o terror que está por vir
- sinto que terei um
dia nada agradável.
Ao Sair da fazenda avistamos a distância longa, altura e o
comprimento da Serra da Jiboía. E Somos avisados que iríamos subir ela três
vezes em locais diferentes. Subir uma vez já era surreal, imagine?!
Damos início ao aquecimento sentido a JIBA, na estrada
dezenas, centenas, sabe lá quantas subidas - de fazer o pulmão falar com Deus
em súplicas. Algumas pareciam que a bike subia de cabeça para baixo! Esperar
área plana para desfrutar melhor a paisagem, era quase um sonho. Descidas,
quando surgiam, não compensavam em nada, ABSOLUTAMENTE em nada, a próxima
ladeira que estava vindo. Tipo: subíamos uma íngreme e violenta entretanto,
descíamos uma curtíssima quase sem o sabor do vento ao rosto. Que se empurrássemos
a bike descansava melhor.
Caramba! A sensação que tenho, é que o Mural mapeou essa
trilha propositalmente nos seus aspectos extremos para apenas chegar na Serra.
O desânimo já
começava a surti efeito em cada subida. E a Serra ainda estava longe pacas!!
Tento soltar a palavra motivadora de sempre entretanto, na subida entre respiração
ofegante, pernas travando e o sopro do ar quente do dia, percebo que é melhor economizar
fôlego do que gritar "vibração" nesse momento tão Pank!
Mantendo a cadência padrão e veloz do Mural - era possível
perceber que a equipe mesmo em um dia duro que iniciava, estava motivada.
Típico da cultura espetacular do Mural de Aventuras. Mara e FoltZ - assim como eu, dois bravos novatos nesta
trilhada, já demonstravam aos poucos que algo poderia estar errado. O corpo
reclama, o suor já escorre na face como gotas de brisas de uma neblina que
surge na madrugada das Serras úmidas. A postura rotineira do corpo, ao buscar o
melhor posicionamento, para enfrentar as subidas, era exigidas no automático.
Arriscar desobedecer era quase um "tiro no pé".
A beleza local surpreende, tento com minha nobre máquina
fotográfica, registrar os pontos lindos das paisagens mas, impossível! As
subidas tomavam as rédeas e o foco principal era mantido na bike. Deslumbro a
arte mágica da natureza nos relevos da região...mesmo sob respirações ofegantes
e músculos tensos, para enfrentar tantos desafios, no primeiro dia...vale a
pena levantar um pouco a cabeça e olhar ao redor. Chega a ser incrível!
Quando chegamos no início da Serra, percebo outra vez o
terrorista, dos Papucos chorões, gargalhar em silêncio. É aí que percebo que
talvez eu esteja entrando em paranóias com o aspecto bonito e sombria da JIBA.
Durante esse lapso mental - O Coordenador começa a dizer que a festa iria
começar a partir daquele ponto, Não tem o por que não sonhar: Agora sim vamos
relaxar na subida em mata fechada!
Ledo engano. Pior, começo a ouvir meus pensamentos alertar
repetidas vezes: viu, eu te disse!
Bezerra, Lucas, FoltZ e Mara acompanham com bravura o Líder
muralista, cá fica eu, como um amador sem entender o que ocorre nessa subida
serrana tão técnica; onde suas valetas profundas,lombadas de raízes e pedras
sinalizavam cada vez mais o terror do caminho sem fim.
A frente dessa trilha, onde o solo foi detonado pelos
motoqueiros, alguém desafia a natureza e berra: BOOOORAAAA MURAAAAL!!! Quem
mais seria tão vibrante assim.. Eu, FoltZ e Mara paramos por alguns minutos...
e respiramos fundo, em busca de forças para continuar e ao olharmos para o alto
reconhecemos a voz que ecoava entre as árvores escuras do local - era possível
sentir a energia pulsante em querer arrastar os Muralistas a seguir cortando a
Serra ao meio, e a voz motivante do Coordenador continuava ecoando.
