Em sua 2ª edição, o "Pedal Salvador das Antigas" já cativou a apreciação de vários participantes. A proposta é de uma forma diferente conhecermos um pouco mais da história de nossa cidade com foco no centro histórico, rico em cultura. Nas próximas edições teremos ainda mais surpresas que farão elevar ainda mais a curiosidade pela história da primeira capital do Brasil. Bora Mural!!!
Já estou ficando acostumada com
essa rotina de acordar 4h40 da manhã, me encontrar com a galera, pedalar por
algumas horas no meio do mato, da lama e na chuva e voltar imunda para casa,
com a alma lavada e feliz! Assim foi a trilha de Sapiranga, aniversário de 9
anos desse grupo único que é o Mural de Aventuras! E quem não foi:
PERDEEEEEEU!!!!!
Ponto de encontro no posto
Paraíso – Guarajuba às 6:30h. Todos os participantes muito pontuais, pois já
conhecem a regras da casa.
A felicidade estampava o rosto do
nosso coordenador chefe, Elsão, quando chegava cada componente do grupo. Éramos
mais de 20, mas dois muralistas ficaram para trás, João e Fabi, que perderam a
hora...
Todos reunidos, hora de irmos.
Fomos de carro até o ponto de partida da nossa trilha: o restaurante de
Martins. Chegando lá, foi só arrumar nossos equipamentos e iniciar a tão
conhecida e íntima trilha de Sapiranga. Mas, será que era tão conhecida mesmo?
Dada a largada, estávamos todos
animados e o coordenador chefe era o mais entusiasmado de todos! O grupo
começou brocando ladeiras, single tracks, estrada com cascalho, e, claro,
tínhamos que parar para os registros de fotos e filmagens a todo instante, com
destaque especial para o Mural Drone que a todo momento alçava vôo para capturar
as melhores imagens, parecendo mais um set de filmagens. Para os menos
condicionados como eu, revelou-se uma oportunidade estratégica para descansar e
ganhar fôlego para acompanhar o grupo. Bendito Drone... kkkkkk
Mas, a euforia de todos era tão
grande que aconteceu o quase impossível em se tratando de Mural de Aventuras. O
grupo se dispersou e uma galera ficou para trás na companhia de Tacalepau que
era um dos mais experientes. Como eu ando sempre no final da galera, claro que
eu estava no meio dos perdidos... Pouco tempo depois, encontramos Elsão no
cruzamento da estrada, mas, ainda assim, misteriosamente, eu me perdi de todo
mundo e segui por alguns quilômetros na estada de barro quando percebi que
ninguém mais vinha atrás de mim e eu estava só. Logo me lembrei da regra de que
devemos ir para o último ponto em que vimos o grupo. Assim, eu me posicionei no
cruzamento da estrada em local bem visível, e fiquei esperando alguém
retornar... Claro que tentei fazer contato por telefone, mas em vão. Fiquei tranqüila
porque sabia que em algum momento a galera ia se lembrar de mim, nem que fosse
na hora de voltar para Salvador, pois a coordenadora Mimimi estava de carona
comigo..... kkkkkk
Foram Gorete e Tacalepau que
sentiram minha falta. Ufa! Meu “muito obrigada” mais uma vez para eles.
Confirmei que a regra funciona mesmo, Tacalepau retornou para o cruzamento onde
eu aguardava. Quando cheguei até o grupo a galera brincava “Quem foi que trouxe
para o Mural?” Sacanagem ....
Seguimos a trilha numa single
track em meio à mata Atlântica, a essa altura o tempo já tinha mudado e
começava a chuviscar! Quando eu estava na maior curtição pedalando no meio da
floresta, o que nunca tinha acontecido comigo precisava acontecer: meu pneu
furou! Pronto, agora eu ganhei a resenha do dia!!! A galera brincava “- Obrigado, Lívia!!!” e
todos tiveram que parar e esperar no meio de uma chuva, nada bem vinda, a troca
do meu pneu. Mais uma vez agradeço a solidariedade daqueles que me ajudaram,
especialmente a Dario que fez o trabalho mais pesado. Pneu trocado, seguimos
adiante, pois ainda tinha muito para acontecer.
Após algumas pedaladas,
finalmente chegamos à esperada floresta de Eucaliptos. Mas, para a surpresa de
todos, não havia mais floresta! Todos ficaram desapontados ao nos deparar com
os eucaliptos derrubados. Todos eles! O cenário era bem diferente do que o
Mural estava acostumado a encontrar. Isso deixou até os mais experientes
muralistas desorientados e, mais uma vez, o quase impossível para o Mural de
Aventuras aconteceu: nos perdemos em meio aos troncos de eucaliptos
derrubados... Pedalamos em voltas e não se sabia com certeza qual caminho
deveríamos tomar para o nosso destino final. Elsão recorreu ao Mural Drone para
um reconhecimento de área do alto, o que não ajudou em nada. Estávamos parados
no meio de uma floresta devastada, sol castigante e com a fome chegando. Alguns
muralistas já estavam muito cansados como Thor que, ao contrário do herói, já
não tinha mais forças e se arrastava com seu pesado “martelo”.... Depois de uma
pausa mais prolongada, a decisão foi tomada e fomos na direção correta,
brocando longas descidas e finalmente passando pela sede da fazenda de João
Gualberto, famoso empresário e político, por onde curtimos lindas paisagens.
Rapidamente chegamos ao restaurante
de Martins e nos hidratamos com uma cervejinha bem gelada. Saciamos-nos com uma
deliciosa moqueca de cação e finalmente festejamos o 9º aniversário do nosso
querido Mural de Aventuras, responsável por encher nossas vidas com inéditas
aventuras e muitas emoções!!! Festa com direito a bolo, parabéns e discurso
emocionado do coordenador chefe! Obrigada, Mural, por você existir! Fiquei
muito honrada em fazer a resenha do seu 9º aniversário!!! Boooooora
Muraaaaal!!! Lívia Cordeiro.
