3º Dia - Ciclo Aventura Chapada Diamantina (Vale do Pati ao Capão) (Texto: Neylor Bahia - Mineiro)

Amanheceu no Vale do Pati, a bruma envolvia as montanhas e um clima ameno imperava. Chegava a hora de sair da casa de Dona Raquel e rumar, morro acima, para o mirante do vale e, de lá, para o Vale do Capão. No café, um pão caseiro feito na hora nos presenteava com energia ao montes. Não era mais tempo para experimentar a cachaça de banana ou de ouvir o seu João tocar sua sanfona, dentre as mágicas que aquele lugar nos reserva. Daquele pouso encantado sairíamos para uma prática fundeada na Grécia antiga, talvez cedo demais. O morro do Castelo e sua gruta ficariam para outra ocasião.
Passamos primeiro no amigo de Leonov, o senhor Wilson, um dos anfitriões daquele espaço espremido no vale do Rio Andaraí. Conta-se que ali os primeiros habitantes chegaram no final do século XIX, açoitados por uma grave seca. A umidade permitiu que mais de duas mil pessoas cuidassem de plantações de café, banana e de extração de palmito, além da coleta de diamantes em pequena escala. Ali córregos e nascentes formam a base do Rio Paraguaçu, que abastece a Região Metropolitana de Salvador, distante quase 500 quilômetros, Por isso é chamada de "Caixa D´água da Bahia". Em fins da década de 50 o governo federal comprou a produção nacional de café e a queimou, a fim de aumentar o preço no mercado internacional. Isso provocou o êxodo dos sertanejos, hoje resumidos a treze famílias, de acordo com o relato do Parque Nacional da Chapada Diamantina. O povo patizeiro vive agora do ecoturismo. Em mais de 60 anos a mata recuperou, em parte, seu espaço e nos agracia com raros cenários.
 Continuamos a rodar e logo depois da primeira parada sequestramos um guia que seguia descalço e conduzia uma família de turistas. Ele nos deu a dica da trilha do Cruzeiro, praticamente invisível do Mirante do Pati, e também para o caminho da Igrejinha do Senhor do Bomfim. Disse ainda: "esse povo ciclista ama o sofrimento". Então o largamos e fomos para a Cruz. Difícil escalada, amenizada por uma paisagem de encantamento. Os mais de dois mil quilômetros entre Ouro Branco e Sento Sé possivelmente ali possuem o maior esplendor da Cordilheira do Espinhaço. Quem sabe, nas estradinhas próximas à Cabeça de Boi, distrito de Itambé do Mato Dentro, veria algo tão marcante. Não havia cachoeiras recentes formadas pela chuva, sequer passamos pela do Funil ou por outra de maior dimensão, mas ali encontrava a perplexidade. Para mim, seria impossível entender e tentar descrever tamanha beleza. Recorro à "Hotel Toffolo", do livro Claro Enigma, de Drummond:

E vieram dizer-nos que não havia jantar.
Como se não houvesse outras fomes
e outros alimentos.
Como se a cidade não nos servisse o seu pão
de nuvens.
Não, hoteleiro, nosso repasto é interior
e só pretendemos a mesa.
Comeríamos a mesa, se no-lo ordenassem as Escrituras.
Tudo se come, tudo se comunica,
tudo, no coração, é ceia.

No Camping da Igrejinha encontramo-nos com um grupo de trilheiras de Salvador e fizemos uma pausa para uma leve refeição de carne de sol e suco de abacaxi. Não havíamos percorrido 3,5km em meia hora e a subida da "Rampa" que nos separava do Mirante do Pati nos aguardava. Levamos cerca de uma hora e meia com as bicicletas nas costas para percorrermos os 140 metros de morro acumulado até a "BR" do alto do Vale, conforme alguns guias nos falaram anteriormente. Perto da chegada ao Mirante, fui ultrapassado por dois tropeiros e três burrinhos com as bruacas vazias, que seguiam para buscar víveres a duas, três horas dali, talvez no Guiné. Mas também descansavam por lá dois gêmeos alemães, dentre vários viajantes da Deutschland pelos quais passamos em apenas três dias de Chapada. Povo sabido esse que não se abala por um oceano, aprende rudimentos de português e se afunda pelo Brasil profundo para ver o incompreensível.