Notamos, naquele momento, que a Serra leva seu nome Cravado
nela e ela reconhece o seu desbravador louco e o protege das armadilhas dos
caminhos. Assim como um filho pródigo, que volta para sua casa, ela o acolhe de
braços aberto. E logo atrás, como um bom Biker, seguindo o líder Muralista, lá
vai ele no vácuo sorrindo, rindo, gargalhando vibrando junto: Lucas! Nessa hora
penso: O Demônio e o seu filho
endiabrado, Mefisto!
Bezerra, não deixa passar nada em branco pelos trechos
violentos da trilha técnica, que exige toda a sua expertise de sua quarta
experiência dentro dela. Era possível ver no percurso do caminho o corpo
interno da Serra sendo desbravado por aquele
que a conhece muito bem. Com impulsos rápidos; Bezerra demonstra que não
só as boas manobras técnicas podem vencer e domar o medo do terreno distorcido,
e sim a garra e a força impulsionada por um Muralista que talvez seja melhor
caracterizado, para seguir rumo nessa trilha exigente.
Enquanto eu, Mara, e FoltZ lutávamos com bastante
malabarismo ultrapassar cada pedaço de terreno distorcido onde só os insetos
tinham a coragem de desbravar sem o medo de se acidentar! "O primeiro
beijo sempre é ardente!" PutZ!
Trilha escura, valas profundas, valetas cobertas de pedras
roliças, galhos, raízes, e por fim, algumas lombadas criadas pela natureza, por
árvores imensas, atravessando a mata fechada!
Em muitos pontos, a bike fazia parte dos nossos ombros para
serem carregadas... Impossível pedalar alguns trechos onde as motos destruíram
por completo o solo, degradação ambiental nítido e merecedor de denúncias ao
órgão competente.
Mas, vamos em frente!
Onde podíamos, pedalávamos como loucos insadescidos pela
aventura, e não deixávamos a desejar. Bastava perceber nos semblantes cansados
e ao mesmo tempo insistentes em continuar, de toda a equipe de sangue verde do
Mural.
Daí me vem à cabeça, o por que alguns afora teme em entrar
para essa equipe de aventuras. Disciplina, respeito, bravura e sangue nos olhos
deve fazer parte do currículo do cidadão que queira fazer parte desse grupo,
especialmente criado para indomáveis.
Chegamos numa belíssima cachoeira no meio do caminho...
Fotos, banhos, relaxamento e um pouco de descontração fizeram parte desses
momentos curtos.
Dez minutos após, pé na Jiboía, a subida não deixava de
exibir sua incrível e bem escrita no solo a técnica das dificuldades no nível 5
ou quem sabe nível 5x5!!
Paramos no topo da Serra - visual único e emocionante,
realmente, nada se compara as belezas do topo de qualquer montanha Serrana.
Estupendo!
Uma rápida orientação do Coordenador sobre a rota bem
apimentada no estilo Dawhiill! Daí ouço um alerta: "cuidado com as pedras
que surgem no susto" e continua a sinalizar que seria bastante rápida, ou
seja, vamos descer uma montanha russa espetacular.
#PARTIU - SOLTA O FREIO!!!
Começamos a descer o outro lado da Serra, mata bem fechada,
o que confirma que poucos têm a coragem de descer contudo, no Mural coragem e
desafios já circula no sangue verde das estampas do uniforme!
Rapidamente todos somem de vista dentro da belíssima mata
que surrava cada um dos muralistas dos pés à cabeça; quase como o famoso "
corredor polonês" e que sinceramente, parecia leves avisos da natureza
sobre a descida perigosa e ao mesmo tempo espetacular.. E fomos ousados,
desobedecemos a natureza e a bike dançava no solo, o corpo reluzia de
adrenalina - assim com um belíssimo balé argentino.. Incrível!
A emoção resolve
complementar, e recebo o primeiro TAPA da natureza pela desobediência, surge a
"famosa pedra" que não percebo e só jogado para frente numa
maravilhosa cambalhota. No auge dessa emoção trágica; percebo tudo em câmera
lenta! Mara, como sempre boa companhia
de aventuras estava sempre ali do lado para qualquer apoio e, me auxilia.