Aniversário de 9 anos do Mural.
Por Marlon Thor.
Recebemos o "convite"
para celebrar os nove anos do nosso clube na Reserva de Sapiranga - Praia do
Forte, seiscentos hectares de Mata Atlântica, habitat natural de diferentes
espécies de flores e plantas nativas e repleta de trilhas com diferentes tipos
de terrenos e obstáculos, descidas
rápidas subidas técnicas rs um lugar maravilhoso para os amantes do mountain
bike, local frequentado pelo mural com regularidade. Depois do pedal iríamos
para o Rei do caçonete, restaurante aprovado pelo mural onde são servidas
deliciosas moquecas. Foi criado um grupo no zap exclusivamente para os
muralistas que poderiam ir e logo após a criação do grupo o casal de novatos
Dario e Goreti já estavam confirmando a presença nesse dia tão especial, em
seguida a galera foi chegando e logo éramos mais de 20 . Inicialmente nos
reunimos em um posto próximo a Guarajuba, de lá seguimos de carro para o
restaurante, foi uma cena muito legal os carros enfileirados com as bikes
presas de todas as formas possíveis,
imagine, prato cheio para a Polícia Rodoviária. Quando passamos pela
blitz eles conferiram um por um mas ficaram sem o cafezinho dessa vez, todos
dentro regulamento seguimos para o início da trilha. A galera estava bastante
animada e disposta, em clima de festa! Nem a chuva esfriou o pedal... ela
tratou foi de deixar a trilha ainda mais temperada e gostosa, exceto quando
paramos para esperar o conserto da bike de Lívia que tinha furado o pneu caiu
uma chuva que pra ficar parado teve que reclamasse, logo depois o tempo foi
mudando e o sol apareceu, paramos próximo a um dos muitos lagos dessa região
para fazer um registro aéreo com o drone do Mural que brocou também, falar em
brocar ao sair desse lago pegamos um trecho de asfalto que a galera se empolgou
e ganhou mais velocidade separando um pouco os mais rápidos dos nem tão rápidos
rs, quando ou um pequeno desencontro até que Papi apareceu para nos encontrar,
na primeira oportunidade ao longo da trilha tivemos algumas pautas para
discutir e trocar idéias numa dessas reuniões Papi fez questão de reforçar que
( o muralista que se afastar do grupo deve aguardar no último local de encontro
) que no caso era depois da ponte de madeira na transição terra asfalto eu
acredito, nos reunimos e seguimos com a brocação, a essa altura a lama era o
traje da festa do Mural, ao chegarmos na plantação de eucalipto descobrimos que
que infelizmente a época da colheita havia chegado, pedalando entre as árvores
por um momento se esquece que se trata de uma plantação com os dias contados, ainda
bem que era só aquela área, o desmatamento transformou a paisagem não só com a derrubada dos eucaliptos mas
também com a abertura de novas estradas para o deslocamentos das máquinas,
suficiente para fazermos um perdidinho de aniversário, nos aproximávamos dos kms finais previstos
para esse dia e a expectativa da comer a moqueca aumentava junto com o
esgotamento físico de alguns poucos ciclistas foi aparecendo, inclusive eu que
não estava na minha melhor forma, até que Papi pediu para esperarmos um pouco
enquanto se localizava na nova configuração do terreno, logo voltou nos
chamando para o caminho que nos levava para a tão esperada moqueca de cação.
Ao chegarmos no restaurante nos
acomodamos e fomos atendidos com muita atenção pelo Rei do caçonete que nos
esperava com seus pratos deliciosos e revitalizantes.
Família Mural reunida todos
muitos satisfeitos com o pedal top que fizemos foi só alegria, música bombando
na mesa sacudindo as bebidas geladas e as moquecas que não paravam de chegar em
prato de barro ainda fervendo, muito bom mesmo eu conheço, após o almoço a
comemoração ia começar e Elson anunciou
o bolo do Mural, bolo lindo de chocolate com morango a altura do dia
especial que tivemos, agradecemos a Ró que fez uma excelente escolha.
Cantamos os Parabéns mesmo com
alguns bagunceiros que não sabem a letra direito kkk, e nosso clube completava
9 anos. O momento de discurso chegou, momento importante para conhecer melhor
nosso clube e ouvir Papi falar dos desafios enfrentados dentro e fora das
trilhas ao longo desses nove anos de dedicação e esforço para promover o grupo
possibilitando aumentar as opções de dias de CTM, realização de ciclo Aventuras
e trazendo novos destinos para o calendário a cada ano, dentre outras inovações
do Mural como o drone e outros equipamentos. Parabéns Papi! PARABÉNS MURAL DE
AVENTURAS! Marlon Thor.
A Reserva Natural Cachoeira do Rio Cocal trata-se de uma
propriedade privada cortada pelo Rio Cocal, onde se formam 4 cachoeiras: o Poço
Azul, a de Santa Bárbara, a dos Namorados e a de Santa Paula. O Poço Azul é uma
piscina natural de água cristalina e azulada que surpreende pela beleza. A
poucos minutos de caminhada, fica outra preciosidade: a cachoeira de Santa
Bárbara, uma queda de cerca de 75 metros de altura. Na reserva, além das
cachoeiras, há trilhas que acompanham o leito do Rio Cocal, em meio ao Cerrado
Maranhense.
Acordamos para o café que iria até às 9:30h. Acordei logo
cedo e já encontrei o coordenador e seu companheiro já a postos. Então por
volta da 7:30 já estávamos tomando nosso café. Nosso roteiro do dia sofreu uma
inversão (começaremos pelo Poço Encantado depois faríamos o Poço Azul) que foi
muito positiva, e lá por volta das 10:30 já estávamos subindo na Triton com
destino ao Poço Encantado, para aquela que seria a nossa 1ª aventura do dia,
que já começava quando subimos na carroceria adaptada para o transporte por 6km
sobre areia fofa, que há poucas horas havíamos nos livrado com as nossas bikes.
