Ainda sobre a Jiboia... depois de
uma revigorante noite de sono e de um Breakfast reforçado, partimos para o
segundo dia de nossa aventura. Inicialmente bem light, uns 6 km de asfalto, alguns
pingos de chuva para refrescar o juízo e chegamos ao estradão. Já no início
começaram as resenhas, pois encontramos três nativos de barra circular e um dos caras se
esforçando para ficar em nossa frente, pelo menos na de Ito... até que chegamos
a última ladeira antes do povoado de ...... onde Ito e a barra circular
disputaram cabeça a cabeça.... quem chegou primeiro? Só as fotos conseguirão revelar.
Chegamos a .... onde pudemos
conhecer a Vinícola... , e fomos recepcionados pelo Sr. .... muito simpático,
que explicara sobre a história da vinícola de sua família e como produziam o
vinho, e é claro nos ofereceu para provar... como ninguém é de ferro acabamos
aceitando.. Estávamos indo em direção as antenas, e entre nós e elas uma
pequena subida de 6Km, coisa pouca... fomos no giro, lá pelas tantas paramos em
uma cachoeira para variar, batizada de..., que segundo Elsão foi quem sinalizou
sobre a existência da mesma. Ficamos tempo suficiente para nos refrescar e
trocar as pastilhas de freio ching-ling de Elsão, partiu Antenas, mais alguns
kms intermináveis, fomos agraciados com uma vista fantástica da chapada,
impressionante, estávamos no topo do mundo... mas além dessa recompensa
fabulosa, já que havíamos subido tanto merecíamos descer, e eis que surge um
single fantástico... lama, raízes, valetas, escadas.. Será que esqueci alguma
coisa? Ah!!! As motos, elas nos perseguem...
Mas tudo que é bom acaba e retornamos ao sobe e desce dos estradões... só não
entendo porque sempre sobe mais do que desce...
O sol a pino e nossa energia
estava acabando, mas ainda tinha a farofa, bem mais reforçada que a primeira...
sem esquecer do suco Gami da Skol, que deixou Ito cheio de valentia. “Vou
brocar essas ladeiras todas”... no início foi bem assim, descíamos 500mts
subíamos 2Km, até que chegou um momento onde o sol reuniu todas as suas forças
contra nós, eu acabei desistindo de acompanhar Elson... Pensei: “PQP ele que vá
na frente, tô nem ai mais... por mim pegava uma carona de moto, Rs...” foi
quando encontrei meus dois companheiros confabulando, armando alguma cilada... “Pôneis
malditos ou Velozes e furiosos?” (traduzindo: caminho fácil ou difícil?) Essa
era a pergunta deles pra mim.. E eu só pensando na cerveja gelada e no churras
que nos esperava na fazenda, mas como eu me broco, respondi que o que eles
escolhessem estaria bom. Ito sob efeito do suco Gami da Skol, resolveu desafiar
Elsão, e todo Muralista sabe que essa não é uma boa ideia, o cara não é desse
planeta. Resultado fomos pelos velozes e furiosos. Sofri muito, mas broquei
Ito... descemos a ladeira dos 70Km, esse nome é por que essa é a velocidade
alcançada no final... imagine a subida depois... fiquei com muita raiva, um
inferno... o sol a mais de 40° e o sacana ainda desafia Elso, mas ele se arrependeu...
me confessou: “Will pensei que era brincadeira de Elson”.. mas vencemos a Jiboia,
faltava apenas o arromba batata pra finalizar a aventura.. Quando nos deparamos
com a ladeira, Elso desceu da Bike, ai vi que estávamos ferrados... mas o mural
se broca e finalmente, com as últimas gotas de energia chegamos ao ponto de
partida... picanha na brasa, cerveja gelada e muita resenha... Isso não tem
preço. Bora Mural... Willyam Rocha.
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