No mirante do Pati nos frustramos com a inexistência do "moço do suco natural", produzimos mais centenas de imagens e avançamos por um terreno escuro, quebradiço e de vegetação rasteira até o ponto mais alto da viagem, a 1422 metros de altitude. Dali literalmente nos despencamos para o Quebra Bunda, trilha de pedras disposta a nos arrebentar nos escorregões.
Convoco aqui meu amigo Jim, o que abriu as portas da percepção:

Not to touch the earth
Not to see the sun
Nothing left to do, but
Run, run, run
Let's run
Let's run

Surpreendentemente, como se a jornada não fosse toda ela feita de deslumbramentos, chegamos quase inteiros ao final desse trecho. Havia ainda um trecho longo até o início da "Bomba", outro caminho de pedras que desemboca nas proximidades da Vila do Capão, como é conhecido distrito de Caeté Açu, na cidade de Palmeiras. No início do longo declive o proprietário disse a senha: "Larga!", para logo depois se espatifar num toco traiçoeiro e ter seu suporte de computador destruído. Felizmente, tirando a argila branca que o cobria, ele havia se safado. Muitos trechos de descida em rocha depois, era a vez de eu mesmo me tornar vizinho do dono e me integrar à natureza, me abraçando às samambaias que cobriam o lado esquerdo do percurso. Assim me tornei também possuidor de uma escritura na Chapada. Esperamos o grupo se juntar próximos à placa do Ibama. (Nota triste: ali e em poucos momentos em que cruzávamos com os guarda parques sentíamos estar num Parque Nacional, tamanha a ausência de sinalização e de qualquer outro cuidado com os caminhos.).Mara e Carla traziam um tênis perdido por Leonov. O dia havia sido extenuante. Mas era a hora da travessia de três córregos, um mais belo que o outro, para logo depois concluirmos o trecho mais bonito dessa parte num bar local, com creme de cupuaçu e magníficos pastéis de palma de jaca.

5º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): De Copacabana e Ilave (Texto: Odilardo Filho)

Antes de iniciar a resenha do dia, vou explicar o motivo de ter sido o escolhido para esta tarefa. Desde Sorata onde estivemos, eu já não estava me adaptando a comida Boliviana, e em Copacabana visitando as ilhas de barco, passei muito mal ao ponto de precisar me apoiar para conseguir andar, fiquei então sem me alimentar durante todo o dia, tomando apenas água e Gatorade. A noite todos foram jantar enquanto repousei no hotel pois já não conseguia nem me manter aquecido, tremia debaixo de cinco edredons. Ao fim do jantar, Kadjon trouxe uma quentinha, que por mais que tentasse não conseguia comer nada; A preocupação estava nos olhos de todos ao me visitarem no quarto e assim faziam a mesma pergunta: “E ai Odi, vai fazer o que amanhã?” Sinceramente, essa era minha maior preocupação, maior até do que com minha saúde, desistir ou enfrentar os 90km naquele estado. As 5:00hs da manhã acordei na geladeira apelidada de hotel Flores de lago. Todos voltaram a me visitar e a me questionar sobre meu estado, porém um fato já se destacava a vista de todos, eu estava com o uniforme do Mural e pronto pra guerra. Então daí surgiu o convite de Elson, “Odi, se você for pedalar hoje a resenha com certeza será sua”.
Seguimos no frio da manhã ainda que sob os raios do sol em direção a Plaza Sucre, onde ficava o temível caixa eletrônico Papa cartão brasileiro, rssss, para resgatar a tarjeta de Marão, sua última vítima. Enquanto ele aguardava o banco abrir, seguimos para a praça 2 de fevereiro em frente a linda Basílica de Nossa Senhora de Copacabana onde sentamos para tomar café da manhã na lanchonete de um Americano, seria uma tentativa de algo diferente da comida boliviana.
Enquanto todos comiam seus grandes sanduíches cheios de queijo e salame acompanhados de suco, café e até chocolate quente, fui ao mercado municipal atrás de algo que pudesse comer, algumas bananas e maçãs. Lá descobri o que poderia ter me deixado tão mal, carnes e frangos expostos sobre o balcão apenas em temperatura ambiente, que apesar de frio estava longe de ser o ideal, acredito que nunca ouviram falar em vigilância sanitária por lá.
Saímos após algumas fotos com os simpáticos americanos em direção a Rota Nacional com destino ao Peru. A estrada seguia margeando o Lago Titicaca e tinha poucas subidas e descidas, mas qualquer elevação naquela altitude (quase 4.000 metros) exigia muito. O cansaço e a fraqueza já se apresentaram logo no primeiro km, mas com o apoio de Guga, Rei e Elson que me empurravam mantendo-me a frente do pelotão, não tinha como parar nem para respirar. Pedalados uns 10km chegamos a fronteira e ao posto Boliviano de Kasani para sairmos da Bolívia e seguirmos em terras Peruana.
Ao atravessar a fronteira a paisagem natural era a mesma, o lago Titicaca, pouca vegetação e muita pedra, mas os ares eram outros, uma placa bem grande ostentava o nome Peru dando boas-vindas aos expedicionários. Pausa para a foto e este seria o nosso primeiro contato com o povo daquele lugar. Duas senhoritas que estavam próximas se prontificaram a nos fotografar, muito cordiais e alegres, até pousaram conosco nas fotos, a hospitalidade e alegria peruana já contrastava com o povo fechado e rude da Bolívia salvo por algumas exceções. Seguimos alguns metros e já estávamos na aduana peruana, estrutura muito superior à da Bolívia que mesmo com a chegada de um ônibus lotado de turistas fomos logo atendidos.