Muita descontração mesmo a equipe dividida: Nutella na Cabine e Raíz na
carroceria. Chegamos no ponto de apoio do Poço Encantado, localizado em outra
propriedade particular, fora do complexo. Então fomos logo providenciar um
isopor para levar as cervejas. Foi suficiente para a hidratação daquela manhã,
que se encerraria por volta das 13:00 com a nossa refeição e logo em seguida a
segunda aventura do dia.
Para chegar ao Poço Encantado passamos por um trecho em solo
adaptado para depois iniciarmos uma descida por escada de madeira com 6 lances,
intercalado por patamares, com total pouco mais de 120 degraus bem projetado é
bem construído, nada de improviso, nos deixando confortavelmente ao primeiro
passo dentro do Encantado. A primeira impressão era o encantamento causado pela
exuberância da natureza, muitas árvores que são verdadeiros exemplares da mata
atlântica inserido numa região tipicamente de serrado, que caracteriza a região
das Mesas, além do que a profusão de tons de azul e verde provocado pela
incidência dos raios solar provenientes do azul retumba do céu em brigadeiro o
nosso encantamento. Cenário esse que na mão dos nossos fotógrafos e cineastas
trarão uma ideia das belezas desse canto que a chapadas das Mesas nos brindara.
Muitas alvissaras e prontamente começamos nossas brincadeiras.
A essa altura começou a chegar caravanas de turistas, que
iam se acomodando, o espaço começou a ficar apertado e começamos a nos preparar
pois também era chegada a hora de seguir com nosso planos e não deixar nada pra
trás.
Expedicionar era um verbo que precisamos conjugar. Voltando
ao ponto de apoio todos muito alegres e satisfeitos ao som de Bob Marley, e chegando
no ponto de apoio já estava lá nosso transporte pontualíssimo. Novamente a
emoção de subir na carreira nos levava de volta para o Complexo Poço Azul, nada
demais já que já sabíamos dos sacolejos sobre as areias e a possibilidade de
ficar encalhado, atolados. Não fossem as cervejas pressionando a minha
brechinha a ponto de se tornar insuportável conciliar com os sacolejos,
protestei! para!, para! que quero fazer o 1! Parou, e sai a procura de uma
sombra e relaxar para soltar quem passara a me oprimir desde que subi a
carroceria. Então, foi no exato instante que recebo aviso para dar meu mijão em
outro local! Um enxame de marimbondos veio pra cima e pulei fora tentando
quadrar-me, sai correndo e ainda conseguiram 3 ferroadas, na face no pescoço e
na mão, sem grandes reações ou dor me livrei, tomei isso como lição para seguir
nossa aventura pelos próximos dias.
O almoço ocorreu no restaurante do complexo, não havia outra
opção nem local que pudéssemos explorar,
a comida era boa mas sem as iguarias típicas da região, que eu
particularmente fiz questão a única disponível no cardápio seria a la carte. No
bufê a quilo rolava o trivial, arroz branco, carnes, feijão e salada bem
diversificada, típico do nordeste.
Logo que finalizamos o almoço partimos para a exploração do
Complexo Rio Cocal, que compreende a Cachoeira de Santa Paula, a Cachoeira de
Santa Bárbara, o Poço Azul, a Cachoeira dos Namorados. Ainda conta de outros a
tirolesa, a Cachoeira de Dona Luiza, a Pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de
Deus.
Começamos pela vista da Cachoeira de Santa Paula, essa não
nos atraiu a água estava turva e seguimos por rampa que nos levara a todos os
pontos de visitação, tudo com sinalização e segurança necessária. Chegamos na
Cachoeira de Santa Bárbara depois de atravessarmos uma passarela de 30m de
extensão e uma vista mágica da queda de 75m sobre um monólito que por vez toma
forma escultura sobre véu de água. Aproveitamos e para o banho que foi o mais
frio de todos, mas ainda agradável. Tiramos muitas fotos e contemplamos
bastante. Conta-se que Santa Barbara vivia numa torre construída pelo pai sem
que ninguém pudesse chegar perto. Um certo dia, quando seu pai fazia uma
viagem, a Santa pediu que nessa torre fossem abertas 3 janelas, as quais
simbolizavam da Santíssima Trindade.
Quando o seu pai voltou de viagem, ficou tão chateado que matou a própria
filha. Dizem que quando a cabeça de Santa Bárbara tocou no chão, já morta,
houve um grade trovão e desde então a santa é invocada para pedir proteção
contra trovoadas e tempestades. Oração de Santa Bárbara:
“Santa Barbara, que sois mais forte que as torres das
fortalezas e a violência dos furacões, fazei com que os raios não me atinjam,
os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abale a coragem e a
bravura.
Ficai sempre ao meu lado para que eu possa enfrentar de
fronte erguida e de rosto sereno todas as tempestades e as batalhas de minha
vida, para que vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido,
possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu,
da terra, da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das
tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Santa Bárbara, rogai por nós!
Amém”
Seguimos até a caverna que fica do outro lado de mais outra
passarela para depois ir ao encontro daquele que seria o encontro mais esperado
o Poço Azul, fantástico! Aguas cristalinas com tons esverdeado e azulado,
dependendo do horário, com muitos peixinhos que gostam de ficar beliscando as
feridas e os cantos de unhas, mas sem muito incomodo. Aqui ficamos por mais de
hora, a temperatura da água consorciada ao sol criando locais de relaxamento de
onde nos esquentamos, fotografamos, mergulhamos e fizemos muitas algazarras.
Era hora de voltar pois ainda tínhamos um roteiro a cumprir e começou a
esfriar. Voltamos e passamos com breve visita à Cachoeira dos Namorados de onde
pudemos avistar a pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de Deus. Pouco antes do fim
da tarde ainda dava tempo para nos compensarmos de um dia muito exaustivo... Já
era mais que tempo de abrir umas cervejas geladas... Pensa que acabou? Nada, o
maluco do Jean conseguiu a chave de um Jeep Willy para uma aventura nas areias do complexo, ai
partiu junto Marão, Guga, Odi e Serjão de piloto quem sabe o que aconteceu? Sei
não... Não fui.
