É com imensa satisfação que redijo aqui, aquilo que foi por
mim demais esperado e almejado: 1ª CICLO AVENTURA COM O GRUPO MURAL DE
AVENTURAS!!!
Há quase 01 ano tenho acompanhado de “bastidores” os pedais
e ciclo turismos do Mural, nos relatos empolgados e cheios de detalhes do meu
marido muralista “ Marão”. Diante disso me vi seduzida a participar dos
encontros semanais “CTM “, para me ambientar com o perfil do grupo e também com
o ritmo “ brocação” inerente a cada um deles. Confesso que no início diante dos
primeiros trechos, pensei em desistir, pois era tudo diferente do que eu tinha
feito até aqui, mas, logo percebi que era a hora de sair da minha zona de
conforto. Intensifiquei os treinos solo, para não fazer feio e oficializei meu
ingresso no grupo: Enfim Muralista!
Uma vez Muralista, a primeira aventura foi marcada: A data
era 21/05 e o destino era a Costa do Dendê!!! O dia combinado era uma
sexta-feira, e a semana foi recheada de planos, ansiedade, medos, insegurança e
preparação. O encontro seria as 18h, mas, devido aos contratempos que
envolveram cada um dos participantes, que foi de carro quebrado a
engarrafamentos, enfim nos encontramos na BR 101, num posto qualquer .
Apresentações feitas, conheci aqueles que seriam meus companheiros de aventura
: Elson, Ito, Plech e Willyam, Mário e Eu.
Seguimos viagem sob muita chuva até Cruz das Almas, onde
resolvemos parar para jantar. Neste momento pude ter uma percepção melhor de
cada um, e notei que as risadas seriam fartas. Prosseguimos a viagem até
Valença, o sono e o cansaço já nos consumia. Uma vez em Valença, fizemos a
primeira parada, e Elson, nos apresentou Jovanda, ciclista entusiasta do Mural
de Aventuras daquela região que veio nos dar as boas vindas. Continuamos por
alguns minutos e logo após já desembarcamos na pousada. Fomos descendo nossas
bagagens e pertences, e recebemos as chaves onde cada um ficaria hospedado, e,
já passava de 01 h da manha.
A noite apesar de curta, demorou a passar... a ansiedade era
demais! Elson queria que todos estivessem prontos para o café da manha as
06:30, e assim foi feito. Tomamos um café reforçado e fizemos todos os ajustes
necessários na bike e nas mochilas, com os utensílios necessários para a
viagem. Todos a postos, o dia já estava lindo e mais uma vez fomos
recepcionados por Jovanda, que partiu conosco por Valença até uns 08 km, onde
paramos para a foto oficial com ela e nos despedimos agradecidos pela atenção
dispensadas ao grupo.
Continuamos pedalando por mais uns 04 km, com belas subidas,
e Elson fez a parada para o Briefing, onde fez as devidas orientações e
esclarecimentos do que seria nosso 01º dia de aventura. Seguimos até o
atracadouro, onde pegamos uma embarcação até Gamboa do morro. A travessia foi
bem tranquila, a base de muitas risadas, resenhas e muita foto. Uma vez em
Gamboa, de visual deslumbrante e aconchegante, com clima bastante ameno,
seguimos em uma pequena caminhada até o cartão postal do local, onde fizemos
uma parada pra foto. Daí iniciamos o pedal pelas ruelas do local, e Elson
adentrou numa ladeira, que na minha opinião era intransponível. Mas na hora fui
alertada por Mário: Bora... isso é Mural!!!
A subida era bastante íngreme, com grandes erosões, mal
consegui avançar e o amigo Plech me deu uma dica valiosa, bike-bolsa, e assim
ficou mais fácil a subida. Vencida a primeira ladeira, o visual era surreal,
compensando todo o sacrifício da subida. Partimos adiante por um longo trecho
de areia fofa e estradão, circundado por arames farpados, e desembocamos na
parte mais alta de Morro de São Paulo. Pausa para admirar outro visual
incrível, onde todos fizeram questão de registrar cada ângulo. Descemos por uma
ladeira de paralelepípedo bastante alta e comprida, que nos levou à praça
central de Morro de São Paulo.
Seguimos numa longa caminhada pelas ruas do local, já que
não permitem pedalar, e fomos para a escadaria que leva a famosa tirolesa e o
Farol. Tiramos várias fotos e partimos de volta ao morro, onde prosseguimos
novamente numa longa caminhada
apreciando as belezas locais. Paramos no píer principal... e mais fotos!!! Já na passarela da 02ª praia
paramos para repor os camelbaks e descansar numa barraca que oferecia cerveja
gelada e um famoso ambulante apareceu com uma cesta de pastéis com um molho de
pimenta saborosíssimos para nossa alegria. Logo após a pausa do lanche,
partimos pela 03º praia, já pedalando na extensa faixa de areia, onde o céu e
mar exibiam um igual azul. Já na 04º praia, o que parecia fácil, começou a
pesar e fizemos mais uma parada para “hidratação”. Após esta breve parada,
pregamos uma peça no amigo Willyam, que antes de seguir, resolveu ir ao
banheiro e todos se esconderam. Após o momento de descontração, seguimos pela
extensa faixa de areia batida, que intercalava trechos de manguezais e riachos.