Trilha na Ilha de Itaparica: Como eu Nunca Tinha Visto

Ainda era escuro quando o despertador tocou, e mais uma vez jurei para mim mesmo que não faria mais uma loucura dessas, de acordar antes das 4:00 da manhã para pedalar. Mas felizmente após o termino dos pedais, sempre acabo mudando de ideia e percebendo que no fim, todo o esforço vale a pena.
Na verdade, tivemos que acordar um pouco mais cedo que o normal, pois teríamos que atravessar para Ilha no primeiro ferry, e para piorar Eu e Arquimedes (PDF) resolvemos já saímos pedalando do Imbuí e encontrar Foltz pelo caminho. Mas deu tudo certo, conseguimos chegar pontualmente e encontrar o resto dos Muralistas: Elson, Alexandre e Rei já na fila. Foi neste momento que olhei os participantes e pensei: “Essa trilha vai ser nível 6... isso sim.”!
Um detalhe que não me saia da cabeça era o fato de eu ter uma Formatura as 20:00 em salvador, e só me vinha na mente as lembranças das resenhas que li no dia anterior, todos falando que essa Trilha na Ilha Itaparica não tem hora para terminar.
Devido ao horário, acabei saindo de casa em jejum, já dentro do ferry, procurei fazer uma alimentação saudável que me ajudasse a completar este desafio. Mas ao ver a Coxinha brilhando no balcão da lanchonete não resisti. Kkkkkkkkk
Ao iniciar a trilha, percebi que não seria uma tarefa fácil acompanhar esses caras, ainda mais PDF todo empolgado inaugurando a bike que ele aguardava ansioso a sua chegada a quase 6 meses. (Risos).
Não achava que a Ilha de Itaparica tivesse tanta ladeira. Na verdade essa “Ilha de Itaparica” que conheci, eu nem imaginava que existia, lugares lindos, paisagens marcantes, muita mata e brocação nos singles tracks.
Na segunda parada, mais ou menos na metade do percurso, ouvi Elsão cochichando com Foltz: “Você lembra que neste ponto, no ano passado, nós chegamos aqui depois de meio dia?”. Olhei para o relógio e vi que ainda nem tinha dado 10:00, e foi a certeza que realmente o ritmo estava bem forte. (Além da sorte de não termos nenhum problema com as bikes, lógico!).

Nova Muralista: Maria Pastora G. Gomez

Bem-vinda a nova Muralista: Maria Pastora G. Gomez.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

