Esse dia foi reservado para
fazermos o maior e mais difícil percurso. E “QUE DIA”!!!!!
Na noite anterior passei muito
mal com dor no estômago e fui parar no hospital. Tomei duas injeções, fiquei em
observação e depois me liberaram. Cheguei no Hotel com um pouco de dor e dormi.
Não foi uma noite tranquila, a dor ia e vinha. Só pensava na trilha, se
conseguiria fazer sentindo dor. Finalmente o dia amanheceu. Conversei com
Elson, Carla e Willian. As opiniões foram diversas. Ora de ficar, ora “você
quem sabe”. Mural que é mural não desiste. Então levantei, tomei banho e me
arrumei. Encontrei ele no café. Nem acreditaram que eu realmente ia. Comi a
pulso e que, por sinal, me fez sentir mais dor. Partiu!!! O pensamento foi o
tempo todo de não desistir. “A dor é psicológica”.
Ao amanhecer era possível
perceber como seria a temperatura. A região é muito quente e venta pouco. A
saída foi com quase 5km subindo. Subi nas graças de Deus. Senti muita dor e
calafrio. Não olhava para trás senão desistia.
Saímos do asfalto e pegamos a
estrada de terra. Lá é muito seco. A caatinga predomina. Passamos por vários
singles alucinantes. E o sol cobrava seu preço. A temperatura aumentava
absurdamente. O Garmin marcava 43.2 graus. Não tinha ponto de água (bar/casa/supermercado).
Passamos por poucas casas e em uma delas, encontramos uma senhora muito educada
e solícita. Pedimos água e fomos bem atendidos. Que água gelada! Agradecemos e
saímos.
Por volta do meio dia “a lua”
brilhou mais forte. Foi um sol para cada um. Não tinha uma nuvem para contar
história, nem árvore para fazer sombra. Paramos numa praça para hidratar, repor
as mochilas de água e pedir informações sobre o melhor lugar para almoçar. Foi
aí que nos indicaram a Fazenda Monte Cristo. Que lugar lindo!!! Almoçamos,
descansamos, tiramos fotos com os demais visitantes e saímos.
E quem desce tem que subir! A
saída da Fazenda foi subindo, já pudemos gastar um pouco do almoço. Depois
pegamos um estradão, singles, passamos por várias cercas até chegar no asfalto.
Paramos, fizemos resenha e eu, que estava ruim de novo, pensei em não fazer o
downhill que fica ao redor do Rio São Francisco, mas no Mural quem sai junto
chega junto, fui orientada a tomar remédio de novo (que o anterior já tinha
passado o efeito) e esperar fazer efeito. Depois de alguns minutos me senti
melhor. Partiu! Fizemos esse downhill no 1º dia, mas já havia escurecido e
neste dia pudemos descer ainda de dia. A L U C I N A N T E. E o pôr do sol? Dá
pra voltar? Lindo demais!! Paramos para
contemplar e depois continuamos a descida até a cidade de Piranhas. Agradeço
cada um pelo apoio e incentivo. Pedalar com dor não é de Deus. BBMP. Bina.
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2 comentários:
Parabéns Bina pela superação e a todo o grupo pelo apoio. Certamente uma aventura para ficar na história. Bela resenha e fotos incríveis!!!!
Obrigada, Rogério!
Foi um dia muito difícil, mas também desafiador. BMMP.
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