A lama, protagonista da trilha do dendê 2017 dividiu
opiniões, foi uma relação de amor e ódio e pra muitos, que nunca haviam
feito uma revisão geral na bike a hora tinha chegado. A relação do mural com a trilha foi maravilhosa e o retorno
foi marcado para um sábado, aparentemente ensolarado. Mas se tratando de
Valença há controvérsia quando o assunto é previsão do tempo .
Quando a galera chegou estava um sol maravilhoso e todos ansiosos
parar fazer a trilha "sequinha ", pois existia um muralista ali que
não conhecia a trilha ,"o drone ", kkkkk...e precisava desse sol pra
subir tranquilo e captar os melhores registros.
Saímos por voltas das 09h00 da manhã com destino a Cajaiba,
distrito de Valença, e demos uma parada na casa do amigo Ramatis para o 2 tempo
do café. Quando de fato partimos pra entrar na trilha a chuva deu seu 1 sinal
.Cá pra nós pedalar com chuva né minha praia não, rs... Mas quem está na chuva
é pra se molhar! Subimos a primeira ladeira, dali em diante pensei: agora não
dá pra voltar kkkkk...
Trilha que segue,chuva que segue, vamos brocar, (eu) ao menos
tentar. Entre uma resenha e outra a galera parava pra esperar os papucos e eu
no time sempre chegando entre penúltimo e última (um alerta pra treinar
mais inclusive). A chuva não havia parado ainda,os pingos gelados desciam
com gosto, resolvi tirar da mochila de hidratação uma catuaba pra ver se
amenizava esse frio, tomamos e seguimos. A trilha, como sempre linda e ainda
limpa, poucas árvores haviam caído e os single preservados, chegamos ao
capim, parte da trilha mais bonita e onde o drone subiria. Por sorte
nossa a chuva deu uma trégua e Elsao estava no comando do drone. TOooooooP!Ele
vibrava ...
Depois daí só catuaba, sol, chuva, alguns tombos e a descida
mais esperada: a Ladeira do Quiabo, modéstia à parte, as meninas brocaram, só
mulher emponderada nesse mural, um show à parte de pedal! Na descida tombei
legal junto com meus conterrâneos (Fabrício e Débora), na ladeira que fez muita
gente cair na trilha do dendê kkkkk...
Depois do quiabo seguimos e tome ladeira e chuva ,a lama
estava pesada, porém menos escorregadia mesmo assim arrancou risos das
capotadas de Neto e Joel, ambos do Valença bike, um vídeo pra se aprender como
capotar e ser feliz ao mesmo tempo.
Trilha gostosa ,os amigos felizes,resenhas... Chegamos no
estradão, paramos no pit stop e a galera com sede de uma gelada, "a
proibida " matou a vontade da galera e de quebra ainda comeram o feijão a
lenha da dona do bar.Que galera viu?! RS...
Descemos o ladeirão top e lá estava Elsão e com ele "O
DRONE", só pegando os melhores ângulos da descida mais emocionante trilha
muito massa .
4:30 toca o despertador! É dia do tão falado pedal em BaixiO
( sim, Baixio sem "S")! 5:15 pontualmente o Mural móvel chega para me
buscar, 5:30 buscamos Foltz e ai nos 4 estavamos prontos para a aventura,
#PartiuBaixio!
É uma viagem relativamente longa, 120km de Salvador, mas
durante a ida tivemos nossa primeira resenha... um HR-V com duas bikes na mala
e duas no teto, Blitz montada as 6:00 da manhã na linha verde e eis que somos
sinalizados para parar na beira da estrada. Elsão ja puxou o documento do carro
e a habilitação, o policial chega educadamente, pede os documentos e se afasta
para averiguar a placa do veículo e dar uma olhada nas bikes. Ele retorna e já
afirma "você sabe que a placa do seu suporte de bike tem que ter o Selo do
Detran, vc não está regular" e eis que Elsão, macaco velho que só ele,
explicou calmamente "Amigo, fui no Detran para fazer este procedimento e
pessoal de lá falou que não existe isso de Rack de bike ter selo na
placa", Paaaa! 1x0 para nosso amigo! Não satisfeito com o gol, o nosso
representante da Justiça nos solicita as notas fiscais da Bike "então,
preciso das NF das bikes e das peças, saber a procedência.." e ai, mais
uma vez, o Mr. Elson respondeu " Amigo, não temos NF, muitas Bikes são
compradas usadas e não tem NF da loja. Também não andamos com as NF das bikes
em todos os passeios" o policial não satisfeito retruca "então
preciso das NF das peças, precisamos conferir se não são roubadas e etc",
explicamos mais uma vez que não andamos com estes documentos assim, mas
entendemos perfeitamente o procedimento e numa próxima oportunidade iremos
buscar e andar com estes documentos. Liberação feita, continuamos o nosso
percurso dando boas risadas sobre este momento que passou.
Depois de algum tempo, chegamos na praça de Baixios e eis
que recebemos uma ótima surpresa, a ilustre presença de (NAO LEMBRO O NOME
DELA, coloca aqui) no pedal! 5 Muralistas, 7km de praia, lindas Dunas e 3
Lagoas para desbravar!