Trilha do Morcego na New Tiririca

O ano começou e lá estava eu e Pit muitos dias sem pedalar com o Mural, fomos no CTM de terça e Elsão comunicou a agenda do mês, e ficamos bastante animados com a novidade da Trilha da Tiririca que seria num sábado a tarde e nos daria possibilidade de ir, já que quase todos os sábados Pit sempre trabalha.
Na terça que antecedeu a trilha eu acabei não indo, pois estava doente, mas Pit foi e voltou mais uma vez animado e certo de que estaríamos lá no sábado.
Chegou o grande dia e acordei com a mesma sensação de quando fui pedalar com o Mural pela primeira vez, e Pit me disse: "Baixinha você parece que vai participar de uma Olimpíada! Haja preparação. rs " Arrumei nossas roupas, comprei meu carbogel e aguardei ele me ligar. Fomos pra Arembepe, deixamos o carro e saímos já pedalando pra encontrar a todos. Logo quando chegamos reparei que todos traziam consigo muita água, enquanto que eu e Pit (os calouros) tínhamos apenas uma garrafa cada. Elsão sugeriu de comprarmos mais água e lá fomos....
Primeiros kms e la vinha Elsão desafiando Pit a subir e descer algo que pra mim era difícil, a brincadeira se formou quando Pit disse que não podia se arriscar, pq iremos viajar próximo mês e eu disse: Se cair, eu viajo sozinha... rs. Mas ele não sabe dizer não e aceitou o desafio de Elsão, subiu e desceu por duas vezes, até eu entrei nessa loucura, mas desci a mais leve... rs Depois de uma sessão de fotos e videos seguimos a diante... pedalamos por uma paisagem incrível e apaixonante.  Em um certo momento, Elsão, Rey e Fernando param e dizem, agora os novatos vão na frente.. Pit desconfiou que alguma coisa estava por vir, e tomou minha frente e foi... lá estava o buraco do esparro, eu melhor da lama... rs Pit afundou até o joelho e eu em seguida... O que mais superou foi Mário, que todos esperavam que iria afundar, mas nem sujou a meia branca. rs
Pedalamos por mais um tempo, e apreciamos a beleza que a natureza tem a nos oferecer, chegamos em um pier de madeira, uma água quentinha e lá ficamos por alguns minutos... Era a hora da sessão de fotos também.
Retomamos a pedalar e eu logo perguntei, me avisem quando chegarmos no meio do caminho, preciso tomar minha reposição... rs Fizemos maravilhosos single track's e neles tivemos de tudo: Uil caiu clipado e eu vinha logo atrás pra ajuda-lo, me bati em vários troncos de arvores, me sentia muita cansada, mas também realizada... Começou a escurecer e repetimos o single track, a adrenalina tomou conta, pois me vi dividindo o espaço com os morcegos... e paramos pra mais algumas fotos.
O cansaço batia principalmente quando precisávamos subir aquelas ladeiras enormes empurrando a bike, o cascalho solto, eu escorregava, Pit me empurrava e minha forças estavam se esgotando, quando enfim chegamos ao rio e deveríamos passar carregando a bike, eu peguei de qualquer jeito e comecei a andar, Elsão tirava foto, Pit gravava vídeo, e eu nem me atentei que tinha um sapo enorme ao meu lado (graças a deus que só me disseram depois que eu já tinha passado), atravessamos, paramos pra tomar uma coca, uma menina olhou pra mãe e disse, olha tem uma menina no meio, a moça da barraca me olhou e respondeu: é mulher macho! rs Era eu!!!! Rsrs. Ali era a reta final daquela aventura incrível, atravessamos por uma parte, onde metade era ponte a outra metade não... Ali encerramos nossa trilha regada a muita risada após a última queda de Uil, que caiu do nada, e "sumiu" no meio do mato.

2º Dia - Ciclo Aventura Chapada Diamantina (Mucugê, Aleixos, Vale do Pati) (Texto: Leonov Moreira)

