A Reserva Natural Cachoeira do Rio Cocal trata-se de uma
propriedade privada cortada pelo Rio Cocal, onde se formam 4 cachoeiras: o Poço
Azul, a de Santa Bárbara, a dos Namorados e a de Santa Paula. O Poço Azul é uma
piscina natural de água cristalina e azulada que surpreende pela beleza. A
poucos minutos de caminhada, fica outra preciosidade: a cachoeira de Santa
Bárbara, uma queda de cerca de 75 metros de altura. Na reserva, além das
cachoeiras, há trilhas que acompanham o leito do Rio Cocal, em meio ao Cerrado
Maranhense.
Acordamos para o café que iria até às 9:30h. Acordei logo
cedo e já encontrei o coordenador e seu companheiro já a postos. Então por
volta da 7:30 já estávamos tomando nosso café. Nosso roteiro do dia sofreu uma
inversão (começaremos pelo Poço Encantado depois faríamos o Poço Azul) que foi
muito positiva, e lá por volta das 10:30 já estávamos subindo na Triton com
destino ao Poço Encantado, para aquela que seria a nossa 1ª aventura do dia,
que já começava quando subimos na carroceria adaptada para o transporte por 6km
sobre areia fofa, que há poucas horas havíamos nos livrado com as nossas bikes.
Muita descontração mesmo a equipe dividida: Nutella na Cabine e Raíz na
carroceria. Chegamos no ponto de apoio do Poço Encantado, localizado em outra
propriedade particular, fora do complexo. Então fomos logo providenciar um
isopor para levar as cervejas. Foi suficiente para a hidratação daquela manhã,
que se encerraria por volta das 13:00 com a nossa refeição e logo em seguida a
segunda aventura do dia.
Para chegar ao Poço Encantado passamos por um trecho em solo
adaptado para depois iniciarmos uma descida por escada de madeira com 6 lances,
intercalado por patamares, com total pouco mais de 120 degraus bem projetado é
bem construído, nada de improviso, nos deixando confortavelmente ao primeiro
passo dentro do Encantado. A primeira impressão era o encantamento causado pela
exuberância da natureza, muitas árvores que são verdadeiros exemplares da mata
atlântica inserido numa região tipicamente de serrado, que caracteriza a região
das Mesas, além do que a profusão de tons de azul e verde provocado pela
incidência dos raios solar provenientes do azul retumba do céu em brigadeiro o
nosso encantamento. Cenário esse que na mão dos nossos fotógrafos e cineastas
trarão uma ideia das belezas desse canto que a chapadas das Mesas nos brindara.
Muitas alvissaras e prontamente começamos nossas brincadeiras.
A essa altura começou a chegar caravanas de turistas, que
iam se acomodando, o espaço começou a ficar apertado e começamos a nos preparar
pois também era chegada a hora de seguir com nosso planos e não deixar nada pra
trás.
Expedicionar era um verbo que precisamos conjugar. Voltando
ao ponto de apoio todos muito alegres e satisfeitos ao som de Bob Marley, e chegando
no ponto de apoio já estava lá nosso transporte pontualíssimo. Novamente a
emoção de subir na carreira nos levava de volta para o Complexo Poço Azul, nada
demais já que já sabíamos dos sacolejos sobre as areias e a possibilidade de
ficar encalhado, atolados. Não fossem as cervejas pressionando a minha
brechinha a ponto de se tornar insuportável conciliar com os sacolejos,
protestei! para!, para! que quero fazer o 1! Parou, e sai a procura de uma
sombra e relaxar para soltar quem passara a me oprimir desde que subi a
carroceria. Então, foi no exato instante que recebo aviso para dar meu mijão em
outro local! Um enxame de marimbondos veio pra cima e pulei fora tentando
quadrar-me, sai correndo e ainda conseguiram 3 ferroadas, na face no pescoço e
na mão, sem grandes reações ou dor me livrei, tomei isso como lição para seguir
nossa aventura pelos próximos dias.
O almoço ocorreu no restaurante do complexo, não havia outra
opção nem local que pudéssemos explorar,
a comida era boa mas sem as iguarias típicas da região, que eu
particularmente fiz questão a única disponível no cardápio seria a la carte. No
bufê a quilo rolava o trivial, arroz branco, carnes, feijão e salada bem
diversificada, típico do nordeste.