Iniciamos o pedal pela beira da praia de Baixio, 7km pela
costa deserta com direito a kilometros de areia com conchas, pedras e dunas
coqueiros! Chegamos na primeira lagoa, Lagoa do Mamucabo, de frente para o Mar,
com um ótimo espaço de areia para juntar a galera e fazer aquele churrasco de
qualidade, uma lagoa de agua escura, de tom avermelhado, rodeada de areia e
coqueiros, parecendo um oásis! Mas o pedal tiramos umas fotos e seguimos o
pedal! Um pouco mais a frente entramos por uma área com algumas palhas de
coqueiro no chão e demos de frente com um parque de Dunas! Pedalar? Impossível,
areia fofa que cobria o aro da bike! Seguimos em frente andando pela estrada de
areia que levava para as Dunas, neste percurso a paisagem deu direito até a
vacas se alimentando da vegetação.. e eis que vem a dúvida "se eu tomar
uma carreira dela, eu levo a bike ou largo e saio correndo?", mas na paz
elas estavam e na paz continuaram! No final da estrada de areia, subimos o
primeiro morrinho e eis que o primeiro paraíso aparece! Um deserto branco de
dunas, nossa! De perder o fôlego! Seguimos por essa beleza, 5 minutos e eis que
aparece o segundo paraíso! A lagoa azul! Descemos correndo, largamos as bikes e
pulamos na água! Que maravilha de lugar, água cristalina, cercada e dunas
brancas e uma paz típica de cena de filme.
Essa é aquela
trilha do tipo que você ama ou odeia. Em dezembro de 2015 a fiz pela primeira
vez (Bike Fralda de Serjão). Essa trilha está entre as minhas preferidas do
Mural e falo isso por vários motivos, os quais descreverei abaixo!
Nos reunimos às
6:30 hs no posto Imbassaí (linha verde). Éramos 7 muralistas: Eu (Israel),
Elsão, Fábio Moraes (Sapo), Léo Ribeiro, Mário (Marão), Carlinha Dias e Jean
(Tacalipau). Após rápidos ajustes nas bikes e um breve briefing partimos para a
brocação, ou seja a famosa Trilha das Águas.
Trilha de Nível
4 do jeito que os muralistas gostam! Começa com um pouco de asfalto até
alcançarmos a estrada de chão (numa breve entrada à esquerda)! Já nessa hora, o
espírito brocador começa a aflorar! Aquele cheiro de terra, misturado com
ladeiras e o vento no rosto devido à velocidade que íamos ganhando aos poucos.
Com um ritmo
forte logo no início fomos desbravando cada centímetro de estrada e cascalho,
até chegarmos à uma ponte alta bem rústica sobre um pequeno riacho! Nesse
momento comecei a perceber o porquê dessa trilha ser conhecida como a Trilha
das Águas! Pausa apenas para algumas fotos e vídeos, sem banho dessa vez e
partimos.
Com pouco tempo
depois de pedal e mais estrada de cascalho chegamos a um ponto onde tivemos que
decidir se desceríamos para um riacho ou seguiríamos por mais um Single Track
desvendado por Elsão naquele momento! Muralistas que somos, resolvemos fazer as
duas coisa: primeiro descemos para o riacho e na volta subiríamos a ladeira e
pegaríamos o single track. E assim foi feito: mais uma parada para tirarmos
apenas mais algumas fotos, retornamos e pegamos aquele single que levou todos a
loucura! Mata fechada, daquele com espaço apenas para passar o pneu. A partir
desse momento começaram as “Cerejas” da trilha.
Saímos desse
single track e nos deparamos com uma ponte feita com apenas três varas de
madeira “armengada” sobre pedras. Passamos todos de lado com as bikes a
tira-colo, com aquele medo das varas de madeira correrem e caírmos na agua e
nas pedras. Após a tensão veio a recompensa. Chegamos à um ponto do rio onde
paramos para um lanche e o primeiro banho de verdade, numa deliciosa
cachoeirinha com água gelada! Estômagos forrados, roupas, luvase sapatilhas lavadas,
alma renovada e partimos, mas antes deu tempo de fazer um “Time-Lapse” com a
nova câmera do Mural de Aventuras, vídeo esse que poderão assistir quando sair
esta resenha!
Com o tempo um
pouco corrido por causa da Moqueca de Cação, pulamos a parada nas àguas da
“Sucuri” e paramos brevemente apenas num “ofurô” mais à frente, sendo esta a
nossa última passagem por Águas (umas cinco no total). Sem conseguir entrar
numa fazenda para alcançar a estrada, fomos auxiliados por um peão a passar por
uma mata bem fechada e atravessar um pequeno riacho, subir um morro com as
bikes nas costas até alcançar a estrada por onde deveríamos seguir.
Um pouco de
areia, algumas subidas e nos dirigimos à uma parada para hidratação numa vila!
Sem muitas alternativas do que comer, repartimos todos um salgadinho MIKÃO!
Após uns vinte minutos nos arrumamos e partimos em direção à famosa Sapiranga.
Olá Muralistas, fui escolhido pra fazer a resenha do 2º dia após perder na disputa de
palitinho na noite do acampamento do primeiro dia.
Bem, antes de falar do segundo dia, quero dar um recado aos Muralistas
que nunca fizeram uma expedição do Mural. Vocês estão deixando de experimentar
momentos marcantes em suas vidas. Fazer uma expedição de bike com o Mural é
muito mais que pedalar. Passamos sempre por lugares incríveis, que nos deixam extasiados
por tanta beleza. O contato com a natureza e o convívio com os demais Muralistas
por dias consecutivos é uma experiência única. Apesar de um roteiro pré-definido,
existe várias incertezas e contratempos que dão mais emoção a expedição. Mas
não pensem que é uma ciclo aventura, uma expedição é dureza. E cada uma tem as
suas dificuldades. Nessa por exemplo, tivemos muito sol e areia fofa, além dos
acampamentos, onde carregamos muito peso e dormimos em barracas várias noites,
tivemos dias que conseguimos apenas água de rio pra uso. Se pudesse iria a
todas, com essa me tornei um JAGUN, já que essa é a minha terceira expedição, e
no Mural quem faz mais de duas expedições torna - se um JAGUN (Guerreiro).