Gostaria de começar a resenha agradecendo aos parceiros de aventura pela companhia e coragem para enfrentar os desafios. Não poderia faltar um agradecimento do Aspira que sou eu, ao Sargento Pincel – o Dono da Parada – que vocês sabem quem é, pela organização do bagulho, que embora possa ser melhorada, nos rendeu grandes e inesquecíveis emoções , dores e alegrias. Mas a cara branca, dele assustado do sargento pincel depois da queda não tem preço, mais isso é assunto do terceiro dia.
Vamos a resenha do segundo dia do pedal, partindo de Mucugê em direção a Dona Raquel no Vale do Pati. Em que pese o primeiro dia ter sido duríssimo, eu tinha certeza que o segundo dia ia ser pior, pelas condições da subida, mas para minha ingrata surpresa, a minha certeza foi agravada para pior, e como diria meu amigo Primeiro Ano : “Por onde é o pior? Vamos por ele, pois quanto pior melhor.
Começo a manhã bem, para não dizer mal, preocupado com o calor, achei de colocar o saco do Camelback no frigobar, para congelar a água, pois o sol da subida prometia. Me dei mal, o saco congelou e colou do congelador, preocupado com horário tentei arrancar na força quebrei o pino de encaixe da mangueira no saco. Resultado,  o resto do pedal sem Calmeback, com a aguar em garrafa. Mas o pior foi que me desorganizei, não me concentrei na alimentação e na hidratação do café da manhã, além de esquecer se fazer meu pão de reserva como fizeram Kichute e o Sargento Pincel, já que a mulher não me respondeu se podia ou não. Fui dar uma de educado demais, o que me custou caro. Por isso a lição foi -  não invente , faça o trivial, sofrer você vai mesmo, de um jeito ou de outro, poderia ter pedido ou comprado gelo de manhã , ou ainda pedir para colocar o saco do Camelback numa geladeira grande e não teria tido problema.
Partimos de Mucugê, em direção ao Pati, para subir pelo Aleixos, foram uns 35Km de um bom sobe e desce em um estradão, sendo que a manhã que apresentava-se com um frio gostoso típico da chapada, foi logo dando espaço ao sol da chapada, e que sol. Antes da subida, repomos a água num povoado de gente simples, humilde, alegre e prestativa que só se encontra em locais como aquele, que desapareceu nas grandes cidades, sendo que a esta altura eu já imaginava o sofrimento, mas como disse anteriormente ele foi pior. Depois de uma pequena dúvida sobre o caminho, o Sargento Pincel encontrou o caminho, e a sensação foi de alegria e tristeza ao olhar a subida e imaginar qual seria o caminho. A subida, a escalada de pedra do Aleixos foi de lascar. Em função do sofrimento tomei a liberdade de procurar o significado do que seria Aleixos. De acordo com o Dr. Google o nome tem o sentido de “aquele que defende”, “aquele que repele os inimigos”, “defensor”. Se eu soubesse diria antes de começar: “ Parceiro alivia ai, eu sou amigo, não precisa se defender de mim, sou amigo”. Não me lembro o tempo que levei subindo, na minha frente seguiam o Sargento Pincel, Guga, Cerca, Kichute e Malcom X9 -  Neylor . Atrás Alexandre, e as superpoderosas, Carla e Mara. Na minha mente o sofrimento, o calor e a subida de pedra de um lado para o outro que só piorava. Confesso que pensei em desistir. Mentalmente xinguei o Soldado Pincel de tudo quanto é nome, o melhor elogio foi pensar esse cara é doido, não havia sentido subir pelo Aleixos, o defensor do Pati, revelava-se implacável, na defesa da beleza natura que estava por vir. No meio da subida quando já fazia as contas da desistência,  de ficar esperando alguém resgatar a minha mochila e descer para o Guine apenas com a bike, eis que surge “Alexandre - O Grande”, que me deu uma força e disse ; “ Vamos juntos”. O cara tinha dado “Perda Total” no dia anterior e naquele momento estava ali, preparado, mentalmente forte para me ajudar. Fiquei alegre e passei a administrar o esforço. Combinei com ele o esforço, dali em diante subiríamos juntos. Nós subíamos até o batimento cardíaco chegar em 170, e parávamos para descansar. Retomávamos a subida com batimento cardíaco de 130. E assim o Aleixo foi sendo vencido, até chegarmos numa pequena gruta, onde a vontade que deu foi dormir. Após xingar o Dono da Boca em toda a subida, confirmei minha suspeita, o cara era militar, por isso ele é o psicopata brocador, o Sargento Pincel. Vale destacar que inobstante o peso extra que levei, uma coisa é certa, nas subidas da chapada, um bom tênis ajuda muito.

MURAL KIDS: DIVERSÃO PARA TODA FAMÍLIA

Foi com muita alegria que realizamos no último domingo no Parque Metropolitano de Pituaçu o MURAL KIDS. Contamos com a presença não apenas dos baixinhos, mas também de altinhos como pais, mães, tias e avós! Alguns até aproveitaram para caminhar pelo parque.
O destaque especial foi a garotada, mandaram bem e pedalaram muito, com direito a parada para água de coco, foi bonito ver a felicidade no rosto de cada um. O objetivo do MURAL KIDS é divertir e aproximar pais, mães e filhos através da prática de uma atividade esportiva. Uma ótima oportunidade para tirarmos um pouco as crianças do mundo virtual de jogos eletrônicos e celulares.
Aguardem no calendário do Mural de Aventuras a publicação de novos encontros do MURAL KIDS. Venham e participem!!! 
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR














