E entramos na Van às 02:00
da manhã, saindo de Orleans (uma joia dada a uma princesa, procure saber por
que) com destino a Timbó. Isso mesmo, 02:00 da manhã, Expedição do Mural não dá
trégua, o ritmo é intenso, e requer preparação. Isso causou um alvoroço no
lobby do hotel!!! 12 caras (11 do Muralistas e nosso piloto) fazendo check-out!!!
Acertando suas contas!!! Mas partimos!!! Cada qual ocupou seu lugar de véspera
na Van e fomos.
Chegando no hotel em Timbó,
um café da manhã nos esperava. Depois foi colocar as bolsas bikes em um quarto
e seguir para o Restaurante Thapyoka (vale a pena até um tour virtual:
www.thapyoca.com.br) para comprar o passaporte que traz várias informações
sobre o Circuito do Vale Europeu e lugares onde vamos batendo os carimbos para
sermos certificados que fechamos o circuito ao final, que termina no próprio
Thapyoca.
Chegando ao restaurante, ele
estava fechado porque eram 08:30 da manhã. Mas fomos atendidos por uma porta
lateral e depois no salão do restaurante por uma simpática senhora, que pensamos
nós, nunca tinha vendido 11 passaportes de uma só vez para o Circuito, mas o
Mural chegou, e aí...
Ao lado do restaurante, tem
uma bela ponte estaiada e uma barragem onde sangrava água e ali fizemos a nossa
foto de segundo início da Expedição, a foto com a placa indicativa de Início do
Circuito do Vale Europeu, para então ouvirmos o tradicional “PARTIU”!!!
O Circuito do Vale Europeu é
bem sinalizado, bastante estruturado, deixa pouca margem de se perder, e
seguindo as placas, fomos deixando Timbó, com destino final Rodeio, passando
por Rio dos Cedros, Pomerode, Indaial e Ascurra. De início, estradão bem
estruturado apenas nos incomodando as costelas de vaca. Muita roça de arroz,
por toda parte, o que faz ter água, muita água girando por valas.
Nossa primeira parada foi Rio
dos Cedros, onde pudemos nos refrescar em um bar que tinha uma Cancha. Cancha é
o lugar onde se joga a Bocha. Chegando 11 baianos, o dono do bar e um outro
tiozinho, se esforçaram para nos explicar como se jogava Bocha e alguns Muralista
se esforçaram, também, em tentar jogar. Mas o jogo requer uma certa prática e
treino, e aí, seguimos.
Dali a alguns quilômetros
pararmos em nossa primeira cachoeira, onde encontramos os primeiros ciclo-turistas
no Vale Europeu. A cachoeira deu uma aliviada no clima, pois no dia fazia
calor, muito calor!!! De memória no GPS de Elson bateu 38.8°, sensação térmica 50° graus
na sombra.
Logo após o nosso banho de
cachoeira, nos esperava a primeira serra, lá há poucas ladeiras, mas muitas
serras. Era apenas um aperitivo pelo que iríamos ver nos próximos dias, mas era
uma bela de uma ladeira, ou serra, com uma inclinação que levou embora todo o
nosso banho de cachoeira, toda aquela energia absorvida nas águas refrescantes,
mas seguimos.
Chegando em Pomerode,
entramos na cidade pela Rota Enxaimel, que é um estilo bem alemão de se construir
(por favor Elson, coloque uma foto de construção Enxaimel). Era hora do almoço.
A cidade vivia um pacato dia de Domingo, poucos lugares abertos, mas
conseguimos um restaurante a quilo para almoçar e depois achamos uma sombra
para descansar e responder alguns curiosos querendo saber de onde éramos, para
onde íamos e etc.