Trilha Abranpower, mais uma edição desta trilha INESQUECÍVEL
(será?) rsrsrsrsrs – vocês vão entender o motivo do riso daqui a pouco.
Uma trilha numa região que conheço muito bem por ser “o
quintal lá de casa”, em Abrantes/Camaçari. Confesso que gostei muito de ver o
Mural redescobrindo essa trilha no ano passado, não só pela proximidade de
casa, mas por considerar uma das melhores regiões próximas a Salvador para a prática
do ciclismo, com muitas ladeiras e diversos tipos de terreno e vários desafios
e que tem sido recentemente palco de algumas competições de Mountain-Bike e
Motocross.
Uma coisa é certa por aqui: existe uma infinidade de
caminhos que parece sempre conduzir para o famoso Jorrinho, outrora um ponto de
descanso e confraternização onde diversos grupos de ciclistas se encontravam
nos sábados pela manhã e era aquela resenha. Ali haviam duas bicas que jorravam
água vinda diretamente do subsolo, uma de água fria e outra de água quente.
Infelizmente a fonte secou e hoje o local se resume apenas a ruínas. Mas as
estradas de terra e os maravilhosos single tracks ainda permanecem lá, para a
nossa alegria.
Mais uma vez o chefe Elson me deu a honra de ser o guia do
grupo, e como a trilha estava ocorrendo um dia após eu completar 44 anos, todos
concordaram que o percurso deveria ser de 44 km. Mas o que ninguém sequer
imaginava era que atingiríamos quase 1000 metros de subida nestes 44 km,
hehehehe.
O aquecimento foi rápido e logo encaramos a primeira
ladeira, subindo logo após o Alphaville III e depois fazendo uma descida de
tirar o fôlego pela “ladeira dos cachorros”. Alguns single-tracks fantásticos
que lembram a Sapiranga e chegamos à famosa pinguela sobre um braço do Joanes,
já perto da Barragem, que exigiu muita concentração e coragem de todos os
aventureiros durante a travessia. Dali decidimos seguir pelo single do
“canta-galo”, uma trilha por dentro da mata às margens do Rio Joanes que leva
até à Pedreira, na Via Parafuso. Essa trilha proporciona inicialmente um trecho
bem técnico e acidentado e na segunda metade um trecho plano e rápido, que
incita à velocidade. Foi aí que Will se empolgou e comprou um terreno e, segundo
dizem...eu também! O que aconteceu foi que passamos por uma pequena rampa e
Elsão queria tirar umas fotos com a galera dando um salto. Eu retornei para
pegar velocidade e dar o salto para sair bem na foto, e segundo relatos eu
perdi a frente da bike na hora do salto e caí batendo a cabeça, fiquei meio
tonto, mas me levantei, sacodi a poeira e saí pedalando. Mas o fato é que não
me lembro de nada, nem do salto, nem da queda. Somente uns 15 minutos depois, quando
já estava perto do Pedágio da Parafuso, senti como se estivesse acordando de um
sono e fiz a fatídica pergunta: “Eu caí foi?”. Daí foi só resenha, eu querendo
saber o que aconteceu, a galera sem acreditar que eu não me lembrava de nada.
Para minha sorte tive apenas um lapso de memória e à tarde fiz alguns exames
que constataram que estava tudo bem, saí sem nenhum arranhão desta brincadeira.
Depois de passarmos pelo single do “mato-seco” chegamos ao
Jorrinho e fizemos uma parada para hidratação. Dali retornamos pela Trilha dos
Tropeiros para completar esta fantástica trilha, que proporciona muita diversão
e adrenalina. No final, quem ficou com a resenha? Bem, eu me esforcei ao máximo
para me lembrar de tudo, será que esqueci de alguma coisa? Kkk
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