Bem, voltando a resenha. Ao final do primeiro dia após
visitarmos as cachoeiras da Prata e São Romão, montamos o acampamento e fizemos
um belo churrasco apreciando a noite da Chapada das Mesas e esvaziando um dos
pesos dos nossos alforges, dois litros de Whisky, Kkkk. Ao final do churrasco nos divertimos na
disputa de palitinho, e essa resenha foi após perder uma das rodadas. Estava
ganhando todas, quando a disputa foi valendo, sobrei. Kkkk
Acordamos no acampamento antes do nascer do sol, então
começamos todos a desmontar nossas barracas e arrumação das bikes. Tínhamos
pela frente 136km de estrada de chão, recheadas de areia. Pense embaixo do
solzão de 40oC.
Acampamento desfeito e bikes arrumadas, partimos para o café
da manhã, dessa vez, não precisamos preparar já que tínhamos apoio no local do
acampamento. Café da manhã reforçado partiu rumo ao complexo do Cocal. Uma
região com várias cachoeiras próximas, e em especial, Encanto Azul e o Poço
Azul.
Na saída um imprevisto, o bagageiro de Kadjon folgado, reparo
feito, e o atraso de uma hora na saída pagou seu preço. O sol da manhã já
estava forte e pegamos logo de cara os bancos de areia fofa. Esse dia foi
marcado pelo desafio de pedalar em areia fofa no sol escaldante e carregando
muito peso nos alforjes. Foram estradas de areias com muitas bifurcações, que
sempre tínhamos que nos agrupar para ninguém se perder da rota, afinal fomos em
11 expedicionários, um número alto por se tratar de uma expedição. Elsão sempre
checando a rota no GPS e Popó sempre reclamando da falta de água gelada. Mas
infelizmente, por onde passamos não encontramos nenhuma nascente ou rio pra nos
refrescarmos. Tivemos que economizar nossa água. De vez em quando uma parada
para refeição, a paçoca de carne seca. Sim, a mesma que comemos no Jalapão. Mas
essa tinha mais farinha do que carne.
Pedal na estrada e uma parada num assentamento chamado Sol
Nascente. Fizemos uma parada para hidratação e reparo do freio traseiro de
Guga. O morador local muito solicito se prontificou a conseguir óleo para o freio.
Enquanto Odi, Jean e Guga resolviam o freio aproveitamos para um breve
descanso. Partiu!!! Rumo a estrada novamente partimos em direção a localidade
de Feira Nova, na chegada fomos muito bem recebidos pela comunidade local.
Todos curiosos, o que é isso, quem são, vieram de onde... A criançada nos
olhavam com brilho nos olhos, como quem dizem: quando crescer quero ser assim.
Rsrs.
Chovia e fazia frio em
Feira de Santana quando iniciamos a Trilha de Maniçoba em comemoração ao
aniversário do Muralista Leonov. No início, devido a possibilidade de lama,
pensávamos que seria praticamente impossível percorrer todo o percurso
planejado, entretanto, a brocação estava alta e rapidamente alcançamos os
primeiros 25km. Para nossa alegria foram vários corredores de pedra e trechos
bastante técnicos. Aproveitamos para estrear a nova “action cam” do Mural, não
deixem de ver o vídeo dessa aventura, ficou show!!!
No meio da trilha
tivemos uma grata surpresa preparada pelo anfitrião Leonov, um banquete de abacaxi
gelado com melancia. Muito top mesmo!!!!
Depois de enchermos a
barriga, começaram as ladeiras maiores, a primeira foi a Ladeira do Abacaxi e
mais umas duas até chegarmos a famosa matinha de São Roque, local de pura
diversão, onde a galera de downhill pratica descidas iradas cheias de rampas.
Completamos exatamente
70Km e fomos famintos para casa de Leo comemorar seu aniversário acompanhado de
algumas cervas e uma maniçoba deliciosa. Aproveitamos para parabenizar a Leonov
pelo seu aniversário e agradecer por proporcionar um dia também especial para
os que fizeram presentes. Vamos ter que voltar a repetir essa aventura, pois
foi boa demais!!! Bora Mural!!!
O Mural de Aventuras participou do IV Cicloturismo de Valença, a Trilha do
Dendê. Foi uma trilha desafiante devido a lama o que tornou ainda mais
especial. Agradecemos a Valença pela organização da Trilha do Dendê. Adoramos
participar e iremos voltar sempre, fomos muito bem recebidos!!! Foi top!!!
Parabéns!!!!
Fui convidado por Jampa pra fazer uma
trilha no sábado de manhã. Já imaginava que seria bem legal, mas não tinha
noção que minhas expectativas seriam superadas da forma que foi.
Para mim, iniciante em trilhas, ela
foi suficientemente pra tirar meu fôlego, bem completa e com todas as
dificuldades que pode encontrar em trilhas mais "pesadas", um ótimo
treino pra quem quer continuar nesse novo estilo de viver a vida.
Na metade da aventura tivemos uma
bela surpresa, uma lagoa com um visual lindo e água muito refrescante, lá
tomamos banho e o grupo teve a oportunidade de se conhecer melhor.
Depois do banho, pedalamos mais...
single track, estrada e ladeiras (na última ladeira todos empurraram as bikes,
nem motorizado subia) teve também lama, tiririca, carregamos as bikes pra
passar pelo rio mas perto do final tivemos mais uma recompensas... uma
hidrataçãozinha de leve com uma cervejinha gelada e uma mortadela em cubinhos
com limão. Por fim não poderia deixar de relatar a queda fenomenal de Jampa
descendo a ponte de madeira, de cara na lama! Terrenasso em Arembepe!
Espero repetir de novo, foi uma
experiência muito boa!
Vejam o vídeo da apresentação e imagens de
teste do drone do Mural de Aventuras. Nossa nova aquisição para melhorar ainda
mais as imagens de nossas aventuras. Em breve teremos mais novidades no Mural,
aguardem!!! Bora Mural!
Pode colocar 15km na conta dessa galerinha ai!!! Dessa vez a
volta em Pituaçu foi completa e com lama para ficar ainda mais divertido. Eles
já estão cobrando uma trilha em Sapiranga, quem sabe... Rsrsrs. Mês que vem tem
mais Mural Kids. Parabéns galerinha!!! Bora Mural!!!