Logo que finalizamos o almoço partimos para a exploração do
Complexo Rio Cocal, que compreende a Cachoeira de Santa Paula, a Cachoeira de
Santa Bárbara, o Poço Azul, a Cachoeira dos Namorados. Ainda conta de outros a
tirolesa, a Cachoeira de Dona Luiza, a Pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de
Deus.
Começamos pela vista da Cachoeira de Santa Paula, essa não
nos atraiu a água estava turva e seguimos por rampa que nos levara a todos os
pontos de visitação, tudo com sinalização e segurança necessária. Chegamos na
Cachoeira de Santa Bárbara depois de atravessarmos uma passarela de 30m de
extensão e uma vista mágica da queda de 75m sobre um monólito que por vez toma
forma escultura sobre véu de água. Aproveitamos e para o banho que foi o mais
frio de todos, mas ainda agradável. Tiramos muitas fotos e contemplamos
bastante. Conta-se que Santa Barbara vivia numa torre construída pelo pai sem
que ninguém pudesse chegar perto. Um certo dia, quando seu pai fazia uma
viagem, a Santa pediu que nessa torre fossem abertas 3 janelas, as quais
simbolizavam da Santíssima Trindade.
Quando o seu pai voltou de viagem, ficou tão chateado que matou a própria
filha. Dizem que quando a cabeça de Santa Bárbara tocou no chão, já morta,
houve um grade trovão e desde então a santa é invocada para pedir proteção
contra trovoadas e tempestades. Oração de Santa Bárbara:
“Santa Barbara, que sois mais forte que as torres das
fortalezas e a violência dos furacões, fazei com que os raios não me atinjam,
os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abale a coragem e a
bravura.
Ficai sempre ao meu lado para que eu possa enfrentar de
fronte erguida e de rosto sereno todas as tempestades e as batalhas de minha
vida, para que vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido,
possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu,
da terra, da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das
tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Santa Bárbara, rogai por nós!
Amém”
Seguimos até a caverna que fica do outro lado de mais outra
passarela para depois ir ao encontro daquele que seria o encontro mais esperado
o Poço Azul, fantástico! Aguas cristalinas com tons esverdeado e azulado,
dependendo do horário, com muitos peixinhos que gostam de ficar beliscando as
feridas e os cantos de unhas, mas sem muito incomodo. Aqui ficamos por mais de
hora, a temperatura da água consorciada ao sol criando locais de relaxamento de
onde nos esquentamos, fotografamos, mergulhamos e fizemos muitas algazarras.
Era hora de voltar pois ainda tínhamos um roteiro a cumprir e começou a
esfriar. Voltamos e passamos com breve visita à Cachoeira dos Namorados de onde
pudemos avistar a pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de Deus. Pouco antes do fim
da tarde ainda dava tempo para nos compensarmos de um dia muito exaustivo... Já
era mais que tempo de abrir umas cervejas geladas... Pensa que acabou? Nada, o
maluco do Jean conseguiu a chave de um Jeep Willy para uma aventura nas areias do complexo, ai
partiu junto Marão, Guga, Odi e Serjão de piloto quem sabe o que aconteceu? Sei
não... Não fui.Agora era esperar a hora do jantar e saímos de volta para os Bangalôs para nos prepararmos para a janta. Claro que fizemos logo nosso pedido, pois ia ser demorado. Escolhemos a caldeirada maranhense, é feita com o peixe surubim ou o pintado, são dois peixes muito apreciado na região. Os demais foram pela Picanha na chapa. Enquanto aguardamos nossas iguarias, teríamos uma disputa que já seria quase que uma nova regra: disputar no palitinho a resenha do próximo dia. Isso dá vantagens pois podemos nos preparar e fazer as anotações, deixando nossa memória guardada. Tomamos muitas cervejas e continuamos com a resenha até chegar a hora para descanso necessário pois dia seguinte teríamos mais 118km, com destino á grande promessa Cachoeira do Dodo.
Encerro aqui agradecendo a todos pela companhia inestimável.
E que Deus e Santa Barbara nos proteja. Vida Longa ao Mural de Aventuras. Zé
Bezerra (Bizerraider).
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3 comentários:
Top esses dias, esse dia então. Teve até ABEIAS,que tentaram picar Bizeride.
Bela resenha Bezerrider.
Esse dia foi top. As fotos nos fax sentir vontade de voltar...
Quero ver o fotolivro dessa expedição. Vai ficar top.
De mais MSM, bora mural!!!
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