PagSeguro - Renovação Semestral

Valor Unitário: R$ 198,00

Trilha Caboto: Siri Mole Frito 2 (Texto: Fausto Silva)

Sexta-feira a noite, tudo preparado para acordar cedo no dia seguinte e encarar a primeira trilha com o Mural. E quando eu digo primeira, é primeira mesmo! Nada de CTM, nada de trilhas nível 2 ou nível 3, resolvi começar numa trilha nível 4: Trilha do Caboto.
Acordo cedo no sábado, tomo um café da manhã reforçado e corro pra me encontrar com o pessoal. No total somos 6 guerreiros: Hugo (também novo Muralista), Elson, Ito, Willyam, Plech e eu.
Após tirarmos as bikes do carro e zoarmos o kichute (sapatilha de zumba) de Ito, iniciamos a trilha passando por fazendas e estradas de terra até chegarmos em Maracangalha, onde paramos para tomar algumas cervejas (estava quente e ninguém é de ferro, além disso, eu e Hugo precisávamos ser batizados).
Seguindo viagem, alguns desafios e trechos técnicos, e aqui começou a diversão e a contagem de quedas.... Hugo conseguiu passar por alguns desafios e deixou alguns Muralistas veteranos para trás (não falarei os nomes, afinal o que acontece na trilha, fica na trilha), além disso, Willyam levou um tombo daqueles durante uma subida técnica.
Alguns quilômetros a frente, passamos por mais fazendas, single tracks (e só para registrar: mais uma queda de Willyam durante um single track) e estradões até pararmos em Candeias para abastecer as mochilas de hidratação, fazer um lanche e tomar mais uma gelada (já falei que o dia estava muito quente?).
Pedalando mais um pouco, chegamos ao Museu do Recôncavo Wanderley Pinho (Engenho da Freguesia), um casarão do século XVII, que também foi um engenho de açúcar, e fica as margens da Baia de Todos os Santos, com uma vista única e maravilhosa que eu nunca teria conhecido se não estivesse com a minha magrela. Nessa paisagem, tiramos também as tradicionais fotos do Mural.
Andando mais um pouco, fizemos nossa pausa para o almoço em Caboto, no restaurante São Roque. Destaque para o excelente siri mole frito, moqueca de camarão e a vista nada chata do mar ao se almoçar.

3º Dia - Ciclo Aventura Cânion do Xingó

Esse dia foi reservado para fazermos o maior e mais difícil percurso. E “QUE DIA”!!!!!
Na noite anterior passei muito mal com dor no estômago e fui parar no hospital. Tomei duas injeções, fiquei em observação e depois me liberaram. Cheguei no Hotel com um pouco de dor e dormi. Não foi uma noite tranquila, a dor ia e vinha. Só pensava na trilha, se conseguiria fazer sentindo dor. Finalmente o dia amanheceu. Conversei com Elson, Carla e Willian. As opiniões foram diversas. Ora de ficar, ora “você quem sabe”. Mural que é mural não desiste. Então levantei, tomei banho e me arrumei. Encontrei ele no café. Nem acreditaram que eu realmente ia. Comi a pulso e que, por sinal, me fez sentir mais dor. Partiu!!! O pensamento foi o tempo todo de não desistir. “A dor é psicológica”.
Ao amanhecer era possível perceber como seria a temperatura. A região é muito quente e venta pouco. A saída foi com quase 5km subindo. Subi nas graças de Deus. Senti muita dor e calafrio. Não olhava para trás senão desistia.
Saímos do asfalto e pegamos a estrada de terra. Lá é muito seco. A caatinga predomina. Passamos por vários singles alucinantes. E o sol cobrava seu preço. A temperatura aumentava absurdamente. O Garmin marcava 43.2 graus. Não tinha ponto de água (bar/casa/supermercado). Passamos por poucas casas e em uma delas, encontramos uma senhora muito educada e solícita. Pedimos água e fomos bem atendidos. Que água gelada! Agradecemos e saímos.
Por volta do meio dia “a lua” brilhou mais forte. Foi um sol para cada um. Não tinha uma nuvem para contar história, nem árvore para fazer sombra. Paramos numa praça para hidratar, repor as mochilas de água e pedir informações sobre o melhor lugar para almoçar. Foi aí que nos indicaram a Fazenda Monte Cristo. Que lugar lindo!!! Almoçamos, descansamos, tiramos fotos com os demais visitantes e saímos.

