Dormimos numa espelunca, mas pelo
menos dormimos. Achar uma hospedagem foi bem difícil na noite anterior. A
cidade não vive do turismo, e para nosso azar teria um casamento no dia
seguinte, lotando o único bom hotel. Acordamos cedo para tomar café na mesma
lanchonete do dia anterior. Não adiantava procurar por novidades... Porém, não
foi uma boa opção, pois nosso pedido demorou muuuuito para sair e nos atrasou
em pelo menos uma hora. Todo mundo alimentado era hora de partir... dando uma
volta na praça vimos o tal casamento em praça pública, como banda de música, os
convidados dançando ao redor de engradados de cerveja que estavam sendo
distribuídos, além de muito confete sujando tudo. Mas éramos nós a maior
novidade na cidade e todos olhavam e tirávamos fotos daqueles sete malucos
fantasiados de verde com bicicletas. Nem os tuque-tuque faziam tanto sucesso.
O nosso caminho era longo, 54km, mas
para nossa sorte não teríamos uma grande variação na altimetria. Ilave não
beirava o Titicaca e demoramos um pouco para avistar novamente o grande lago, o
que deixou o início da viagem menos agradável. Porém caminho foi tranquilo com
poucos carros e longa retas, ficava até meio monótono. Após 20km paramos para
um descanso em frente ao mercado central de Ancora. Guga fez logo amizade dom
um tiozinho mas conversando um não entendida nada do que o outro falava. Já eu
e Kadjon suspeitamos de dois sujeitos numa moto que pararam depois da gente e
não parava de olhar. Ficamos ligados e não aconteceu nada. Continuamos todos
muito dispostos, inclusive Odi, que já estava recuperado do estômago... Mas à
frente, já em Chucuito, na entrada da cidade passamos por dois rostos gigantes,
um de cada lado da estrada. Pareciam índios só não entendemos o real significado.
Fiquei sentido neste dia, pois o povo querendo chegar logo no destino final nós
deixamos de visitar algumas atrações exclusivas deste trajeto, como muitas
ruínas incas.
A chegada em Puno foi épica...
quando já avistávamos a cidade e bastava dar a volta da baía para chegar ao
centro passou no nós uma van buzinando e acenando. Lemos nos adesivos do carro
algo sobre Bike e pesamos: “esses são dos nossos”!!! Eles pararam mais a frente
para nos cumprimentar e ficamos sabendo que se tratava de brasileiros
especializados em expedições de moto para milionários. Mas o ponto alto foi o
detalhe que eles contaram... nego reclama e chega a desistir mesmo com motos e
hotéis 5 estrelas, imagine de bicicleta!!! Ou seja, noix broca!!! Depois de
algumas fotos e mais resenha era hora de chegar ao nosso destino.
A cidade de Puno era grande e nos
dava a esperança de achar um hotel mais confortável depois de dias com
hospedagem meia boca. Objetivo inicial foi chegar à praça principal, chamada de
praça das armas. Uma praça ampla onde se localiza “La Catedral de Puno”, a
principal catedral barroca da cidade, declarada como Patrimônio Histórico
Cultural da Nação do Peru. Eu e Elson deixamos os outros por ali curtindo o
visual e fomos atrás do nosso desejado hotel. Não demorou muito e chamamos uma
ótima opção que deixaria todos muito satisfeitos. O hotel Plaza Maior tinha 3
estrelas e o preço era em dólares... podia ser até em euro que todo mundo
pagaria!!! Melhor do que o hotel era o recepcionista Braulio, que nos deu todas
as direções para visitas as ilhas flutuante de Uros e Taquile Amantani no dia
seguinte. Tudo certo, hospedagem garantida, um belo banho, agora era hora de
caçar um bom restaurante!!! Ao lado do hotel havia uma rua só de pedestre onde
tudo acontecia e não deu outra, eram tantas opções que entramos no primeiro
restaurante... Tradiciones del Lago era o nome, e teve gente que comeu dois
pratos e meio!!! Que maravilha!!! São as recompensas de uma expedição. Nego só
não sabia o que esperava por eles nas ilhas... kkkkk... Aproveitamos o final da
tarde para fazer compras... era outra infinidade de lojas de artesanato. Quando
finalmente anoiteceu entramos num pequeno Pub chamado Pacha Mixology Coffee Bar
para brincar o dia. Pedimos bebidas diferentes como Pisco Sour Nitrogenados e Mojitos
encapsulados. Fomos dormir cedo, pois as camas confortáveis nos convidava
insistentemente.
Este foi mais um dia típico de expedição com
gratas surpresas e incertezas, mas onde tudo dá certo. E eu continuo com o
mesmo pensamento: expedições são únicas e imperdíveis!!! No caso do Titicaca, a
altitude, a cultura, os expedicionários participantes, foi tudo muito
gratificante. BMMP!!! Ano que vem conte comigo... Abração, Rei.
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2 comentários:
Massa Rei, é isso aí. Essas experiências tidas nas expedições são inesquecíveis. Todas elas, as boas e os perrengues. As dificuldades e o sofrimento. Todas elas são recompensadas com a superação dos desafios e com os laços de amizades que fortalecemos entre os muralistas participantes. sem falar em conhecer povos, lugares e culturas diferentes.
Parabéns a todos.
Bora Mural!!!
Esse dia foi light... rsrsrs
Massa Rei
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