Notamos que nada grave aconteceu então, seguimos novamente para a nossa longa,
insana e tentadora trilha.
Voamos baixo literalmente, o pulso sente a firmeza das mãos
no guidão e a preocupação em manter a bike bem direcionada. Mesmo a uma
velocidade reluzente.
Árvores baixíssimas surgiam, baixar a cabeça - na altura do
guidão - era recomendado pelo instinto. E mais uma vez, a dança frenética das
curvas, o gingar da bike, a força do
vento que tocava na mata fechada causava cenas cinematográficas. Era impossível
não sorrir, gargalhar como loucos sortudos por serem presenteados a curtir aqueles
momentos tão estimulantes!.
No meio dessa adrenalina de emoções, sendo desfrutado por
esse amante do Mundo bike, surge ela de novo: a natureza! Me freia numa trágica
curva fechada que beira ao abismo na altura da Serra... Na alta velocidade, que
estava, não consigo controlar a bike que tenta a todo custo me ajudar a manter
firme as rédeas..sinto o guidão girar para a direita tentando obter o comando
da adrenalina - no instinto - forço para a esquerda e jogo todo o corpo para
trás e assim - quem sabe - evitar algo pior..
Em vão... Ela vence.. Me joga tão alto que ainda dá para
perceber a agressividade da queda antes mesmo dela acontecer.. A bike se
deslocar das firmes sapatilhas, quase que no automático. Após giros no ar -
caio na mata lateral densa beirando o precipício e para em seguida levar minha
cabeça a uma pedra perfeita escondida entre as folhagens... Nessa hora percebo
o grande valor que dou ao capacete! Mas a natureza não se contenta, e ela tenta
me surrar um pouco mais... E lá vem a bike de caldo, em queda livre, para me
acertar de cheio, novamente o instinto protege o rosto.. Mas tinha o pedal...
Que me acerta na virilha e daí fico mudo, estático, curtindo a dor em contagem
regressiva.. E lá fico deitado quase que desmaiado....nesses momentos de
gemidos dolorosos, no eco bem abaixo da serra, O Líder Muralista Grita me
chamando, perguntando se está tudo bem... Sem forças para responder continuo
deitado esperando a dor esvai-se... E o grito de alerta continua vindo do meio
da Serra, repetidas vezes soar pelo meu nome, essas tentativas de obter uma
resposta minha, faz com me mantenha despertado. Tento levantar com dores...
Elson continua insistentemente a me chamar... Bravo! Pois isso me ajuda a
deixar eu mais acordado. Levanto para pegar minha bike; que a invejo ao notar
que nada sofreu com a queda, nem sequer um arranhaozinho...
Ao montar, com certo desconforto, sigo morro abaixo..movendo
rápido como se nada tivesse acontecido. Ao chegar noto todos juntos me
esperando preocupados...
Após meu Ok, que está tudo bem...o semblante motivadores de
todos se reacendem!
Era o sinal positivo que os Muralistas queriam de mim...
Para voltar a descer turbinados a Jiboía nada sorridente. Curvas técnicas de
encher os músculos de adrenalina. E eu lá, ainda buscando forças para esquecer
o susto da queda anterior! E já sem dores, anestesiado com a beleza das
manobras surreais não me esforço muito s voltar a curti tudo novamente.
Chegando próximo do fim da serra, era a vez de FoltZ fazer
honrar ao nome da Jiboía! Quase no fim - da rápida descida - surge um curto
trecho de areia fofa profunda... Que ao tocar o joga para muito alto que ao
cair era possível vê-lo curti as esperanças de não ter quebrado nada! E mais
uma vez, lá estava ela, Mara sempre ali do lado para apoiar e só continuava a
pedalar após a certeza que estava tudo bem. Bravo Mara! Depois seguimos a rota!
Estamos de volta aos belos estradões com suas belíssimas e inúmeras subidas,
enfeitadas de belezas naturais ao redor.
Pois é... e vc aí caro leitor, torcendo pela gente, já
querendo nos dar uma trégua né? Mas, no Mural, trégua é por mais sangue nos
olhos!