O Mural Kids tem como objetivo estimular às crianças e
adolescentes a praticarem uma atividade recreativa ao ar livre na companhia da
sua família e em contato com outras pessoas.
Lá vou eu numa nova expedição com
o MURAL DE AVENTURAS, agora na Chapada das Mesas no Maranhão. Não posso negar
que toda vez que faço uma expedição minha ansiedade fica a mil por hora. Sendo
essa minha segunda, após fazer a expedição do Jalapão, pensei que seria mais
fácil, mero engano. Nenhuma expedição é igual a outra.
Ao fazer a inscrição, já fiquei
imaginando se sofreria como no Jalapão. Mil lembranças vieram à minha mente: o
que levar, o peso da bike, os participantes, o treinamento e tantas outras
coisas que fazem da expedição uma aventura inesquecível.
Seriamos por volta de 13
expedicionários, mas com a desistência de 2(Rei e Herrera), sobraram 11 muralistas:
eu (Alexandre), Elson, Guga, Kadjon, Plech, Mario, Jean, Popó, Serjão, Odi e
Bezerraide. Vale ressaltar que temos vários Jaguns na expedição com grande
experiência e história no Mural de Aventuras.
A jornada da expedição começa bem
antes da própria expedição. Iniciamos um grupo no Whatsapp, tivemos o 1º
encontro e a resenha já começa desde então.
Começamos nossa jornada na
sexta-feira dia 30 de junho no aeroporto de Salvador. O Grupo se dividiu em 2
sendo que 4 foram de carro (Odi, Plech,Mário e Serjão) e os demais de avião.
Saímos de Salvador e depois de algumas escalas, chegamos a Imperatriz. Pegamos
a Van até Carolina considerada a porta de entrada para a Chapada das Mesas. A
cidade de Carolina, no Sul do Maranhão e próxima à divisa com o Tocantins, é o
ponto de partida para nossa aventura em meio a cenários surpreendentes. Ao
chegarmos em Carolina, já encontramos os outros expedicionários na praça para
brindarmos o início da nossa aventura. Feito o brinde, fomos para a pousada e
vocês pensam que fomos descansar kkkk, nada disso, expedição é brocação do
começo ao fim. Fomos montar as bikes, ajustar alforges e ver se existia alguma
bike danificada. Não encontramos nada danificada, mas o novato Jean, que pegou o malabike
emprestado de Rei, não tirou a blocagem que sofreu um furo e gerou muita
resenha.
Acordamos por volta das 5horas da
manhã. Tomamos o café da manhã,
encontramos nosso guia Nivaldo, arrumamos as bikes na caminhonete e sentamos na
Bandeirante - jardineira que nos levaria as lindas cachoeiras. Ouvimos o famoso
PARTIU !!!!, porém pela 1ª vez não estávamos montados nas bikes, mas a EMOÇÃO sempre
está presente quando ouvimos esse grito clássico do MURAL DE AVENTURAS.
No 1º dia da expedição visitaríamos
a Cachoeira do Prata e a Cachoeira de São Romão que estão localizadas dentro da
reserva e por terem difícil acesso, fazem parte de um circuito que é realizado
em apenas um dia, sendo que não teríamos como pedalar devido a estrada ser de
areia intransponível. Encontram-se, respectivamente, a 61 e 81 Km do município
de Carolina no rio Farinha que faz divisa entre o município de Carolina e
Estreito.
O dia estava lindo, um sol
escaldante, o céu de um azul indescritível e no caminho já nos deparamos com as
belas serras do parque nacional, passamos por alguns povoados e uma grande quantidade
de buritis, árvore que indica a presença de água em um determinado local, típica
do cerrado. Avistamos as araras e siriemas (aves nativas da região), que nos
acompanharam por um período. Em seguida, o Dedo de Deus e todos ficamos
encantados com a beleza do cerrado maranhense. Entendemos então, porque se
chama CHAPADA DAS MESAS, devido ao relevo plano-ondulado com inúmeras chapadas
tabulares de arenito.
No caminho ficamos ansiosos e
preocupados porque não encontrávamos a caminhonete que estava com todas as bikes,
mas que acabou nos encontrando no nosso 1º destino a Cachoeira do Prata para
alivio de todos.
Depois de muita areia,
chacoalhando de um lado para o outro, chegamos a entrada da famosa Cachoeira do Prata, a queda d’água fica
dentro de uma área privada que cobra uma taxa de preservação do espaço. Ao
chegarmos, vimos um terreno com áreas de lazer, redário e uma lanchonete
simples e avistamos o início da Cachoeira do Prata com uma área de agua serena
de beleza espetacular e início das quedas d´aguas. A vocês amigos, que pensam que estamos
fazendo turismo, estão enganados. Expedição nível 5 pode até não ter pedal, mas
tem desgaste físico sempre.
Iniciamos a trilha por meio do
cerrado no sol escaldante, passamos por uma ponte pênsil de beleza impar quando
Popó começou a pular balançando a ponte para assustar Kadjon que estava meio
baqueado do brinde da noite anterior. Caminhamos mais um pouco, atravessamos
uma gruta de pedra e finalmente chegamos a Cachoeira do Prata.
Segundo dia de aventura entre subidas e descidas árdua do Guiné ao Pati
entre becos, arrodeios e quebra bundas, sobrevivemos. Com ressalvas, POIS eu
ressurgir apenas no final da tarde rs!
Fomos bem acomodados no sábado e precisava de um banho quente, banho
quente? Mas com que energia elétrica? A anfitriã avisou logo: é bom tomar banho
cedo enquanto não escurece e o corpo ainda esta quente ela sorriu de canto de
boca e previu que naquele dia iria frio. Os nativos tem o poder de adivinhação
só pode, acertou, pois a sensação térmica no sábado creio que chegou aos 12° e estávamos
quase congelando.