Trilha Itasap: A primeira trilha a gente não esquece (Texto: Paula Juliana)

Olá Muralistas,
Sou Paula Juliana a nova integrante do Mural de Aventuras e quero expressar aqui a minha alegria em participar da Trilha ITASAP.
Pessoal, a primeira trilha a gente não esquece. Preparativos da véspera (sexta): bike revisada, pneus ok, acessórios e alimentos para o percurso. Agora era só começar a contagem regressiva... e foi efetivamente isso que aconteceu, acordei praticamente de hora em hora e quando finalmente olhei para o relógio e era 05:00 hrs nunca acordei tão feliz. Huhuhu!
É chegada a hora: A trilha e a recepção dos muralistas não poderia ser melhor, aproveitei o Mural Móvel para me deslocar e, assim, poder ir conhecendo algumas pessoas, então ao chegarmos em Itacimirim já me senti em casa.Após foto à beira mar colocamos a bike a postos e Bora Mural!!! Começamos a Aventura. A trilha era nível 3 e como foi proposto com poucas ladeiras e ritmo médio. E assim foi possível apreciar e passar dentro da Mata Atlântica da Reserva Sapiranga e percorrer single track, atravessar rios segurando a bike (nunca tinha carregado dentro de um rio por tanto tempo), mas adorei. 
Depois disso tudo terminamos reagrupando e chegando juntos ao destino final. A sensação era de um prazer enorme de alma lavada, coração feliz, por isso, recomendo a todos a sempre que puderem, irem às trilhas do Mural, não existe terapia melhor!!! Bora Mural!!! Amanhã tem mais Trilha CABOTO (Candeias/BA) eu vou e você vai? Paula Juliana.

Novo Muralista: Hugo Andrade

Bem-vindo ao novo Muralista: Hugo Andrade.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

4º Dia - Expedição Titicaca (Bolívia - Peru): Isla del Sol e Isla de la Luna (Texto: Mário Leal)

É com muito orgulho e prazer que estou relatando a resenha do 4º dia de aventura do Mural no Titicaca na Bolívia.
Mais uma noite muito fria em Copacabana, e o despertar foi ainda mais frio. Estávamos ao lado do lago Titicaca, cartão postal da nossa expedição. Seguimos para o desjejum, onde ainda precisaríamos fazer nossa troca para moeda local (cambio). Nos deparamos com uma cidade toda fechada, apesar de já passar das 07 da manhã. Com a falta de disponibilidade de casas de cambio arrecadamos o dinheiro que ainda restava no grupo e conseguimos comprar sucos e biscoitos, nos acomodamos na praça central da cidade para nos alimentar e observamos que acontecia uma reunião típica daquela região, onde observa-se como rotina este encontro antes de cada dia de trabalho. Uma vez alimentados partimos para caixas eletrônicos para realizar os saques necessários, porem o meu cartão ficou preso na maquina, mesmo liberando a quantia solicitada. A programação para o dia era a visita às Isla del Sol e Isla de La Luna no Lago Titicaca através de embarcação local pelo incatu.
Este lago encontra-se a 3.800 mt. acima do nível do mar e é o maior lago navegável do mundo. Partimos para a maior ilha do lado Boliviano – Ilha Del Sol. Durante o Império Inca, a Isla del Sol era considerada um santuário onde estava o templo dedicado ao deus Sol. Hoje, a ilha é habitada por comunidades de origem quéchua e aimará, que se dedicam basicamente à agricultura, ao turismo, ao artesanato e à criação de lhamas e outros mamíferos. Após 1h e 20 min. de navegação o comandante nos deixou na parte norte da ilha, próximo às ruínas Incas e a mesa cerimonial, lugar muito bonito com uma vista privilegiada no lago. Dali fizemos 1h e 40 min. de caminhada, conhecendo as belezas da ilha. Porém a esta altura o companheiro Odilardo  “Odi”, era acometido por uma infecção intestinal, que o deixou bastante debilitado, com episódios contínuos de diarreia, chegamos até apoia-lo nas subidas mais difíceis.
Chegando ao outro lado da ilha em Chalapampa, pegamos novamente a embarcação que nos levaria a Isla de La Luna após 40 min. de navegação. A maioria a esta altura já se encontravam nauseados devido ao balanço, o vento havia ficado forte e várias ondas surgiam de todos os lados chegando até a molhar o interior da embarcação, o Titicaca mostrava sua força... Segundo a literatura este lago dispõe de 350 mt de profundidade, onde suas águas representam apenas 5% do meio de subsistência daquele país.
A Isla de La Luna é um lugar bastante remoto. Fomos recepcionados por um casal de idosos bastante receptivos, que nos apresentou o local. É muito pouco habitada, onde o frio e a simplicidade reinam absolutos. Os poucos habitantes possuem recursos mínimos de vida. Eu, GDI e Odi preferimos não entrar na ilha, apenas nos recuperar do enjoo e aproveitar o tempo descansar. Enquanto isso, Elson, Guga, Kadjon e Rei subiram para visitar ruínas Incas da ilha. 

