Essa é aquela
trilha do tipo que você ama ou odeia. Em dezembro de 2015 a fiz pela primeira
vez (Bike Fralda de Serjão). Essa trilha está entre as minhas preferidas do
Mural e falo isso por vários motivos, os quais descreverei abaixo!
Nos reunimos às
6:30 hs no posto Imbassaí (linha verde). Éramos 7 muralistas: Eu (Israel),
Elsão, Fábio Moraes (Sapo), Léo Ribeiro, Mário (Marão), Carlinha Dias e Jean
(Tacalipau). Após rápidos ajustes nas bikes e um breve briefing partimos para a
brocação, ou seja a famosa Trilha das Águas.
Trilha de Nível
4 do jeito que os muralistas gostam! Começa com um pouco de asfalto até
alcançarmos a estrada de chão (numa breve entrada à esquerda)! Já nessa hora, o
espírito brocador começa a aflorar! Aquele cheiro de terra, misturado com
ladeiras e o vento no rosto devido à velocidade que íamos ganhando aos poucos.
Com um ritmo
forte logo no início fomos desbravando cada centímetro de estrada e cascalho,
até chegarmos à uma ponte alta bem rústica sobre um pequeno riacho! Nesse
momento comecei a perceber o porquê dessa trilha ser conhecida como a Trilha
das Águas! Pausa apenas para algumas fotos e vídeos, sem banho dessa vez e
partimos.
Com pouco tempo
depois de pedal e mais estrada de cascalho chegamos a um ponto onde tivemos que
decidir se desceríamos para um riacho ou seguiríamos por mais um Single Track
desvendado por Elsão naquele momento! Muralistas que somos, resolvemos fazer as
duas coisa: primeiro descemos para o riacho e na volta subiríamos a ladeira e
pegaríamos o single track. E assim foi feito: mais uma parada para tirarmos
apenas mais algumas fotos, retornamos e pegamos aquele single que levou todos a
loucura! Mata fechada, daquele com espaço apenas para passar o pneu. A partir
desse momento começaram as “Cerejas” da trilha.
Saímos desse
single track e nos deparamos com uma ponte feita com apenas três varas de
madeira “armengada” sobre pedras. Passamos todos de lado com as bikes a
tira-colo, com aquele medo das varas de madeira correrem e caírmos na agua e
nas pedras. Após a tensão veio a recompensa. Chegamos à um ponto do rio onde
paramos para um lanche e o primeiro banho de verdade, numa deliciosa
cachoeirinha com água gelada! Estômagos forrados, roupas, luvase sapatilhas lavadas,
alma renovada e partimos, mas antes deu tempo de fazer um “Time-Lapse” com a
nova câmera do Mural de Aventuras, vídeo esse que poderão assistir quando sair
esta resenha!
Com o tempo um
pouco corrido por causa da Moqueca de Cação, pulamos a parada nas àguas da
“Sucuri” e paramos brevemente apenas num “ofurô” mais à frente, sendo esta a
nossa última passagem por Águas (umas cinco no total). Sem conseguir entrar
numa fazenda para alcançar a estrada, fomos auxiliados por um peão a passar por
uma mata bem fechada e atravessar um pequeno riacho, subir um morro com as
bikes nas costas até alcançar a estrada por onde deveríamos seguir.
Um pouco de
areia, algumas subidas e nos dirigimos à uma parada para hidratação numa vila!
Sem muitas alternativas do que comer, repartimos todos um salgadinho MIKÃO!
Após uns vinte minutos nos arrumamos e partimos em direção à famosa Sapiranga.
Encontramos a
turma dos “Dino” na “entrada” de Sapiranga enquanto preparávamos a câmera para
filmar toda aquela paisagem em alta velocidade, enquanto cruzávamos os
quilômetros de eucalipto (parte destes sendo derrubados). E assim foi feito:
brocamos toda a Sapiranga em alta velocidade, sem paradas, com subidas e
descidas sempre em alta velocidade fazendo imagens incríveis, curtindo demais
tudo aquilo.
Na saída de
Sapiranga, após aquela ladeira matadora quase tivemos uma surpresa
desagradável. Ao fim de uma descida, ao passarmos pelos alojamentos havia uma
cerca com arames quase que invisíveis, sendo que o único a vê-la foi o
Tacalipau, que freou bruscamente fazendo todos que estavam atrás a fazer o
mesmo. Para a nossa sorte era ele quem estava à frente pois foi o único que viu
e conseguiu alertar todos. Caso contrário, o capote seria geral.
Passado o susto,
chegamos ao asfalto. Nos despedimos de Carlinha que tinha compromisso e não
podia ficar para o almoço e fomos em direção ao Restaurante. Tacalipau
acompanhou Carlinha até os carros e a mesma o trouxe de carro até o restaurante
para almoçar conosco. Porém devo dizer meus amigos, que esta trilha é a minha
sina. Já relaxados e uns duzentos metros do restaurante, fui fazer algumas
estripulias com a bike acabei caindo sentado no asfalto (mais uma vez, como em
2015, no fim da trilha também).
Essa parte do restaurante
não precisa nem contar: É a cereja da cereja desta trilha. Cerveja, Coca-cola,
Cação, Pescada, Gelo no meu machucado e bateu aquela maresia. Nessa hora tenho
certeza que ninguém queria voltar a pedalar! Kkkkkkk.
Partimos
realmente tristes para o fim da trilha por mais um pouco de estrada de chão
misturada com asfalto. Tivemos um breve feedback do nosso Coordenador Elsão
sobre a trilha. Ritmo forte, grupo unido, sem imprevistos ou bikes quebradas.
Foram 55 Km em 5 horas no total com 1.000 metros de altimetria mais ou menos.
#pormaistrilhascomoessa #boramural. Israel Vaz.
VEJA O VÍDEO ABAIXO
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