Aguardamos a janta, um verdadeiro banquete, comi tanto que não tive fome
para o café do dia seguinte muito menos para o lanche /almoço.
Acordamos no domingo as 9 da manha pois estávamos correndo do frio e
todos sentiam fortes dores musculares pelo trekking do dia anterior.Era nítido
o meu cansaço físico e dos demais, exceto Elsão "a lenda". Mudamos o
roteiro "Igrejinha" para Cachoeira dos Funís por serem apenas 4 km,
mas 4 km no Vale do Pati... f** são subidas e descidas íngremes e exige técnica
bem como cardio, e naquele dia me faltaram os dois.rs . Estava tão exausta que
em um primeiro momento pensara em desistir da subida dos funis, mas Muralista
não desiste e assim mesmo venci o cansaço físico e vesti o manto, já ouvia de
lá: PARTIU... Galera o partiu de Elsão é algo assustador e se tem algo no Mural
que tememos quando estamos exautos é esse #PARTIU... e partimos para a Cachoeira
dos Funis .
Na primeira subida eu já estava ofegante, acho que o bastão quem me
levou por diversos trechos. Passamos por lugares um tanto difícil que exigia
bastante esforço eu "morrendo" só queria deitar, a cada momento que
um cansava pra mim era alegria de sentar.
Depois de quase 1 hora chegamos nos Funis, e fomos contemplados por uma
beleza ímpar da queda d'agua, a galera empolgada com a beleza do lugar e eu
procurando um canto para capotar apenas. Achei uma pedra e nela joguei a
mochila fiz um travesseiro e confesso que dormir de verdade. Acordei ao som do
bom e velho rock "Give it away" do Red Hot embalou o inicio da tarde
e fui animando aos poucos ,fui socializar com a galera. Já acesa subimos eu, Leo
e Elsão numa parte dos funis e contemplamos a beleza de cima da cachoeira, modéstia
parte que espetáculo da natureza, todos o esforços valeram a pena. Fizemos
varias fotos e vídeos bacanas, o dia realmente estava lindo e fomos agraciados
pelo sol batendo diretamente na cachoeira que segundo os moradores é algo muito
raro.
Depois de muito paquerar o “Mural de Aventuras” pelo site, lendo sobre
os relatos e vendo as fotos das aventuras mundo afora, resolvi criar coragem e
entrar para esse grupo que tem tudo a ver comigo. Tinha participado apenas de
dois CTMs, ou seja, estava totalmente verde e sem condicionamento. Mas resolvi
encarar a minha primeira trilha para Lagoa Azul em Arembepe. E a história foi a
seguinte...
Estava super ansiosa na véspera, arrumei a bike no carro, separei
lanches (nem sabia direito o que levar...) e fui dormir. Durante a noite,
choveu a cântaros, mas como o coordenador do grupo Elsão já tinha avisado que
só cancela trilha se chover granizo, então tinha certeza que a trilha ia
acontecer. Não seria essa a desculpa para não encarar o desafio.
Às 7h, pontualmente, cheguei ao local de encontro (posto Kona) e lá
estava o Coordenador Geral Elsão e mais ninguém. Em poucos minutos chegou mais
outro integrante, Serjão. A galera parece que ficou de “mimimi” e com “medinho”
da chuva. Mal chegamos e começou a chover, estrategicamente ficamos conversando
e esperando a chuva passar um pouco, o que foi ótimo, pois peguei dicas de
alimentação.
Mas, como a gente tinha ido para fazer trilha e não para conversar, logo
iniciamos o trajeto. Inicialmente pegamos alguns quilômetros de asfalto
evitando a estada de barro que estava com muita lama. Estava fácil demais, até
pegarmos a estradinha de barro que estava bastante molhada. Qualquer subidinha
já evidenciava minha falta de preparo, os pneus da bike pareciam colar no chão
e eu facilmente ficava ofegante. Mas, sentir o cheiro da terra molhada, olhar
para a paisagem com aquela vegetação verde me dava todo o gás e motivação para
ir em frente. Não posso deixar de lembrar dos incentivos constates de Elsão e
Serjão de que eu estava indo muito bem. O tempo nublado me ajudou, evitando o
desgaste que é pedalar no sol. E assim fui seguindo a trilha, passando por
lamaçais, charcos, areal, tudo era novo para mim, pois não tinha experiência em
pedalar em terrenos tão diversos. Muitas vezes derrapava, mas não cheguei a
comprar terreno nenhum em Arembepe, graças a Deus! Ficava admirando Elsão e
Serjão que faziam parecer tudo muito fácil. E para eles acho que foi mesmo...
Depois de quase duas horas de pedalada, finalmente chegamos à Lagoa
Azul, digo, Lagoa “Azivis”, segundo Serjão (perguntem diretamente a ele o
porquê). O lugar é lindo e eu, particularmente, adoro o tempo chuvoso. São
Pedro nos contemplou com um banhozinho de chuva enquanto estávamos na lagoa.
Com aquele tempo, claro que não ia ter mais ninguém lá e a lagoa era só nossa.
Para completar o clima, Elsão tirou da sua mochila um caixa de som. Eu
realmente não esperava brindar aquele momento com uma música legal. Surpresa
grata! Mas quem não conseguiu relaxar mesmo foi Serjão que ficou na água com
medo de encontrar uma cobra... kkkkkk
Passado o momento de descontração, fotos e tudo mais, chegou a hora de
voltar. O banho me refez um pouco, mas eu ainda me sentia cansada para encarar
toda aquela lama, por outro lado era uma ótima oportunidade de aprimorar minha
técnica em pedalar em terrenos assim. Depois de algumas pedaladas, ladeiras,
chegamos no trecho de asfalto e mais uma vez, a parada estratégica, providencial.
Precisávamos hidratar o corpo com uma cerveja bem geladinha! Gostei ainda mais
desse grupo! Cerveja Gelada, conversa gostosa... mas é hora de voltar.