3º Dia - Expedição Chapada das Mesas: Complexo Reserva Natural Cachoeira do Rio Cocal - Poço Azul (Texto: Zé Bezerra - Bizerraider)

A Reserva Natural Cachoeira do Rio Cocal trata-se de uma propriedade privada cortada pelo Rio Cocal, onde se formam 4 cachoeiras: o Poço Azul, a de Santa Bárbara, a dos Namorados e a de Santa Paula. O Poço Azul é uma piscina natural de água cristalina e azulada que surpreende pela beleza. A poucos minutos de caminhada, fica outra preciosidade: a cachoeira de Santa Bárbara, uma queda de cerca de 75 metros de altura. Na reserva, além das cachoeiras, há trilhas que acompanham o leito do Rio Cocal, em meio ao Cerrado Maranhense.
Acordamos para o café que iria até às 9:30h. Acordei logo cedo e já encontrei o coordenador e seu companheiro já a postos. Então por volta da 7:30 já estávamos tomando nosso café. Nosso roteiro do dia sofreu uma inversão (começaremos pelo Poço Encantado depois faríamos o Poço Azul) que foi muito positiva, e lá por volta das 10:30 já estávamos subindo na Triton com destino ao Poço Encantado, para aquela que seria a nossa 1ª aventura do dia, que já começava quando subimos na carroceria adaptada para o transporte por 6km sobre areia fofa, que há poucas horas havíamos nos livrado com as nossas bikes. Muita descontração mesmo a equipe dividida: Nutella na Cabine e Raíz na carroceria. Chegamos no ponto de apoio do Poço Encantado, localizado em outra propriedade particular, fora do complexo. Então fomos logo providenciar um isopor para levar as cervejas. Foi suficiente para a hidratação daquela manhã, que se encerraria por volta das 13:00 com a nossa refeição e logo em seguida a segunda aventura do dia.
Para chegar ao Poço Encantado passamos por um trecho em solo adaptado para depois iniciarmos uma descida por escada de madeira com 6 lances, intercalado por patamares, com total pouco mais de 120 degraus bem projetado é bem construído, nada de improviso, nos deixando confortavelmente ao primeiro passo dentro do Encantado. A primeira impressão era o encantamento causado pela exuberância da natureza, muitas árvores que são verdadeiros exemplares da mata atlântica inserido numa região tipicamente de serrado, que caracteriza a região das Mesas, além do que a profusão de tons de azul e verde provocado pela incidência dos raios solar provenientes do azul retumba do céu em brigadeiro o nosso encantamento. Cenário esse que na mão dos nossos fotógrafos e cineastas trarão uma ideia das belezas desse canto que a chapadas das Mesas nos brindara. Muitas alvissaras e prontamente começamos nossas brincadeiras.
A essa altura começou a chegar caravanas de turistas, que iam se acomodando, o espaço começou a ficar apertado e começamos a nos preparar pois também era chegada a hora de seguir com nosso planos e não deixar nada pra trás.
Expedicionar era um verbo que precisamos conjugar. Voltando ao ponto de apoio todos muito alegres e satisfeitos ao som de Bob Marley, e chegando no ponto de apoio já estava lá nosso transporte pontualíssimo. Novamente a emoção de subir na carreira nos levava de volta para o Complexo Poço Azul, nada demais já que já sabíamos dos sacolejos sobre as areias e a possibilidade de ficar encalhado, atolados. Não fossem as cervejas pressionando a minha brechinha a ponto de se tornar insuportável conciliar com os sacolejos, protestei! para!, para! que quero fazer o 1! Parou, e sai a procura de uma sombra e relaxar para soltar quem passara a me oprimir desde que subi a carroceria. Então, foi no exato instante que recebo aviso para dar meu mijão em outro local! Um enxame de marimbondos veio pra cima e pulei fora tentando quadrar-me, sai correndo e ainda conseguiram 3 ferroadas, na face no pescoço e na mão, sem grandes reações ou dor me livrei, tomei isso como lição para seguir nossa aventura pelos próximos dias.