Fomos pedalando num ritmo intenso, e o mar parecia avançar e estreitar o
caminho, nos levando a não entender de que maneira avançaríamos... e num salto,
Elson nos surpreendeu com um comando que nos fez retornar e adentrar na mata atlântica,
recheada de single tracks, areal, e riachos punks, numa aventura massa e
adrenalina a 1000º grau. Desembocamos num trecho que nos levaria a praia de
Garapua, onde Elson fez um breve e empolgante discurso, descrevendo as
maravilhas do local. O cansaço e o calor era grandes, e neste momento,
chegávamos na barraca do famoso “Pipoca”, uma figura extremamente carismática,
prestativa e simpática.
Estacionamos nossas bikes e dispomos nossos pertences, sendo
informados pelo coordenador que nossa permanência ali seria longa, pois
dependíamos da maré baixa para seguirmos viagem até boipeba e naquele momento
estava a avançar. Permanecemos ali, onde pudemos calmamente tomar banho de mar
e chuveiro, almoçar e lavar nossas bikes. A conversa rolou solta e não faltaram
varias fotos, resenhas e gargalhadas ao som eclético do amigo Ito.
Uma vez alimentados, fomos cada um a seu modo descansar, e o
amigo Plech escolheu uma das mesas de madeira disposta na barraca para dormir,
e, de repente, observo um plano mirabolante surgir, onde um balde enorme,
cedido pela figura do pipoca, passar cheio dágua do mar pela minha frente para
ser arremessado no companheiro, que a esta altura já roncava...sem dó, jogaram
toda a agua sobre a criatura que se afogava no que chamava de tsunami!!!! As
risadas rolaram solta, enquanto Plech tentava descobrir os culpados...que eu
não conto nem sob tortura.
A noite chega... a lua cheia já se mostrava exuberante sob
os nossos olhos, iluminando todo o mar, e o vento frio e intenso já nos
castigava. Levantamos acampamento, e fomos dispor nossas bikes na areia, onde a
maré já havia recuado o suficiente, devidamente equipadas com luzes noturnas.
Passava das 19 h e partimos sentido a Boipeba que segundo Elson estava a 10 km
dali numa vasta faixa de areia. O mesmo pediu que desligássemos os faróis e pra
nossa surpresa podíamos seguir tranquilamente iluminados apenas pela luz da
lua. Durante o trajeto, pedalando num ritmo cadenciado, fomos conduzidos para
mais um single track, desta vez mais curto porem não menos intenso, que nos fez
esquecer do frio que nos acometia. Mais uma vez na praia, continuamos pedalando
forte e pareados, Eu, Mário, Ito e Willyam, notando que Elson e Plech pararam
mais a frente e ao alcança-los, fomos agrupados por Elson, que orientou que
repousássemos na areia, e já cansados vivenciamos um momento único de
contemplação e relaxamento, vislumbrados com aquele cenário de paz, silêncio e
praia deserta. Para surpresa de todos , aliás mais uma, Elson já bolava fotos
sob a luz da lua, enquanto estávamos entregues aquela paz total, e todos
resolveram imortalizar aquele momento sob o olhar criativo do parceiro Elson.
Após todos os registros, seguimos pela reta final, já
avistando as luzes da vila, porem a areia apresentava-se cada vez mais fofa e o
caminho que antes era plano, começava a ficar ladeirado. O cansaço nos vencia,
Elson e Plech que seguiam sempre a
frente, mostravam-se cada vez mais distantes, minha bike derrapava a todo
momento e as pernas já pesavam bastante...Mário, Ito e Willyam me acompanhavam
e percebemos que nos aproximávamos de Elson e Plech que na verdade estavam
parados nos aguardando. Ao alcança-los, exaustos, soubemos dos mesmos que
precisaríamos subir uma rampa de areia fofa empurrando as bikes, já que a mesma
nos fazia pedalar cada vez mais perto do mar. Demos inicio a subida, num total
breu e como numa visão surreal, surge a nossa frente, uma escuna toda iluminada
que estava a nossa espera. Fomos tomados por uma euforia contagiante e partimos
ruma a vila de boipeba, esquecendo todo o cansaço empolgados com aquela baita
surpresa. Chegando a vila, prosseguimos mais uma vez pedalando rumo a pousada,
onde pudemos lavas nossas bikes e nos preparar para conhecer a culinária local.
Nos encontramos, todos já refeitos porem exaustos para saborear uma pizza num
restaurante bastante acolhedor e retornamos para a pousada para o descanso
merecido rumo ao segundo dia de aventura. Bora mural!!!!!! INESQUECÍVEL!!!!!
Manu.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR




























4 comentários:
Resenha fantástica!
Me levou de volta a cada momento que vivemos, parabéns Manu!
Elsão, como sempre mago das fotos
Muito bom a resenha completa, parabéns meu amor e obrigado por embarcar comigo nessa aventura maravilhosa !!! Parabéns au mural por nós leva para passear da melhor forma possível e essa galera maravilhosa Q tive o prazer viver esses aventura juntos . Bora mural!!!!
Manu! Poética a sua resenha... esses momentos serão eternizados em suas palavras.. essa aventura foi emocionante mesmo, e ainda tem o segundo dia! E Elson como sempre, fotógrafo profissional...
Manú parabéns pela resenha, ficou show!!! Essa ciclo é TOP ++ do Mural, muito massa!!!
As fotos, como sempre Elsão brocando. A da lua cheia merece sair no banner.
Nos divertimos muito com essa galera massa. Mas ainda vou descobrir de quem foi a idéia de me acordar com um balde de água. E o pior duas vezes, sacanagem da p...
Ano que vem tô colado!!!! Bora Mural.
Postar um comentário