Vamos que vamos!!!
Algumas horas depois, somos avisados que iríamos parar por
alguns minutos logo adiante para termos um tempo para beber algo e lanchar..
Mas, nem sempre é fácil assim.. Na luz quente do dia que nos atormenta subimos
muito sem parar. Arrisquei a olhar um pouco para FoltZ e comecei a ter uma
certa ilusão de que o sol o derretia. Mara já não falava tanto... Penso que resolveu
internalizar tudo que vinha pela frente... Muitas vezes soltava a frase com a
voz já cansada e vencida pelo dia que
ainda não terminou. " cara, nunca vi tanta subida assim em minha vida..
Borá murall...."
Próximo da chegada, para o lanche, como sempre, sem aviso
prévio o Coordenador entra na direita de "supetão" (antes de uma
descida que parecia ser nosso milagre a ser desfrutado) numa subida curta e
forte.. ladeira tipo: na posição de lançamento de foguete. Quem disse que a
vida é fácil? chegamos no ponto de apoio. Na boa recepção local, nos
refrescamos regado a uma saborosa farofa de carne do sol - coisas da logística
do Mural!
Descanso? Não esqueça que aqui no Mural essa palavra não é
bem vinda! Terminando, partimos para enfrentar o que tinha de melhor: o sol das
13 horas! E com subidas então.. Olha só que bacana!
Juntos e enfileirados, seguimos para a outra ponta da serra
da Jiboía.. E acreditem tínhamos que enfrentar ela pelo rabo!
Uma hora após, sob sol forte, estávamos diante dela novamente
e tenho que admitir, uma das Serras mais lindas que já presenciei... Os raios
de sol reluz cada folhagem externa que possui. Entretanto a dor está dentro
dela. E lá somos postos à prova psicológica, ao nos aprofundar em seu ego
radical, orgulhosos e tenebroso!
A subida, com seu vasto terreno acidentado e corroído pelo
tempo, mostra o quanto ela exige dos desafiantes: paciência, controle
emocional, e o melhor, mostra que é possível se tornar parte dela... É quando
somos tomando por uma loucura que vai nos possuindo a cada passos curtos,
que pareciam intermináveis.
As forças vão aos poucos se esvaindo na medida que
continuávamos a ultrapassar cada obstáculo. Pedalar nesse caminho era terrível
e carregar a bike em certos pontos, pior ainda..tentar descansar não ajudava em
nada. Só criava uma falsa ilusão. Meu humor muda radicalmente. Na mesma
proporção bíblica, transformação da água para o vinho. Começo a não ter um
raciocínio sóbrio e já não consigo distinguir qual o lado correto para frenagem
da traseira e dianteira. Acabo confundindo essa lógica e peco em não perceber
que a falta de glicose poderia ter sido a razão.
Ao terminar, um trecho da trilha fechada, damos de cara com
uma praça imensa de valas em perfeita distorção Serrana.. O solo já se confunde
com a realidade e o irreal toma conta do ambiente. Mara, que está ao meu lado,
simplesmente não acredita na maldade que a natureza presenteia a equipe. FoltZ
já nem olha e nem fala, se anestesiou por completo; parecia que sua própria
alma o carregava. Olhamos para o fim dessa "Arena de combate" e no
ponto alto dela se encontrava o Líder, sentado em um pequeno monte.. A visão
que tenho, na primeira vista, era que se tratava de um trono. Como uma equipe
destemida, estávamos Juntos e unidos, lutando contra uma Jiboía feroz que não
se permitia que qualquer um a invadisse sem uma licença prévia. E naquele
momento, só alguns possuía!
Logo, Chegamos no topo! Repetidamente, somos avisados da
maravilha do próximo downhill. Cautela
nas manobras e frenagens leves foi o recomendado.
Ao começar a trilhar,
não dá para pensar muito, trilha rápida com suas valetas surpreendentes,
como quebra molas inversas, curtíamos os movimentos dos amortecedores assim
como o bem estar de um pula pula. Logo, sou tomado por um flash na memória. ..