O almoço ocorreu no restaurante do complexo, não havia outra opção nem local que pudéssemos explorar,  a comida era boa mas sem as iguarias típicas da região, que eu particularmente fiz questão a única disponível no cardápio seria a la carte. No bufê a quilo rolava o trivial, arroz branco, carnes, feijão e salada bem diversificada, típico do nordeste.
Logo que finalizamos o almoço partimos para a exploração do Complexo Rio Cocal, que compreende a Cachoeira de Santa Paula, a Cachoeira de Santa Bárbara, o Poço Azul, a Cachoeira dos Namorados. Ainda conta de outros a tirolesa, a Cachoeira de Dona Luiza, a Pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de Deus.
Começamos pela vista da Cachoeira de Santa Paula, essa não nos atraiu a água estava turva e seguimos por rampa que nos levara a todos os pontos de visitação, tudo com sinalização e segurança necessária. Chegamos na Cachoeira de Santa Bárbara depois de atravessarmos uma passarela de 30m de extensão e uma vista mágica da queda de 75m sobre um monólito que por vez toma forma escultura sobre véu de água. Aproveitamos e para o banho que foi o mais frio de todos, mas ainda agradável. Tiramos muitas fotos e contemplamos bastante. Conta-se que Santa Barbara vivia numa torre construída pelo pai sem que ninguém pudesse chegar perto. Um certo dia, quando seu pai fazia uma viagem, a Santa pediu que nessa torre fossem abertas 3 janelas, as quais simbolizavam  da Santíssima Trindade. Quando o seu pai voltou de viagem, ficou tão chateado que matou a própria filha. Dizem que quando a cabeça de Santa Bárbara tocou no chão, já morta, houve um grade trovão e desde então a santa é invocada para pedir proteção contra trovoadas e tempestades. Oração de Santa Bárbara:
“Santa Barbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei com que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abale a coragem e a bravura.
Ficai sempre ao meu lado para que eu possa enfrentar de fronte erguida e de rosto sereno todas as tempestades e as batalhas de minha vida, para que vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra, da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Santa Bárbara, rogai por nós!
Amém”
Seguimos até a caverna que fica do outro lado de mais outra passarela para depois ir ao encontro daquele que seria o encontro mais esperado o Poço Azul, fantástico! Aguas cristalinas com tons esverdeado e azulado, dependendo do horário, com muitos peixinhos que gostam de ficar beliscando as feridas e os cantos de unhas, mas sem muito incomodo. Aqui ficamos por mais de hora, a temperatura da água consorciada ao sol criando locais de relaxamento de onde nos esquentamos, fotografamos, mergulhamos e fizemos muitas algazarras. Era hora de voltar pois ainda tínhamos um roteiro a cumprir e começou a esfriar. Voltamos e passamos com breve visita à Cachoeira dos Namorados de onde pudemos avistar a pedra do Cálice e a Pedra do Dedo de Deus. Pouco antes do fim da tarde ainda dava tempo para nos compensarmos de um dia muito exaustivo... Já era mais que tempo de abrir umas cervejas geladas... Pensa que acabou? Nada, o maluco do Jean conseguiu a chave de um Jeep Willy  para uma aventura nas areias do complexo, ai partiu junto Marão, Guga, Odi e Serjão de piloto quem sabe o que aconteceu? Sei não... Não fui.
Agora era esperar a hora do jantar e saímos de volta para os Bangalôs para nos prepararmos para a janta. Claro que fizemos logo nosso pedido, pois ia ser demorado. Escolhemos a caldeirada maranhense, é feita com o peixe surubim ou o pintado, são dois peixes muito apreciado na região. Os demais foram pela Picanha na chapa.  Enquanto aguardamos nossas iguarias, teríamos uma disputa que já seria quase que uma nova regra: disputar no palitinho a resenha do próximo dia. Isso dá vantagens pois podemos nos preparar e fazer as anotações, deixando nossa memória guardada. Tomamos muitas cervejas e continuamos com a resenha até chegar a hora para descanso necessário pois dia seguinte teríamos mais 118km, com destino á grande promessa Cachoeira do Dodo.
Encerro aqui agradecendo a todos pela companhia inestimável. E que Deus e Santa Barbara nos proteja. Vida Longa ao Mural de Aventuras. Zé Bezerra (Bizerraider).
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3 comentários:

Unknown disse...

Top esses dias, esse dia então. Teve até ABEIAS,que tentaram picar Bizeride.

Plech disse...

Bela resenha Bezerrider.
Esse dia foi top. As fotos nos fax sentir vontade de voltar...
Quero ver o fotolivro dessa expedição. Vai ficar top.

Unknown disse...

De mais MSM, bora mural!!!