Novo Muralista: Fausto Amancio da Silva

Bem-vindo ao novo Muralista: Fausto Amancio da Silva.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto do mesmo de uniforme padrão!

Nova Muralista: Daniela Cezimbra

Bem-vinda a nova Muralista: Daniela Cezimbra.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!

1º Dia - Ciclo Aventura Chapada Diamantina (Lençóis, Andaraí, Igatu, Mucugê) (Texto:Mara Ribeiro)

Despertador nem tocou e Elsão já batia na porta para nos acordar. Tudo arrumadinho, expectativa a mil, café tomado ... PARTIUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!
Um adendo muito importante: achei que minha mochila estava grande e pesada até ver a mochila de “camping” de Mineiro e Leonov. Chega me animei, rs. Experiência ímpar passar 4 dias de bike com apenas uma mochila de 6kg, 3litros de água e mais 1kg de itens na bike. Isso que é o poder da simplicidade. Aprendemos o quanto precisamos de pouco para ser feliz!!! Enfim...
Saímos da pousada unidos, descendo uma ladeirinha trepidante de pedra e já entramos na trilha de barro! Sombra, vento fresco, árvores e cantos de pássaros! Paraíso total! Aquela vibração única e seguimos, pedalando em ritmo bom e encantados com o visual: travessias de riachos, com pedras e areais, até chegar enfim no Roncador, Cachoeira linda! Uma parada estratégica para um lanche rápido e banho revigorante.
Seguimos e fizemos um caminho até o asfalto com muitas descidas alucinantes. Pedalamos um trecho pelo asfalto até Andaraí, passando pelo centro da cidade, em meio a uma feira que só se vê no interior. Muita gente e variedade de tudo que se pensar... Paramos para hidratação e pegamos mais uma vez o asfalto pra chegar na entrada da subida de pedras para Igatu, e que subida! Aquele mix de medo, cansaço e vontade de chegar logo diante da informação de que seriam 7km de subida, em estrada de pedras que seguravam as bikes e num sol de 13hs!!!
Nessa hora, Leonov disse que ia tentar um desafio pessoal de subir sem parar! Não deu, já adianto isso. Seguiram mais a frente: Elson, Cerqueira, Leonov e Kichute, mais atrás estávamos nós (Mara e Carla) com Alexandre e Mineiro. Depois de 1km subindo parecia que já eram 10kms. Realmente, a bike não desenvolvia e o sol era muito forte, mas seguíamos... parávamos, sentávamos, respirávamos e depois partíamos de novo! Sempre em frente! Numa certa altura, Alexandre já não pedalava mais e ficou decidido que Elson iria a frente pra pedir o almoço pelo adiantar da hora e nós iríamos mais de boa, após esperar Alexandre chegar. Então seguiríamos na boa e se passasse alguma carona e ele não conseguisse mais pedalar, ele iria pegá-la.
Chegamos em Igatu. Elson já nos aguardava num Restaurante Maria Dusá, atrás do bar Igatu, onde foi armada uma mesa, embaixo das árvores da praça. Clima excelente, com vento fresco e depois de uns tempos, lá vem a comida.
A parte desse almoço merece um parágrafo só pra ele, que comida maravilhosa!!! Recomendo a todos que por ali passarem ter esse imenso prazer de saborear o Arroz de Garimpeiro, Escondidinho de carne do sol e Carne seca com purê de banana da terra! Dos Deuses!!! Ainda apareceu uma moça vendendo geladinho de mangaba, sensacional! Descanso pós-almoço, tudo pronto e organizado, partiu, porque ainda tinha muita ladeira pela frente.

Nova Muralista: Paula Juliana

Bem-vinda a nova Muralista: Paula Juliana.
Em breve atualizaremos a página "Muralistas" com a foto da mesma de uniforme padrão!