"Como era bom ser criança" . Na medida que vencemos os desafios da
Serra, esses dawhills acabam se tornando um presente.
Do outro lado da Jiboía, em outro ponto desconhecido, vejo
que a cada hora que passa o quanto é maravilhosa esses percursos. Naquele
momento o líder sangue verde informa que iríamos para a Cidade de Santa Tereza,
detalhe: pela mesma trilha montada para o Suba 100.
Pois é, já era muito? Que é que isso amigo, aqui é o Mural
de aventuras. E só acaba quando a bike estaciona para dormir.
Sob a luz de um lindo entardecer, com várias cores dos raios
solares, tomava conta do fim do dia.. Lá estávamos nós descendo em um ritmo
alucinante a trilha do Suba 100. Com suas rampas de terras construídas para
determinado propósito durante a competição.. Tivemos o prazer espetacular de
curti-la a moda Mural! E de lá gritava e ecoava o mesmo som em ritmo frenético
e puro: Boraaa Murallll!!
Após alguns minutos, chegamos em Santa Tereza, sob os
olhares de surpresas dos moradores enquanto ouviam em praça pública um estimado
arrocha dominante, somos recebidos por um ambiente bonito e acolhedor. Paramos,
nos abraçamos pela vitória daquele dia. Apenas o desse dia, foi vencido por
Muralistas corajosos e com sede de continuar dia seguinte!
A pousada e sua recepção nos surpreende, um belo jantar à
espera... Com decoração esportivos de asas deltas espalhadas em alguns pontos
mas, é a TV a cabo que acaba sinalizando que o local se tratava de ponto de
apoio no mundo esportivo. A todo o
tempo, ligado em programa no mundo esportivo!
Um banho, depois lavamos o uniforme, e com sorrisos cansados
nos olhávamos e jantávamos... Na expectativa de um novo dia em uma nova
aventura. Afinal, iríamos subir a Serra da Jiboia pela terceira vez em outro
ponto mais desafiante! E amanhã, acredito, será um dia melhor para enfrenta-la.
Estaremos mais preparados para ela, sabemos agora como ela
pensa e respira. PutZ! Vibraçãooooo!!!!!! Boraaaaaaa!!!! Jirdel Araujo.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
5 comentários:
Parabéns Expedição Serra da Jiboia 12! Muito Top! Não poderia deixar de lembrar a Jirdel para que não esqueça, por pior que a situcao seja : Lado direito é freio traseiro e lado esquerdo freio dianteiro...Resenhas Tops fotos falam por si, Top! Bora Mural!
Jirdel, parabéns por encarar Jiba. Ela é uma experiência que todo muralista tem que passar. Não porque é nível 5, mas porque é a mais temida e a mais incrivel. A jibóia é muralista e a mordida dela machuca, mas seu veneno contagia nosso sangue e nos deixa com vontade de voltar sempre. rsrs
Meu amigo, sua resenha está fantástica, que viagem que você fez. Adorei!!!
Parabéns a Mara e Foltz também. Lucas e Bezerrider show!!
Elson tem uma sintonia com cada canto desse local. Ele interage como ninguém dentro dessa mata. Valeu Elsão.
Bora Mural
Jirdel, parabéns por encarar Jiba. Ela é uma experiência que todo muralista tem que passar. Não porque é nível 5, mas porque é a mais temida e a mais incrivel. A jibóia é muralista e a mordida dela machuca, mas seu veneno contagia nosso sangue e nos deixa com vontade de voltar sempre. rsrs
Meu amigo, sua resenha está fantástica, que viagem que você fez. Adorei!!!
Parabéns a Mara e Foltz também. Lucas e Bezerrider show!!
Elson tem uma sintonia com cada canto desse local. Ele interage como ninguém dentro dessa mata. Valeu Elsão.
Bora Mural
Bela resenha Jirdel...compatível com a magnitude da jiba!!!
Menti em algum momento?rsrs aprendeu a lição né...já sabe o que fazer na próxima jiba.
Bora Mural!!!
Valeu cada minuto e já da saudade! Obrigado Jiboieros! Grades companheiros.
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